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Bahia / 05 de março de 2026 - 01h 57m

UPB propõe limite de R$ 700 mil para cachês de artistas no São João da Bahia

UPB propõe limite de R$ 700 mil para cachês de artistas no São João da Bahia
Foto: Divulgação/PMFS
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Uma campanha lançada pela União dos Municípios da Bahia (UPB) propõe que as prefeituras do estado evitem contratar artistas com cachês superiores a R$ 700 mil durante os festejos de São João deste ano. A iniciativa, intitulada “São João sem milhão”, busca preservar a tradição cultural das festas juninas sem comprometer a saúde financeira dos municípios.

Segundo a entidade, a mobilização já ultrapassou as fronteiras da Bahia e recebeu apoio das associações municipalistas dos nove estados do Nordeste, que avaliam adotar medidas semelhantes. A expectativa é que a iniciativa também fortaleça o forró tradicional, conhecido como forró pé de serra, além de ampliar o espaço para artistas locais e regionais, valorizando a cultura nordestina com custos mais acessíveis para os cofres públicos.

Como parte desse movimento, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) assinaram na segunda-feira (2) uma nota técnica conjunta com diretrizes para orientar as prefeituras nos processos de contratação de artistas para os festejos juninos.

O documento estabelece a faixa de R$ 700 mil como valor que deve receber atenção especial por parte dos gestores públicos. Segundo dados apresentados pelo Ministério Público, apenas 1% dos contratos firmados em 2025 ultrapassou esse valor. A nota técnica também recomenda que a pesquisa de preços utilize como referência a média dos cachês pagos ao artista no período entre 1º de maio e 31 de julho de 2025, no mesmo estado, com atualização monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A medida busca assegurar maior possibilidade de comparação entre contratações realizadas em condições semelhantes de mercado, considerando a sazonalidade típica do período junino. O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Gildásio Penedo Filho, afirmou que as diretrizes foram construídas de forma colaborativa, respeitando as especificidades culturais e econômicas do período junino.

“Não há qualquer intenção de criar obstáculos à realização dos festejos. Reconhecemos a importância cultural, social e econômica dessas celebrações, especialmente no Nordeste. O que se busca é estabelecer balizas que assegurem equilíbrio, responsabilidade e planejamento, sem interferir na autonomia do mercado artístico nem dos gestores públicos”, declarou.


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