Surto de varicela: Feira de Santana confirma 14 casos entre alunos e professores de uma instituição de ensino
A Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana está monitorando um surto de varicela identificado em uma instituição de ensino do município. Até o momento, 14 casos da doença foram confirmados, sendo 12 entre alunos e dois entre professores.
A situação está sendo acompanhada pela Vigilância Epidemiológica (Viep), que realizou uma visita técnica à instituição e passou a monitorar os casos confirmados e as pessoas que tiveram contato com os pacientes. Segundo a Secretaria de Saúde, as medidas necessárias estão sendo adotadas para reduzir o risco de transmissão da doença.
As ações de controle também foram alinhadas com os profissionais da unidade de saúde de referência do território, que participam do acompanhamento da situação.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, a concentração de casos em uma mesma instituição caracteriza uma situação de surto quando o número de registros ultrapassa o esperado para determinada população, território e período.
“Surto é quando casos de doenças ou agravos ocorrem em um número maior do que o esperado para aquela população, naquele território e naquele período. Então, podemos considerar um surto quando temos 14 casos, sendo que, até o momento, tínhamos 21”, explicou.
Apesar da caracterização do surto, o secretário ressaltou que a situação não deve ser motivo para alarme. O trabalho da Vigilância Epidemiológica, segundo ele, é justamente identificar os casos, acompanhar os contatos e adotar medidas para interromper ou reduzir a cadeia de transmissão.
“A Vigilância Epidemiológica serve justamente para isso: monitorar a situação e ir atrás dos contactantes, principalmente daqueles que são suscetíveis, para que possamos fazer o bloqueio”, afirmou Rodrigo Matos.
A vacinação de bloqueio, no entanto, não é indicada automaticamente para todas as pessoas que tiveram contato com os casos confirmados. A decisão depende da avaliação individual de cada contactante, levando em consideração o histórico de vacinação e se a pessoa já teve ou não a doença.
“É preciso verificar quem não se vacinou, quem tem dúvida em relação à vacinação e também quem efetivamente não teve a doença. A Vigilância Epidemiológica faz todo esse monitoramento para que possamos realizar o bloqueio de forma adequada, com vacinação e acompanhamento”, esclareceu o secretário. A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de manter a vacinação atualizada, especialmente diante