UEFS debate futuro da Caatinga e fortalecimento das políticas ambientais durante Semana do Meio Ambiente
A conservação da Caatinga e a importância da produção científica na construção de políticas públicas ambientais estão entre os principais temas debatidos na VI Semana do Meio Ambiente da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). O evento teve início na terça-feira (9) e segue até a próxima sexta-feira (12), reunindo estudantes, pesquisadores, professores, gestores públicos e representantes da sociedade civil.
A programação conta com a participação de autoridades das esferas estadual e federal, entre elas Lavito Bacarissa, secretário-executivo da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS), vinculada à Presidência da República.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) participa das atividades com o objetivo de estreitar o diálogo entre a gestão ambiental e a comunidade acadêmica, fortalecendo estratégias voltadas à preservação dos recursos naturais e da biodiversidade baiana.
Com o tema “Transformações na Caatinga: Dados, Inovação e o Futuro”, a edição deste ano promove reflexões sobre a geração de conhecimento científico, a gestão ambiental participativa e o desenvolvimento de soluções sustentáveis para os desafios enfrentados pelo semiárido. O evento também marca os 20 anos do Programa de Pós-Graduação em Modelagem em Ciências da Terra e do Ambiente (PPGM) da UEFS, consolidando o papel da universidade como referência em pesquisa e inovação.
Para a coordenadora técnica da Diretoria de Fiscalização Ambiental (DIFIS) do Inema, Fabíola Cotrim, a aproximação entre os órgãos responsáveis pelo monitoramento ambiental e os centros de pesquisa é fundamental para ampliar a eficiência das ações de proteção da Caatinga.
“Essa interação cumpre o papel do Inema de aproximar o meio acadêmico da administração pública, criando canais de comunicação indispensáveis para o enfrentamento dos desafios ambientais que enfrentamos atualmente”, destacou.
Durante sua participação, Fabíola apresentou experiências práticas e iniciativas desenvolvidas pelo instituto, reforçando a importância da troca de conhecimentos entre pesquisadores e gestores públicos. Segundo ela, o diálogo promovido pelo evento contribui para a construção de estratégias inovadoras capazes de garantir a conservação e a resiliência da Caatinga diante das mudanças climáticas e das transformações territoriais.
Além dos debates, a VI Semana do Meio Ambiente conta com palestras, minicursos e rodas de conversa, incentivando a troca de experiências e o aprofundamento das discussões sobre sustentabilidade, ciência e conservação ambiental.