Senado esquenta disputa para 2026: ACM Neto aposta em derrota do PT, enquanto Jerônimo luta para manter base unida
O cenário político da Bahia para 2026 segue aquecido, com bastidores cada vez mais intensos e negociações estratégicas em ambos os lados. O PT cogita uma chapa puro sangue com o ex-governador Rui Costa, o ex-governador Jacques Wagner e o governador Jerônimo Rodrigues, sendo os dois primeiros na disputa pelo Senado. Na oposição, liderada por ACM Neto (União Brasil), surgem nomes como o ex-deputado Marcelo Nilo, o ex-ministro João Roma (PL), que já se consolida como pré-candidato ao Senado, e o senador Ângelo Coronel (PSD), que flutua entre os dois lados, enquanto valoriza o próprio passe.
A disputa voltou a ser pauta durante a tradicional Lavagem do Bonfim, na capital baiana, evento que reúne os principais caciques baianos e costuma servir como termômetro da corrida eleitoral, trazendo novamente os bastidores da disputa estadual para o centro das atenções.
No lado governista, Jerônimo Rodrigues (PT) destacou a necessidade de manter a unidade do grupo, afirmando que “o senador Wagner, os deputados, senadores, podem se pronunciar”, mas que, na condição de líder desse grupo, precisa ter a tranquilidade para conduzir o processo.
“Estamos construindo a chapa para que não exista cavalo de batalha. O mais importante é a eleição de Lula, a eleição do governador e a eleição de dois bons nomes para o Senado. Não é quem vai ser, é a composição de uma chapa competitiva e que nosso grupo não se desuna”, destacando ainda que deputado Diego Coronel (PSD) iniciou a mediação para tentar unir a base.
No campo da oposição, o vice-presidente nacional do União Brasil reforçou o discurso de mudança e criticou a forma como o PT estadual tem indicado compor a chapa “puro-sangue”. Uma coisa é certa, no que depender de Neto: o ex-ministro João Roma tem cadeira assegurada na disputa de outubro.
“A gente vai ajustando e mudando as coisas, agora, com relação a João Roma, ele é o pré-candidato ao Senado hoje. Claro que isso depende da própria confirmação dele, mas eu acho que é natural hoje a pré-candidatura de João ao Senado, ao nosso lado. Isso seria já uma definição natural e vai se consolidando”. Ele também criticou o PT ao afirmar que “não somos como o PT, que não consegue separar o que é público do que é partidário e quer impor uma chapa com todos os candidatos da legenda. Se isso acontecer, os três serão derrotados, porque o sentimento dos baianos é de mudança”, explicou.
Com a aproximação das definições de chapas e alianças, as negociações seguem aquecidas em ambos os lados, e a disputa pelo Senado continua como um dos pontos mais sensíveis da corrida eleitoral na Bahia.