Zona Azul em Feira terá cobrança digital, tarifa de R$ 2,50 para carros, limite de 2 horas e implantação gradual
A Prefeitura de Feira de Santana avançou no processo de implantação da Zona Azul no centro da cidade e apresentou, nesta terça-feira (19), durante coletiva de imprensa no Paço Maria Quitéria, os detalhes sobre o funcionamento do sistema de estacionamento rotativo.
Na oportunidade, o prefeito explicou que a cobrança poderá ser feita por diferentes meios de pagamento, incluindo PIX, cartão de crédito, débito e dinheiro em pontos autorizados distribuídos pela cidade.
O sistema será totalmente digital e funcionará por monitoramento eletrônico, sem emissão manual de comprovantes em papel. De acordo com o gestor, um veículo equipado com tecnologia de leitura circulará pelas vias monitorando o tempo de permanência dos veículos estacionados.
“Todo o processo será online. Não haverá preenchimento manual. O sistema fará a identificação e contabilização do período em que o veículo permanecer na vaga”, explicou o gestor municipal.
A implantação inicial prevê cobertura em 38 ruas, oito avenidas e sete praças localizadas no chamado centro expandido, conforme publicação no Diário Oficial do Município realizada em 6 de maio.
A gestão municipal informou, ainda, que o projeto reservará percentual superior ao mínimo legal para vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência. Segundo José Ronaldo, mais de 8% das vagas serão exclusivas para esses públicos.
O valor da tarifa foi definido em R$ 2,50 para automóveis e R$ 1 para motocicletas. Inicialmente, o tempo máximo de permanência será de duas horas por vaga.
O superintendente municipal de Trânsito, Ricardo Cunha, explicou que a limitação busca aumentar a rotatividade das vagas e evitar ocupação prolongada por trabalhadores ou estudantes. “A proposta é justamente impedir que veículos permaneçam estacionados durante todo o expediente, ampliando a disponibilidade para quem precisa resolver demandas rápidas no comércio e serviços do centro”, disse.
Segundo ele, trabalhadores e estudantes deverão buscar alternativas como transporte público ou estacionamentos privados. O gestor também informou que veículos que excederem o tempo permitido poderão ser removidos, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro.
Outro ponto destacado foi o impacto sobre a atuação dos chamados flanelinhas. De acordo com Ricardo Cunha, a regulamentação deve extinguir a atividade informal nas áreas contempladas. “Onde houver Zona Azul, não haverá flanelinhas”, declarou.
O procurador-geral do Município, Augusto Leal, afirmou que a Prefeitura já solucionou questionamentos jurídicos relacionados ao projeto e garante segurança legal para a implantação do sistema. “Todo o processo foi revisado e atualizado. Desde janeiro, realizamos adequações para assegurar segurança jurídica à licitação”, afirmou.
A expectativa da administração municipal é publicar o edital da licitação nos próximos dias. A implantação ocorrerá de forma gradual, começando por áreas estratégicas até alcançar toda a região prevista no projeto.