Serviço de Neurologia do Hospital Clériston Andrade recebe destaque após conquistar três Prêmios Diamond
O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) voltou ao centro do debate sobre a saúde pública em Feira de Santana durante a sessão da última quarta-feira (1º), na Câmara Municipal. O reconhecimento da unidade com três Prêmios Diamond de Excelência no Atendimento ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), concedidos pela Angels, vinculada à World Stroke Organization (WSO), foi destacado pelo vereador Professor Ivamberg (PT), que classificou o serviço de neurologia como de excelência, reforçando a importância do equipamento para o município e toda a região.
Durante o pronunciamento, o petista rebateu críticas direcionadas ao hospital e chamou atenção para a ampliação da estrutura da unidade nos últimos anos. Entre os avanços citados estão o aumento do número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a melhoria dos serviços de imagem.
Segundo o edil, a nova estrutura do Clériston funciona de forma integrada ao prédio antigo, formando um complexo hospitalar que atende casos de alta complexidade de dezenas de municípios baianos. “Não é um puxadinho. A importância do Clériston Andrade é grande no contexto nacional, não é só de Feira de Santana”, defendeu.
O vereador também abordou o problema da regulação, apontando que a dificuldade no acesso a vagas para pacientes feirenses está diretamente relacionada à abrangência regional do hospital, responsável pelo atendimento de cerca de 126 municípios. Na avaliação de Ivamberg, o fortalecimento da atenção básica no município é essencial para evitar o agravamento de quadros clínicos que, posteriormente, acabam demandando procedimentos de maior complexidade e internação hospitalar.
Outra medida defendida foi a construção do Hospital Municipal, para ampliar a oferta de leitos em Feira de Santana e desafogar o sistema de regulação.
Durante o debate, o vereador Luiz da Feira (PP) também chamou atenção para a escassez de vagas em unidades de alta complexidade, o que, segundo ele, tem levado pacientes do município a serem encaminhados para outras cidades. “Quantos pacientes hoje saem de Feira de Santana para fazer uma cirurgia em outra cidade de 30 mil ou 20 mil habitantes, enquanto poderiam realizar o procedimento aqui?”, questionou.