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Colunista / 03 de março de 2020 - 03h 00m

Um olhar sobre o legislativo

Por Anne Aguilar*

Acompanhar as sessões da Câmara Municipal de Feira de Santana não é exatamente um programa agradável. O que deveria representar um orgulho de cidadania, está longe de ser a tradução do que necessitamos. Seja pela qualidade e funcionalidade dos projetos apresentados, seja pela pobreza dos discursos e da defesa do povo, ou ainda pela performance catastrófica do que tentam ser palhaços – mas precisam aprender muito com os profissionais de circo – é muito triste constatar a nossa representatividade atual. Mais triste ainda é saber que isso se não se restringe apenas à esfera municipal. Nos dias em que há manifestações populares na Casa da Cidadania, a realidade fica ainda mais difícil de ser encarada. Primeiro porque expõe um problema social não solucionado, que de uma maneira ou de outra atinge a todas camadas da sociedade. Segundo porque chega a ser cômico – ou trágico – presenciar o palanque que é feito por muitos dos edis, que se aproveitam da situação – e da plateia- , para ratificar um falso apoio à causa e fazem discursos completamente distintos daqueles feitos quando a galeria não está cheia. Mas o que nos deixa ainda mais tristes é perceber que boa parte dos manifestantes, que talvez não acompanhe o cotidiano dos trabalhos legislativos, se deixa levar pelos discursos inflamados daqueles que têm o talento de “jogar a favor da torcida”. Tudo isso é triste, porque é um reflexo da sociedade; embora enquanto civis, estejamos andando a passos largos no que diz respeito ao envolvimento com a política, ainda estamos longe do suficiente para enxergarmos com a clareza necessária quem, de fato está nos representando e batalhando por uma cidade melhor e mais justa para todos. Até quando?

*Anne é jornalista fã de séries e acompanha tudo que acontece em Feira e no mundo tentando não ser notada. 

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