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Feira de Santana / 13 de setembro de 2025 - 05h 47m

UEFS é palco de seminário sobre Estado laico e combate ao racismo religioso

UEFS é palco de seminário sobre Estado laico e combate ao racismo religioso
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Estudantes, docentes e pesquisadores participaram do seminário “Estado Laico e Racismo Religioso”, realizado na última quinta-feira (11), no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

Promovido pela Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis (Propaae) e pelo Centro de Pesquisa da Religião (CPR) da instituição, o evento teve como objetivo refletir sobre os desafios enfrentados por comunidades religiosas afro-brasileiras e os limites da laicidade no Brasil contemporâneo.

A mesa de abertura contou com a participação da vice-reitora da Universidade, Rita Brêda; da pró-reitora da Propaae, Joelma Oliveira; e da professora Ana Maria Carvalho, coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) da UEFS.

“Esse seminário faz parte de uma política institucional que busca promover o bem viver na universidade. Percebemos a urgência de ações formativas contra o racismo, o assédio e outras violências, envolvendo toda a comunidade. Já temos uma proposta de programa em análise, com campanhas e orientações previstas. Eventos como este são fundamentais para consolidar práticas antirracistas e ampliar o debate de forma respeitosa e contínua”, ressaltou a vice-reitora Rita Brêda.

Em sua fala, a pró-reitora da Propaae, Joelma Oliveira, reforçou o papel da universidade na promoção de espaços inclusivos e na valorização da pluralidade de crenças. “O seminário nasce do compromisso da gestão em promover ações formativas. Já realizamos ciclos com gestores sobre racismo institucional, e agora ampliamos o debate para toda a comunidade acadêmica. É um passo importante para acolher a diversidade religiosa e construir um ambiente mais respeitoso em nosso ambiente universitário”, disse.

A coordenadora do CPR, Elizete da Silva, destacou a urgência do debate sobre intolerância religiosa no ambiente acadêmico. “Discutir racismo religioso na universidade é essencial, porque reflete os conflitos e tensões da sociedade. Vivemos um momento em que setores políticos tentam enfraquecer o Estado Laico e impor uma moral religiosa única, o que ameaça a diversidade e os direitos garantidos pela Constituição. O CPR, há duas décadas, estuda diferentes tradições religiosas e contribui com pesquisas que fortalecem o respeito à pluralidade e à liberdade de crença”, afirmou.


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