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Saúde / 04 de março de 2026 - 07h 00m

Viroses gastrointestinais em alta: especialista reforça prevenção e cuidados em Feira de Santana

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Feira de Santana vive um cenário epidemiológico de atenção em saúde pública diante do aumento de casos associados a viroses gastrointestinais e diarreia aguda. Dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde apontam que 769 casos de diarreia aguda foram notificados em janeiro, em diferentes faixas etárias, com maior frequência entre crianças de 1 a 4 anos e pessoas acima de 10 anos.

No mesmo mês do ano anterior, foram registrados 1.252 casos, totalizando 9.317 ocorrências ao longo de 2025, o que evidencia um padrão sazonal desses agravos no início do ano. Para o gastroenterologista Fábio Teixeira, credenciado à União Médica, o cenário exige atenção redobrada da população. “O aumento de casos de diarreia e sintomas gastrointestinais no início do ano é esperado, sobretudo em períodos de calor intenso, aglomerações, viagens e maior consumo de alimentos fora de casa. Esses fatores favorecem a transmissão de vírus por meio do contato fecal-oral e da ingestão de água e alimentos contaminados”, explica.

Segundo o médico, os quadros de virose gastrointestinal costumam surgir de forma abrupta. “Os sintomas mais comuns são diarreia aquosa, vômitos, febre baixa, dor abdominal, náuseas e mal-estar. Na maioria das vezes, são quadros autolimitados, com duração média de 24 a 72 horas. O que mais preocupa é a desidratação, principalmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas”, alerta.

Entre os principais agentes envolvidos estão norovírus, rotavírus e adenovírus entéricos, vírus que se propagam com facilidade em períodos de maior circulação de pessoas e contato com superfícies contaminadas. “A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, por meio de mãos mal higienizadas, água imprópria ou alimentos contaminados. A manipulação inadequada dos alimentos também contribui para a disseminação”, afirma Fábio Teixeira.

O especialista destaca ainda fatores comportamentais e ambientais que ampliam os riscos. “Consumo excessivo de álcool, alimentação mal conservada, privação de sono, calor intenso e falhas na higiene aumentam a vulnerabilidade. As altas temperaturas aceleram a deterioração dos alimentos e favorecem a contaminação, especialmente em períodos de festas e viagens”, ressalta.

A diferenciação entre virose gastrointestinal, gripe e intoxicação alimentar é fundamental para o manejo adequado. “Nem toda diarreia é intoxicação alimentar ou infecção bacteriana. Muitas vezes estamos diante de uma infecção viral, que se resolve com suporte clínico adequado”, pontua. Ele explica que, nas viroses gastrointestinais, predominam diarreia aquosa, vômitos e febre baixa. Já na gripe ou virose respiratória, o quadro costuma apresentar febre alta súbita, fadiga intensa e sintomas respiratórios. Nos casos de intoxicação alimentar, os sintomas tendem a ser mais intensos, podendo incluir diarreia com sangue ou muco e febre alta.

Sobre o tratamento, o médico reforça que a base é a hidratação. “A principal intervenção é manter hidratação oral constante, com água, soro de reidratação ou água de coco, além de alimentação leve e fracionada e repouso. Antibióticos não são indicados na maioria das viroses, porque não atuam contra vírus”, esclarece.

A busca por atendimento médico deve ocorrer diante de sinais de alerta. “Se houver vômitos persistentes, diarreia por mais de três dias, febre alta ou prolongada, sangue nas fezes, dor abdominal intensa ou sinais de desidratação, como boca seca e pouca urina, é fundamental procurar avaliação médica”, orienta.

Como medida preventiva, Fábio Teixeira reforça a importância da higiene. “Lavar as mãos com água e sabão, consumir água potável, higienizar corretamente os alimentos, evitar compartilhar utensílios e manter a vacinação atualizada são medidas simples que reduzem muito o risco. Em períodos de calor intenso, manter boa hidratação também é essencial”, conclui.

Segundo o especialista, embora as viroses gastrointestinais estejam em alta neste início de ano, a adoção de práticas preventivas pode reduzir significativamente a transmissão e as complicações.


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