Lula mira virada no segundo turno e diz que Flávio representa “a biografia de um passado tenebroso”
Após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula (PT) reagiu ao resultado das urnas, projetando uma disputa mais direta na reta final. Segundo o candidato à reeleição, o segundo turno mostrará a “verdadeira fotografia do Brasil”.
Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro aparecia com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula somava 45,16%. Ao comentar o desempenho, o presidente reconheceu que esperava um resultado diferente e admitiu que acreditava na possibilidade de vencer ainda no primeiro turno.
“A gente nunca consegue tudo aquilo que queria. Eu confesso que estava convencido de que ia ganhar as eleições no primeiro turno. O segundo turno é a hora da prova dos nove. É a hora de mostrar a verdadeira fotografia do Brasil de hoje e do Brasil que a gente quer”, declarou.
O petista também antecipou que a campanha será retomada imediatamente, com foco na apresentação de propostas e no balanço das ações do governo. “A partir de amanhã, a gente começa a mostrar a diferença de propostas para o Brasil. A gente vai mostrar o que foi feito e o que a sociedade espera que seja feito”, disse.
Ainda na oportunidade, Lula elevou o tom ao tratar do adversário e disse que o eleitor terá de escolher entre caminhos políticos distintos no segundo turno. “O povo tem que escolher. Do outro lado, temos apenas incerteza com a biografia de um passado tenebroso”, concluiu.
O pronunciamento ocorreu em um hotel em São Paulo, onde Lula estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin, da primeira-dama Janja da Silva e de aliados como Fernando Haddad, Guilherme Boulos, Marina Silva e Simone Tebet. Com a definição do domingo (4), os eleitores agora voltam às urnas no segundo turno, no dia 25 de outubro.
Lula soma 194 mil votos em Feira contra 121 mil de Flávio; veja quantos votos cada presidenciável teve dos feirenses
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o candidato à Presidência mais votado em Feira de Santana no primeiro turno das eleições de 2026, após totalizar 194.272 votos no município, o equivalente a 57,13% dos votos válidos. Logo em seguida aparece Flávio Bolsonaro (PL), na segunda colocação, com a preferência de 121.727 dos feirenses, ou 35,80%. A diferença entre os dois principais candidatos foi de 72.545 votos.
Completando a lista aparecem Augusto Cury (Avante), com 9.356 votos, correspondentes a 2,75% dos válidos, Ronaldo Caiado (PSD) que somou 7.997 votos e Renan Santos (Missão), com apenas 5.720.
Os demais candidatos ficaram abaixo de 500 votos no município, são eles: Romeu Zema (Novo), que chegou a 408 votos; Samara Martins (UP), 259; Hertz Dias (PSTU), 94; Clariana Barão (DC), 76; Edmilson Costa (PCB), 47; Rui Costa Pimenta (PCO), 39; e Veterinário Wilson Grassi (Democrata), 36.
Confira a votação completa para presidente em Feira de Santana:
Lula (PT) – 194.272 votos – 57,13%
Flávio Bolsonaro (PL) – 121.727 votos – 35,80%
Augusto Cury (Avante) – 9.356 votos – 2,75%
Ronaldo Caiado (PSD) – 7.997 votos – 2,35%
Renan Santos (Missão) – 5.720 votos – 1,68%
Romeu Zema (Novo) – 408 votos – 0,12%
Samara Martins (UP) – 259 votos – 0,08%
Hertz Dias (PSTU) – 94 votos – 0,03%
Clariana Barão (DC) – 76 votos – 0,02%
Edmilson Costa (PCB) – 47 votos – 0,01%
Rui Costa Pimenta (PCO) – 39 votos – 0,01%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata) – 36 votos – 0,01%.
Também foram registrados 7.027 votos em branco e 13.589 votos nulos na disputa presidencial em Feira de Santana. O resultado local foi diferente do cenário nacional. No Brasil, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois disputarão o segundo turno no dia 25 de outubro.
Binho Galinha soma 23 mil votos mesmo com prisão e barrado pela Justiça Eleitoral
Mais de 23 mil eleitores baianos escolheram nas urnas o deputado estadual Binho Galinha (Avante), mesmo com o parlamentar preso preventivamente há quase um ano e com o registro de candidatura à reeleição indeferido pela Justiça Eleitoral.
O resultado chama atenção pelo contexto em que a campanha foi realizada, já que o agora ex-deputado está detido desde outubro de 2025, no âmbito das investigações da Operação El Patrón, e teve a candidatura barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) semanas antes da votação.
Ainda assim, como o processo eleitoral não estava definitivamente encerrado, o nome do deputado permaneceu nas urnas e os eleitores puderam votar normalmente. A situação jurídica da votação, no entanto, continua vinculada às decisões da Justiça Eleitoral.
O deputado é investigado sob acusação de comandar uma organização criminosa com atuação em atividades comolavagem de dinheiro, agiotagem e jogo do bicho. As apurações deram origem à Operação El Patrón. Além do processo que resultou na prisão preventiva, Binho foi condenado neste ano a uma pena superior a 36 anos de prisão. A decisão ainda está sujeita aos recursos previstos na legislação.
Eleito deputado estadual em 2022, Binho Galinha tentava permanecer na Assembleia Legislativa por mais quatro anos. Desta vez, porém, a combinação entre a situação judicial e o indeferimento eleitoral impediu a confirmação de um novo mandato.
Ainda assim, os mais de 23 mil votos mostram que o parlamentar manteve uma parcela relevante de apoio eleitoral mesmo enfrentando o momento mais delicado de sua trajetória política.
Deputados eleitos pela Bahia terão salário de mais de R$ 46 mil, auxílio-moradia de 4 mil e verba de gabinete de R$ 165 mil
Os 39 deputados federais eleitos pela Bahia neste domingo (4) vão receber salário bruto de R$ 46.366,19 por mês a partir da posse, em fevereiro de 2027. Só em remuneração, cada parlamentar terá direito a mais de R$ 556 mil por ano, sem considerar benefícios e outras verbas destinadas ao exercício do mandato.
Mas não para por aí. Além do montante mensal, os parlamentares também podem utilizar apartamento funcional em Brasília e, para aqueles que não pretendam ocupar um dos imóveis disponibilizados pela Câmara, é possível contar com um auxílio-moradia de R$ 4.253 ao mês.
Outro valor que chama a atenção é a verba de gabinete. Cada deputado pode utilizar até R$ 165.806,07 por mês para contratar e remunerar até 25 secretários parlamentares, recurso que não é incorporado ao salário do parlamentar, mas fica disponível para manutenção da estrutura de pessoal do mandato.
Os eleitos também contam com recursos para despesas relacionadas à atividade parlamentar, como passagens aéreas, deslocamentos, manutenção de escritórios, telefonia, divulgação do mandato e outras despesas previstas pela Câmara.
Na prática, portanto, os R$ 46.366,19 representam apenas a remuneração direta do deputado. Somados os recursos disponíveis para gabinete, moradia e atividade parlamentar, o custo mensal de cada mandato é significativamente superior ao salário recebido individualmente.
O pagamento também está sujeito a descontos em caso de faltas não justificadas às sessões deliberativas. Ausências por missões oficiais, problemas de saúde comprovados, licença-maternidade, licença-paternidade e algumas situações familiares podem ser abonadas. Os 39 deputados federais eleitos pela Bahia terão mandato de quatro anos, entre 2027 e 2031.
Confira os eleitos:
PSD
Antonio Brito – 205.815 votos
Daniel Alencar – 192.492 votos
Gabriel Nunes – 155.060 votos
Sergio Brito – 148.775 votos
Raimundo Costa – 102.907 votos
Charles Fernandes – 87.945 votos
PDT
Félix Mendonça Júnior – 60.159 votos
MDB
Ricardo Maia – 147.981 votos
Avante
Pastor Sargento Isidório – 248.147 votos
Neto Carletto – 197.240 votos
Elmo Vaz – 65.558 votos
PSB
Mario Negromonte Jr. – 101.536 votos
Republicanos
Diego Coronel – 144.890 votos
Léo Prates – 103.794 votos
Márcio Marinho – 97.458 votos
PL
Doutora Raissa Soares – 162.370 votos
Roberta
32 deputados baianos ficam sem mandato na Bahia em em Brasilia após eleição de 2026; saiba quem são
As eleições de 2026 provocaram uma renovação expressiva entre os representantes baianos. Ao todo, 32 deputados estaduais e federais eleitos em 2022 ficarão sem mandato a partir de 2027, seja por derrota nas urnas, mudança de cargo, ausência na disputa ou impedimento eleitoral.
Na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a renovação alcançou 33,33%, com 21 cadeiras mudando de ocupante. Já na Câmara dos Deputados, 11 nomes da bancada baiana deixarão seus mandatos, o que representa uma renovação relevante entre as 39 vagas do estado em Brasília.
Entre os nomes de maior repercussão na AL-BA está Hilton Coelho (PSOL). Candidato à reeleição, ele recebeu 64.500 votos, mas não conseguiu renovar o mandato. A única cadeira conquistada pelo PSOL ficou com Kleber Rosa, que terminou a disputa com 68.921 votos.
Leandro de Jesus (PL) também deixará a Assembleia. Desta vez, ele optou por disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e obteve cerca de 91 mil votos, mas terminou na suplência. Outros deputados estaduais seguirão por caminho diferente. Manuel Rocha (União Brasil) e Olívia Santana (PCdoB), por exemplo, deixam a AL-BA após serem eleitos deputados federais.
Há ainda casos específicos, como o de Nelson Leal, que não disputou nenhum cargo em 2026, e Binho Galinha, que teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, embora tenha recebido votos nas urnas.
Na Câmara dos Deputados, alguns nomes tradicionais da política baiana também não conseguiram permanecer em Brasília. Zé Neto (PT) está entre eles. O deputado recebeu mais de 100 mil votos em toda a Bahia, com forte desempenho em Feira de Santana, mas não conseguiu garantir uma das vagas da Federação Brasil da Esperança.
Lídice da Mata (PSB) também ficará sem mandato. Com cerca de 89 mil votos, ela terminou na primeira suplência da vaga conquistada pelo partido. A lista inclui ainda nomes como Waldenor Pereira, Bacelar, Arthur Maia, Paulo Magalhães, Alex Santana, João Leão, Rogéria Santos, José Rocha e João Carlos Bacelar.
Com a mudança, a Bahia terá uma composição bastante diferente tanto na Assembleia Legislativa quanto na bancada federal a partir de 2027. Confira os parlamentares que ficam sem mandato:
Assembleia Legislativa da Bahia
- Antônio Henrique Jr. (PP)
- Cafu Barreto (PSD)
- Eures Ribeiro (PSD)
- Felipe Duarte (PP)
- Hilton Coelho (PSOL)
- Katia Oliveira (União Brasil)
- Laerte do Vando
- Leandro de Jesus (PL)
- Luciano Araújo
- Marcelinho Veiga (União Brasil)
- Maria Del Carmen (PT)
- Matheus de Geraldo Júnior (MDB)
- Nelson Leal (PP)
- Pancadinha
- Patrick Lopes (Avante)
- Paulo Rangel (PT)
- Raimundinho da JR (PL)
- Robinho (União Brasil)
- Soane Galvão (PSB)
- Vitor Bonfim (PV)
- Binho Galinha
Câmara dos Deputados
- Zé Neto (PT)
- Waldenor Pereira
- Lídice da Mata (PSB)
- Bacelar
- Arthur Maia
- Paulo Magalhães
- Alex Santana
- João Leão
- Rogéria Santos
- José Rocha
- João Carlos Bacelar
Quatro vereadores de Feira tentam eleição para deputado, mas nenhum consegue sucesso nas urnas
Quatro vereadores de Feira de Santana tentaram ampliar a atuação política para a Assembleia Legislativa da Bahia nas eleições deste ano, mas nenhum conseguiu conquistar uma das 63 cadeiras da Casa. Silvio Dias (PT), Ron do Povo (PP), Pedro Américo (Cidadania) e Lulinha da Gente (União Brasil) tiveram votações consideráveis dentro do município, mas encontraram dificuldades para expandir suas candidaturas pelo restante do estado.
Entre os quatro, Silvio Dias foi quem alcançou a maior votação na Bahia, recebendo 17.068 votos, dos quais 12.267 foram conquistados em Feira. O desempenho colocou o vereador como o sexto candidato a deputado estadual mais votado no município, mas não foi suficiente para garantir uma vaga na AL-BA.
Eleito vereador pela primeira vez em 2020, quando recebeu 3.952 votos, Silvio ampliou sua votação em 2024 e conquistou a reeleição com 5.379 votos. A candidatura de 2026 marcou sua primeira tentativa de disputar um cargo fora do Legislativo municipal.
Ron do Povo também estreou em uma eleição estadual. Candidato pelo PP, ele recebeu 14.049 votos na Bahia, sendo 11.932 apenas em Feira. Isso significa que a maior parte de seu desempenho eleitoral permaneceu concentrada no município onde exerce mandato.
O vereador construiu sua trajetória eleitoral exclusivamente na Câmara Municipal até este ano. Foi eleito vereador em 2016, com 2.262 votos, reelegeu-se em 2020, com 3.083, e conquistou novo mandato em 2024, quando alcançou 4.626 votos.
Pedro Américo, do Cidadania, terminou a eleição com 13.345 votos em toda a Bahia. Em Feira de Santana, recebeu 9.512 votos e ficou entre os 15 candidatos a deputado estadual mais votados no município.
A trajetória eleitoral de Pedro começou fora de Feira. Em 2008, ele disputou uma vaga de vereador em São Domingos, mas recebeu apenas 91 votos e não se elegeu. Anos depois, estabelecido em Feira de Santana, foi eleito vereador em 2020 com 5.823 votos e conquistou um segundo mandato em 2024, desta vez com 3.386 votos. Em 2026, fez sua primeira tentativa de chegar à Assembleia Legislativa.
O caso de Lulinha da Gente é diferente. Veterano da Câmara Municipal e com várias eleições no currículo, ele voltou a tentar uma cadeira na AL-BA e terminou com 9.332 votos no estado. Feira respondeu por 8.207 votos, mais uma vez concentrando grande parte de seu desempenho.
Lulinha já havia disputado a Assembleia em outras quatro oportunidades. Em 2010, recebeu 9.245 votos; em 2014, chegou a 12.623, sua melhor votação estadual; em 2018, teve 12.360; e, em 2022, somou 8.693 votos. Em nenhuma dessas tentativas conseguiu se eleger deputado estadual.
Na eleição municipal de 2024, Lulinha retornou à Câmara de Feira com 5.574 votos. Dois anos depois, voltou à disputa estadual e ampliou ligeiramente o desempenho em relação a 2022, mas permaneceu distante de uma vaga.
Os quatro resultados apresentam uma característica comum: forte concentração da votação em Feira de Santana. Silvio Dias recebeu mais de 12 mil de seus 17 mil votos no município; Ron do Povo teve quase 12 mil dos 14 mil; Pedro Américo, mais de 9,5 mil dos 13,3 mil; e Lulinha conquistou em Feira mais de 8 mil dos 9,3 mil votos obtidos em toda a Bahia.
O desempenho mostra que, embora os quatro tenham bases consolidadas o suficiente para conquistar mandatos na Câmara Municipal, transformar essa força local em competitividade estadual continua sendo um desafio. Em uma eleição na qual outros nomes ligados a Feira conseguiram construir votação em diferentes regiões da Bahia, os vereadores permaneceram fortemente dependentes do eleitorado feirense.
Aos 21 anos e com 167 mil votos, Sandro Filho se torna o deputado federal mais jovem da história da Bahia
Aos 21 anos, Sandro Filho (PP) fez história nas eleições deste domingo (4) ao ser eleito deputado federal pela Bahia com 167.394 votos, o equivalente a 2,02% dos votos válidos, tornando-se o parlamentar mais jovem já escolhido pelos baianos para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
O ex-vereador da capital baiana terminou a disputa como o sexto candidato a deputado federal mais votado em todo o estado, sendo que Salvador foi o município onde ele obteve o melhor desempenho, com 57.880 votos.
O resultado também supera um recorde que pertencia ao ex-deputado federal Uldurico Júnior, eleito pela Bahia aos 22 anos. Agora, Sandro Filho chega ao Congresso com um ano a menos e com votação muito superior à registrada pelo antigo recordista.
Criado no bairro de Coutos, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, Sandro construiu uma ascensão política rápida. Antes da eleição para deputado federal, sua única experiência em cargo eletivo havia sido na Câmara Municipal de Salvador, sendo eleito vereador em 2024, com 12.565 votos. À época, ganhou projeção como uma das principais lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL) na Bahia e mantinha forte presença nas redes sociais.
Durante os dois anos de mandato na Câmara de Salvador, se destacou pela produção legislativa. Em levantamento interno de proposições registradas no sistema da Casa, chegou a liderar o número de iniciativas apresentadas entre os vereadores. Politicamente, também assumiu postura de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e integrou a base do prefeito Bruno Reis (União Brasil), utilizando com frequência as redes sociais para fazer críticas ao governo estadual.
No fim de 2025, Sandro Filho foi expulso do MBL, encerrando a relação com o movimento que havia ajudado a projetá-lo politicamente. Mesmo com uma trajetória curta na política institucional, ele conseguiu ampliar de forma expressiva sua base eleitoral em apenas dois anos. Saiu de pouco mais de 12 mil votos na disputa municipal para mais de 167 mil votos em todo o estado.
Com a vitória, Sandro Filho deixará a Câmara Municipal de Salvador para assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados. A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando terá início o mandato de quatro anos.
Autodeclarado “doido” e “ex-gay”, Pastor Sargento Isidório é o federal mais votado da Bahia com quase 250 mil votos
Conhecido por declarações polêmicas, pelo lema “antes doido do que ladrão” e por se autodeclarar “ex-gay”, o Pastor Sargento Isidório (Avante) terminou as eleições deste domingo (4) como o deputado federal mais votado da Bahia. Reeleito para a Câmara dos Deputados, ele recebeu 248.147 votos.
O desempenho colocou Isidório à frente de nomes tradicionais da política baiana. Na sequência aparecem Antonio Brito (PSD), com 205.815 votos, Neto Carletto (Avante), com 197.240, e Daniel Alencar (PSD), com 192.492.
Antes de chegar ao Congresso Nacional, Isidório exerceu três mandatos como deputado estadual. Ele passou pela Assembleia Legislativa da Bahia entre 2003 e 2007 e voltou à Casa em 2011, permanecendo até 2019. Em 2018, deixou a AL-BA após ser eleito deputado federal.
Além da atuação política, Isidório é conhecido por comandar a Fundação Doutor Jesus, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, que atua no acolhimento e na recuperação de dependentes químicos. A fundação, no entanto, já foi alvo de denúncias de maus-tratos feitas por internos e investigadas pelo Ministério Público. As acusações envolveram relatos de castigos e condições consideradas inadequadas. Isidório e a instituição sempre defenderam o trabalho realizado no local.
Outro ponto recorrente em sua trajetória pública são as declarações sobre sexualidade e identidade de gênero. O deputado se apresenta como “ex-gay” e já fez falas consideradas ofensivas contra pessoas LGBTQIA+.
Em 2023, por exemplo, foi acusado de transfobia após declarações dirigidas à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) durante uma reunião na Câmara dos Deputados. Dias depois, Isidório negou ter desrespeitado a população LGBTQIA+ e afirmou que “respeita todo mundo”. Apesar do perfil conservador nos costumes e da condição de pastor evangélico, Isidório integra a base política do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia.
Durante a campanha, voltou a explorar uma imagem popular e irreverente, sintetizada no slogan “Antes doido do que ladrão”, marca utilizada por ele há anos nas disputas eleitorais.
Após a confirmação da reeleição, Isidório agradeceu aos eleitores nas redes sociais. “Meu muito obrigado a todo povo pelo carinho, acolhimento e respeito que recebi em cada lugar, e a todos os trabalhadores que estiveram ao nosso lado nessa caminhada”, escreveu.
Com a nova vitória, o parlamentar amplia sua permanência na Câmara dos Deputados e chega ao próximo mandato como o candidato a deputado federal mais votado da Bahia em 2026.
Após derrota, Zé Neto diz que mantém “cabeça erguida” e mira campanha de Lula
Após não conseguir renovar o mandato de deputado federal, Zé Neto (PT) se pronunciou, por meio das redes sociais, ainda no domingo (4), sobre o resultado das urnas, afirmando que mantém a cabeça erguida. Em sua primeira manifestação após a eleição, o petista agradeceu aos eleitores, reconheceu a queda na votação em relação a 2022 e disse que a prioridade agora será a campanha de Lula (PT) no segundo turno presidencial.
Em Feira de Santana, principal base eleitoral, o deputado recebeu cerca de 65 mil votos. Apesar do desempenho expressivo no município, a votação obtida no restante da Bahia não foi suficiente para garantir a permanência na Câmara dos Deputados.
“Primeiro eu queria agradecer a cada um e cada uma que nos conferiu quase 105 mil votos. Nós trabalhamos nesses quatro anos, até muito mais do que no período anterior, mas não conseguimos alcançar os votos que tivemos na outra eleição, que foram mais de 128 mil. Isso não pode nos abater, ao contrário. Isso demonstra o nosso tamanho, tanto na cidade como na região”, disse.
Eleito deputado federal em 2018 e reeleito em 2022, Zé Neto chegou à disputa de 2026 como um dos principais nomes do PT em Feira de Santana. Desta vez, porém, apesar de ultrapassar a marca dos 100 mil votos na Bahia, ficou fora das vagas conquistadas pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
O petista também citou o desempenho do governador Jerônimo Rodrigues em Feira de Santana e comemorou a reeleição do correligionário ainda no primeiro turno. “O governador Jerônimo teve uma performance muito melhor aqui em Feira do que na eleição anterior. O que nos resta agora é cabeça erguida. Entregar a Deus. Deus sabe tudo. Às vezes a gente pensa que foi uma derrota aqui e Ele está propondo outra coisa para a gente”, declarou.
A reação à derrota rapidamente se voltou para a eleição presidencial. Segundo Zé Neto, a principal tarefa de seu grupo político a partir de agora será trabalhar pela eleição de Lula no segundo turno. “Hoje nós temos uma grande tarefa. Qual é a grande tarefa? Continuar lutando pelo nosso presidente Lula”, afirmou.
O deputado também reforçou sua identificação com movimentos sociais, trabalhadores e pautas ligadas ao desenvolvimento econômico.
“Como sempre fiz na minha vida, eu sou militante das causas coletivas, das trabalhadoras, dos trabalhadores, dos movimentos culturais, dos movimentos sociais, mas, acima de tudo, das causas da produção deste Brasil, da produção de riqueza, da produção de educação e de condições para que a nossa gente possa seguir em frente”, declarou.
Figuras conhecidas do eleitorado feirense, Colbert, Dayane e Geilson patinam nas urnas e não chegam a 10 mil votos
A eleição de 2026 deixou uma mensagem clara para alguns nomes tradicionais da política de Feira de Santana. Figuras que já comandaram a Prefeitura, ocuparam cadeiras no Congresso Nacional ou passaram pela Assembleia Legislativa tiveram desempenho modesto nas urnas e não conseguiram transformar o reconhecimento acumulado ao longo dos anos em novos mandatos.
Entre os casos estão o ex-prefeito Colbert Martins (PSDB), a ex-deputada federal Dayane Pimentel (União Brasil) e o ex-deputado estadual Carlos Geilson. Juntos, os três carregavam históricos eleitorais relevantes, mas terminaram a eleição muito abaixo das votações alcançadas em seus melhores momentos políticos.
Colbert Martins, por exemplo, recebeu apenas 8.019 votos na Bahia em sua tentativa de chegar à Assembleia Legislativa. Desse total, 6.306 vieram de Feira de Santana, o equivalente a quase 79% de toda a sua votação.
O desempenho chama atenção principalmente pelo currículo do candidato. Médico e integrante de uma família tradicional da política feirense, Colbert já exerceu mandatos de deputado federal e chegou à Prefeitura depois de ser eleito vice-prefeito na chapa de José Ronaldo em 2016. Assumiu o comando do município em 2018 e, dois anos depois, conquistou nas urnas a permanência no cargo.
Em 2020, Colbert venceu o segundo turno para prefeito com 164.831 votos. Seis anos depois, recebeu pouco mais de 6 mil votos dos feirenses na disputa proporcional. Antes da passagem pela Prefeitura, o tucano já havia acumulado uma longa trajetória eleitoral. Foi eleito deputado federal em 2002 e novamente em 2006. Também disputou a Prefeitura de Feira em diferentes oportunidades e concorreu à Câmara dos Deputados em 2010 e 2014.
A votação de 2026 reforça a dificuldade de Colbert em reconstruir capital eleitoral depois da saída da Prefeitura. Apesar do histórico e da exposição acumulada durante os anos à frente do Executivo, sua candidatura não conseguiu recuperar a dimensão eleitoral que o levou a superar 164 mil votos apenas seis anos antes.
Outro nome que sofreu uma queda ainda mais acentuada foi Dayane Pimentel. A ex-deputada federal recebeu 5.303 votos em toda a Bahia, sendo apenas 1.828 em Feira de Santana. O resultado está distante da eleição que projetou Dayane para a política nacional. Em 2018, então filiada ao PSL e identificada com a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro, ela conquistou 136.742 votos e foi a quarta candidata a deputada federal mais votada da Bahia. Naquele ano, recebeu 15.928 votos somente em Feira.
A vitória fez de Dayane a primeira mulher de Feira de Santana eleita deputada federal. Professora e formada em Letras pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), ela chegou à Câmara em meio à onda eleitoral que impulsionou candidatos ligados a Bolsonaro em todo o país. A relação política com o ex-presidente, no entanto, foi rompida durante o mandato. Desde então, Dayane não conseguiu repetir o desempenho de 2018.
Em 2020, disputou a Prefeitura de Feira e terminou com 13.949 votos. Dois anos depois, tentou renovar o mandato de deputada federal pelo União Brasil, mas caiu para 29.979 votos em toda a Bahia e não conseguiu se reeleger. Em 2026, a votação recuou novamente, desta vez para pouco mais de 5 mil votos. A diferença é expressiva: em oito anos, Dayane saiu de 136.742 votos para 5.303, uma redução superior a 96%.
Carlos Geilson, por sua vez, também voltou a enfrentar dificuldades nas urnas. O radialista recebeu 2.578 votos na Bahia, sendo 1.982 em Feira de Santana. Assim como ocorreu com Colbert, mais de três quartos de sua votação ficaram concentrados no município. O ex-parlamentar tenta há anos retornar a um cargo eletivo. Ele foi eleito deputado estadual em 2010, com 37.205 votos, e reeleito em 2014, quando alcançou 47.401. Em 2018, recebeu 44.402 votos, mas ficou fora da lista inicial de eleitos, embora tenha voltado temporariamente à Assembleia como suplente.
A partir daí, os resultados passaram a mostrar uma queda contínua. Em 2020, Carlos Geilson disputou a Prefeitura de Feira e obteve 12.689 votos. Em 2022, na tentativa de retornar à Assembleia, recebeu 24.019 votos e novamente não conseguiu se eleger. Dois anos depois, decidiu concorrer a vereador em Feira, mas terminou a eleição com apenas 1.741 votos e ficou fora da Câmara Municipal. Foram necessários ao menos 2.247 votos para o vereador eleito com menor votação naquele pleito. O resultado de 2026 amplia a sequência de derrotas e evidencia o distanciamento entre a votação que já garantiu dois mandatos estaduais e o desempenho atual.
Os três casos têm características diferentes, mas apontam para um fenômeno semelhante. Colbert, Dayane e Geilson continuam sendo nomes conhecidos do eleitorado feirense, porém reconhecimento não significou, desta vez, capacidade de mobilização nas urnas.
Jhonatas Monteiro lidera votação para deputado estadual em Feira de Santana, mas não se elege; confira os 15 mais votados
Jhonatas Monteiro (PSOL) foi o candidato a deputado estadual mais votado em Feira de Santana nas eleições deste domingo (4). Com 100% das seções do município apuradas, ele recebeu 31.990 votos, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). João de Furão (Avante) ficou em segundo lugar, com 18.683 votos, seguido por Tom é Meu Amigo (PDT), que somou 17.103.
Binho Galinha (Avante) aparece com a quarta maior quantidade de votos registrados no município: 15.614. Entretanto, o TSE identifica essa votação como “anulada sub judice”, condição que precisa ser observada na leitura do resultado. Na sequência estão Dr. Thiago Gilleno (Republicanos), com 13.269 votos; Silvio Dias (PT), com 12.267; e Diego Castro (PL), com 12.107.
Ron do Povo (PP) com 11.932, Ângelo Almeida (PT) 11.384 e Robinson (PT) 10.191 também integram o grupo dos dez candidatos com maior votação em Feira. A lista considera exclusivamente a votação em Feira de Santana e não corresponde à relação de eleitos para a Assembleia Legislativa da Bahia.
Confira a lista dos 15 mais votados no município:
| Posição | Candidato | Partido | Votos |
|---|---|---|---|
| 1º | Jhonatas Monteiro | PSOL | 31.990 |
| 2º | João de Furão | Avante | 18.683 |
| 3º | Tom é Meu Amigo | PDT | 17.103 |
| 4º | Binho Galinha* | Avante | 15.614 |
| 5º | Dr. Thiago Gilleno | Republicanos | 13.269 |
| 6º | Silvio Dias | PT | 12.267 |
| 7º | Diego Castro | PL | 12.107 |
| 8º | Ron do Povo | PP | 11.932 |
| 9º | Ângelo Almeida | PT | 11.384 |
| 10º | Robinson | PT | 10.191 |
| 11º | Pedro Américo | Cidadania | 9.512 |
| 12º | José de Arimateia | Republicanos | 8.558 |
| 13º | Lulinha da Gente | União Brasil | 8.207 |
| 14º | Silva Neto | Avante | 7.592 |
| 15º | Rowenna | PT | 7.300 |
Candidato de Zé Ronaldo, Zé Chico decepciona nas urnas e recebe apenas 47.991 votos
A força eleitoral demonstrada mais uma vez em Feira de Santana não foi suficiente para levar Zé Chico (União Brasil) ao Congresso Nacional. Mesmo com 34.182 votos conquistados somente no município, o empresário terminou a eleição com 47.991 votos em toda a Bahia e voltou a ficar fora da lista de eleitos.
Os números evidenciam uma dificuldade que acompanha as últimas candidaturas de Zé Chico: transformar o desempenho expressivo em Feira em uma votação capaz de alcançar outras regiões do estado. Desta vez, aproximadamente sete em cada dez votos recebidos por ele vieram do eleitorado feirense.
O resultado ganha ainda mais peso diante da estrutura política reunida em torno de sua candidatura. Presidente municipal do União Brasil, Zé Chico contou com o apoio do prefeito José Ronaldo (União Brasil), principal liderança do grupo governista em Feira de Santana, além de nomes ligados à administração municipal e à base política local.
Apesar dessa articulação, a votação estadual ficou pouco acima do resultado obtido por ele quatro anos antes. Em 2022, Zé Chico também disputou uma cadeira de deputado federal pelo União Brasil e recebeu 44.773 votos em toda a Bahia. Naquela eleição, 34.540 vieram de Feira de Santana, o equivalente a 77,2% de toda a sua votação, ficando na suplência. À época, Zé Chico chegou a admitir que esperava uma votação maior na cidade, projetando superar os 50 mil votos no município.
O cenário praticamente se repetiu em 2026. Zé Chico manteve votação superior a 34 mil votos na cidade, mas acrescentou menos de 14 mil votos no restante do estado. O desempenho reforça a concentração de sua base eleitoral em Feira e a dificuldade de fazer a candidatura ganhar escala estadual.
Esta também não é a primeira tentativa do empresário de chegar à Câmara dos Deputados. Em 2014, então pelo DEM, Zé Chico recebeu 55.170 votos na Bahia, sua maior votação em uma disputa para deputado federal. Naquele ano, foram 32.905 votos somente em Feira. Mesmo assim, não conseguiu se eleger.
Quatro anos depois, o empresário voltou às urnas com um cenário político diferente. Além de comandar o União Brasil em Feira, entrou na disputa com o respaldo direto de José Ronaldo e de parte importante do grupo que governa o município. Ainda assim, a votação em Feira praticamente repetiu o patamar registrado em 2022, enquanto o crescimento fora da cidade foi insuficiente para garantir uma cadeira.
Eleições 2026: saiba quem foram os 15 deputados federais mais votados em Feira de Santana
Zé Neto (PT) foi o candidato a deputado federal mais votado em Feira de Santana nas eleições deste domingo (4). Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das seções do município totalizadas, ele recebeu 59.127 votos.
A segunda maior votação foi de Zé Chico (União Brasil), que somou 34.182 votos. Apesar da boa votação na cidade, nenhum dos dois conseguiu se eleger. Roberta Roma (PL) ficou na terceira posição, com 13.104 votos. Na sequência aparecem Capitão Alden (PL), com 10.185 votos, e Sandro Filho (PP), com 9.777. Deyvid Bacelar (PT) ocupou o sexto lugar, com 9.626 votos.
Também figuram entre os dez mais votados Márcio Marinho (Republicanos), Doutora Raissa Soares (PL), Gabriel Nunes (PSD) e Ivan de Vavá (PDT). Os números correspondem exclusivamente aos votos recebidos em Feira de Santana. A posição no ranking municipal não indica, por si só, a eleição para a Câmara dos Deputados.
Confira os 15 candidatos a deputado federal com maior votação em Feira de Santana:
| Posição | Candidato | Partido | Votos |
|---|---|---|---|
| 1º | Zé Neto | PT | 59.127 |
| 2º | Zé Chico | União Brasil | 34.182 |
| 3º | Roberta Roma | PL | 13.104 |
| 4º | Capitão Alden | PL | 10.185 |
| 5º | Sandro Filho | PP | 9.777 |
| 6º | Deyvid Bacelar | PT | 9.626 |
| 7º | Márcio Marinho | Republicanos | 7.751 |
| 8º | Doutora Raissa Soares | PL | 7.559 |
| 9º | Gabriel Nunes | PSD | 6.832 |
| 10º | Ivan de Vavá | PDT | 6.327 |
| 11º | Pastor Sargento Isidório | Avante | 6.146 |
| 12º | Maria Marighella | PT | 6.143 |
| 13º | Arthur Maia | União Brasil | 5.544 |
| 14º | Soldado Correa | Republicanos | 5.331 |
| 15º | Adolfo Viana | PSDB | 5.248 |
De prefeito a deputado: feirense Thiago Gilleno conquista uma das maiores votações da Bahia
De uma disputa municipal em Ponto Novo para uma das maiores votações para deputado estadual na Bahia. Thiago Gilleno (Republicanos) foi eleito neste domingo (4) para a Assembleia Legislativa da Bahia com 114.627 votos em todo o estado. Em Feira de Santana, cidade onde nasceu, o médico recebeu 13.269 votos.
O resultado colocou Gilleno entre os candidatos mais votados da eleição para a AL-BA e marcou sua chegada ao Legislativo estadual. Ele concorreu com o número 10000 pelo Republicanos e transformou a experiência no Executivo municipal em uma candidatura com alcance por diferentes regiões da Bahia.
Thiago Gilleno Sales de Oliveira tem 42 anos, é médico por formação e, apesar da ligação com a Princesa do Sertão, sua trajetória eleitoral foi construída inicialmente em Ponto Novo, no centro-norte baiano.
A estreia nas urnas ocorreu em 2020, quando disputou a Prefeitura de Ponto Novo pelo PSD. Na ocasião, ele recebeu 5.673 votos, o equivalente a 53,59% dos votos válidos, e venceu a eleição contra Tiago Venâncio (PT), que teve 4.913 votos.
Naquele pleito, o então candidato terminou na primeira colocação em todas as principais áreas eleitorais do município. Somente na região central de Ponto Novo, ele recebeu 3.743 votos, parcela que representou aproximadamente dois terços de toda a votação obtida naquela eleição.
Seis anos depois, Gilleno deixou a dimensão municipal e entrou pela primeira vez em uma disputa estadual. Filiado ao Republicanos, lançou candidatura à Assembleia Legislativa e terminou a eleição entre os primeiros colocados em número absoluto de votos no estado.
Feira de Santana teve papel relevante nessa nova etapa. Os 13.269 votos recebidos no município representaram uma base importante para o desempenho final, ao mesmo tempo em que a votação superior a 114 mil demonstra que a candidatura conseguiu se espalhar para além de sua cidade natal e do município onde exerceu o mandato de prefeito.
Saiba quem são os 63 deputados estaduais eleitos da Bahia para mandato a partir de 2027
Com 100% das urnas apuradas, a Bahia definiu, neste domingo (4), os 63 deputados estaduais que irão compor a Assembleia Legislativa a partir de 2027. A presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), voltou a ser a candidata mais votada do estado e terminou a eleição com 203.169 votos. Na segunda colocação aparece Diego Castro (PL), com 159.046 votos, seguido por Rowenna (PT), que recebeu 135.665 votos.
A nova composição da Assembleia também redesenha o peso das bancadas partidárias para a próxima legislatura. A maior delas será a da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que conquistou 20 cadeiras. O PSD aparece em seguida, com nove representantes.
A eleição também garantiu espaço para nomes que chegam pela primeira vez à Assembleia, além da permanência de deputados que já exercem mandato. Entre os representantes ligados a Feira de Santana estão Angelo Almeida (PT), João de Furão (Avante) e José de Arimateia (Republicanos).
O último candidato a assegurar uma cadeira pelo cálculo do quociente partidário e das sobras foi Jordavio Ramos (PSDB), com 48.002 votos. A relação final dos eleitos foi definida após a conclusão da totalização dos votos pela Justiça Eleitoral. O sistema proporcional considera não apenas a votação individual dos candidatos, mas também o desempenho obtido pelos partidos e federações na disputa pelas vagas.
A diplomação dos eleitos será realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) em dezembro, enquanto a posse para a nova legislatura ocorrerá em fevereiro de 2027.
Confira os 63 deputados estaduais eleitos na Bahia, por ordem de votação:
- Ivana Bastos (PSD)
- Diego Castro (PL)
- Rowenna (PT)
- Dr. Thiago Gilleno (Republicanos)
- Rosemberg (PT)
- Elinaldo (União)
- Denise Menezes (PSD)
- Alex da Piatã (PSD)
- Pedro Tavares (União)
- Sandro Regis (União)
- Rogério Andrade (MDB)
- Cinthya Marabá (PL)
- Andrea Castro (PSD)
- Osni (PT)
- Samuel Júnior (PL)
- Angelo Almeida (PT)
- Luciano Pinheiro (PDT)
- Vilma Reis (PT)
- Tancredo Isidório (Avante)
- Igor (PL)
- Jânio Natal Júnior (PL)
- Niltinho (PSD)
- Marcinho Oliveira (PDT)
- Júlio Pinheiro (PT)
- Léo de Neco (Avante)
- Hassan de Zé Cocá (PP)
- Juvenilson Passos (PT)
- Zé Raimundo (PT)
- Ricardo Rodrigues (PSD)
- Junior Muniz (PT)
- Cláudia Oliveira (PSD)
- Eduardo Alencar (PSD)
- Carlinhos Sobral (MDB)
- Junior Nascimento (União)
- Kleber Rosa (PSOL)
- Bobô (PCdoB)
- Vitor Azevedo (Avante)
- Angelo Coronel Filho (Republicanos)
- Silva Neto (Avante)
- Paulo Câmara (PL)
- Ludmilla Fiscina (PSD)
- Dr. Pitágoras (PP)
- Penalva (PP)
- Tagner (PT)
- Fabrício (PCdoB)
- Tiago Correia (PSDB)
- Roberto Carlos (PV)
- Eduardo Salles (PV)
- Jurailton Santos (Republicanos)
- Robinson (PT)
- Fátima Nunes (PT)
- Luciano Simões Filho (União)
- Marquinho Viana (PV)
- João de Furão (Avante)
- Zó do Sertão (PCdoB)
- Neusa Cadore (PT)
- Euclides Fernandes (PT)
- Neto Coelho (PDT)
- Soldado Prisco (PL)
- José de Arimateia (Republicanos)
- Cacau da Mata (PDT)
- Josafá Marinho (PDT)
- Jordavio Ramos (PSDB)
Com mais de 49 mil votos, José de Arimateia garante novo mandato na AL-BA
José de Arimateia (Republicanos) garantiu mais um mandato na Assembleia Legislativa da Bahia com 49.344 votos, segundo a apuração com 99,91% das urnas contabilizadas. Em Feira de Santana, uma das principais bases eleitorais do deputado, ele recebeu 8.558 votos.
A vitória mantém o líder evangélico entre os nomes mais longevos da política feirense em atuação na Assembleia. Com trajetória de quase três décadas na vida pública, ele construiu sua carreira a partir da segunda maior cidade do estado, consolidando presença no Legislativo estadual ao longo de sucessivos mandatos.
Após a confirmação do resultado, o deputado agradeceu aos eleitores, apoiadores, assessores e familiares que participaram da campanha. “Primeiramente, agradeço a Deus, pois sem Ele nada seria possível; agradeço à minha família, aos meus assessores, apoiadores e a todos que levaram o nosso número pelas mais diversas ruas dos municípios da Bahia”, disse.
Arimateia também relacionou a votação obtida à trajetória construída ao longo dos anos: “Essa vitória foi construída por mais de 49 mil baianos e baianas que confiaram e acreditaram nesta trajetória de quase 30 anos de vida pública. 49 mil vezes obrigado, minha Bahia!”.
Surpresa nas urnas: Zé Neto supera 100 mil votos na Bahia, mas não garante reeleição a deputado federal
Cotado entre os principais nomes da política baiana na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, Zé Neto (PT) foi uma das grandes surpresas das urnas ao não conseguir renovar o mandato nas eleições deste domingo (4). Com mais de 100 mil votos em toda a Bahia, o parlamentar ficou fora da relação de eleitos pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
Na apuração estadual, Zé Neto somava quase 105 mil votos, aparecendo entre os candidatos mais votados do estado, ainda assim o desempenho não foi suficiente para garantir uma das cadeiras conquistadas pela federação. Em Feira de Santana, principal base eleitoral do petista, a votação passou dos 60 mil votos.
O resultado interrompe uma sequência de dois mandatos consecutivos do feirense na Câmara dos Deputados. Zé Neto foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2018, quando recebeu 129.196 votos. Quatro anos depois, em 2022, conquistou a reeleição com 128.439 votos.
Antes de chegar ao Congresso Nacional, construiu uma longa trajetória na política estadual. Advogado por formação, ele iniciou a carreira eletiva como vereador do município, cargo que exerceu entre 2001 e 2003. Em seguida, foi deputado estadual por quatro mandatos consecutivos, permanecendo na Assembleia Legislativa da Bahia entre 2003 e 2019.
Ao longo da carreira, o parlamentar também se consolidou como um dos principais nomes do PT nas disputas pela Prefeitura de Feira de Santana, concorrendo ao Executivo municipal em diferentes eleições e chegou ao segundo turno em 2020, quando terminou a disputa com 138.073 votos. Em 2024, voltou a disputar a prefeitura e obteve 154.147 votos, mas novamente não conseguiu vencer a eleição.
Na Câmara dos Deputados, Zé Neto também ocupou funções de liderança partidária. Durante os dois mandatos, foi vice-líder do PT em diferentes períodos e chegou a exercer a vice-liderança do governo federal e da Federação Brasil da Esperança.
A derrota em 2026 representa a primeira vez desde 2018 que Zé Neto ficará sem mandato parlamentar eletivo. Vale lembrar que o sistema eleitoral leva em consideração não apenas a votação individual de cada candidato, mas também o desempenho conjunto do partido ou da federação. Por isso, candidatos com votações expressivas podem ficar fora da Câmara, enquanto outros, dependendo do desempenho da chapa, conseguem ser eleitos.
Reeleito no 1º turno, Jerônimo promete voltar às ruas já nesta segunda para eleger Lula: “Dever de casa”
Reeleito governador da Bahia ainda no primeiro turno, Jerônimo Rodrigues (PT) tratou de antecipar que pretende iniciar, já nesta segunda-feira (5), a mobilização pelo presidente Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
“A Bahia vai seguir avançando! Chegamos até aqui, porque cada baiano e cada baiana acreditou no nosso projeto”, escreveu Jerônimo nas redes sociais após a confirmação da vitória.
Durante entrevista coletiva no Palácio de Ondina, Jerônimo disse que pretende retomar imediatamente as agendas pelo interior da Bahia para ampliar a votação de Lula contra Flávio Bolsonaro (PL).
“Agora, para garantir o segundo turno das eleições nacionais, nós não vamos aguardar um dia para voltar a correr a Bahia novamente. Então vamos sentar, seja amanhã, para ver o que Lula precisa da gente”, declarou.
Apesar do desempenho do PT na Bahia, o governador eleito reconheceu que a disputa nacional será difícil. Segundo ele, a estratégia será repetir a forte mobilização registrada no estado durante o primeiro turno.
“Aqui na Bahia, o dever de casa é nosso. Vamos garantir uma votação expressiva novamente. A gente cai em campo a partir de amanhã. Nós queremos celebrar a vitória do presidente Lula”, disse.
A eleição deste domingo também confirmou duas vitórias do PT para o Senado na Bahia. Rui Costa foi eleito, enquanto Jaques Wagner garantiu a reeleição para mais um mandato. A Bahia tem o quarto maior eleitorado do país, com mais de 11,3 milhões de eleitores, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Natural de Aiquara, Jerônimo Rodrigues tem 61 anos e chegou ao governo da Bahia em 2022, na primeira disputa por um cargo eletivo. Antes disso, construiu trajetória na administração pública e no meio acadêmico. É professor universitário e engenheiro agrônomo.
Na eleição deste ano, Jerônimo repetiu a chapa com Geraldo Júnior (MDB) como vice e conseguiu assegurar a permanência no Palácio de Ondina ainda no primeiro turno.
Após derrota, ACM acusa Jerônimo de campanha de baixo-nível e afirma: “Para mudar a Bahia, é preciso mudar o Brasil
Derrotado por Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pelo Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) afirmou, na noite deste domingo (4), que continuará na vida política e defendeu que uma mudança no estado depende, antes, de uma transformação no cenário nacional.
“Para mudar a Bahia, vai ser preciso primeiro mudar o Brasil”, declarou o candidato derritado, ao comentar o resultado da eleição.
ACM Neto apareceu ao lado do prefeito de Salvador, Bruno Reis, e do candidato ao Senado João Roma. Durante o pronunciamento, agradeceu aos eleitores, prefeitos, lideranças e apoiadores que participaram da campanha.
O ex-prefeito de Salvador também fez críticas à reta final da disputa estadual e acusou Jerônimo de adotar uma estratégia baseada em ataques pessoais. “Queria agradecer primeiro aos baianos pela expressiva votação que tivemos, pela campanha linda que aconteceu esse ano. O resultado reflete uma campanha de baixo nível feita no final dessa eleição pelo atual governador, que foi para a baixaria, ataques pessoais e mentiras”, afirmou.
Apesar da derrota, ACM Neto sinalizou que não pretende se afastar da política. Segundo ele, os acontecimentos registrados durante a campanha ainda serão debatidos e “restabelecidos” nos próximos dias. Neto informou também que viajaria para Brasília nesta segunda-feira (5). Na terça-feira (6), a previsão é de uma reunião com integrantes do União Brasil para discutir o posicionamento da sigla no segundo turno da eleição presidencial.
Ao falar sobre o futuro político da Bahia, ele voltou a relacionar o cenário estadual ao resultado nacional e reforçou a necessidade de uma mudança no comando do país. “Temos convicção que, para mudar a Bahia, vai ser preciso primeiro mudar o Brasil”, afirmou.
Com 97,44% das seções totalizadas, Jerônimo Rodrigues aparecia com 55,49% dos votos válidos, somando 4.481.136 votos. ACM Neto tinha 44,03%, com 3.555.460 votos. A essa altura da apuração, o resultado já estava matematicamente definido, garantindo a reeleição de Jerônimo Rodrigues ainda no primeiro turno.
Angelo Almeida supera 87 mil votos e conquista reeleição na Bahia
Com mais de 87 mil votos em toda a Bahia, Angelo Almeida (PT) confirmou mais um mandato na Assembleia Legislativa, neste domingo (4), reforçando sua posição entre os principais nomes políticos de Feira de Santana. A reeleição ocorre logo após o retorno ao Partido dos Trabalhadores e depois de sua passagem pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia.
Na segunda maior cidade do estado, principal base política do parlamentar, Angelo recebeu pouco mais de 11 mil votos, ampliando também sua presença em outras regiões do estado.
Cirurgião-dentista, Angelo Almeida iniciou sua trajetória eleitoral no município, sendo eleito vereador pelo PT para o mandato de 2009 a 2012 e chegou a exercer a liderança da bancada da legenda na Câmara Municipal.
Na política estadual, passou a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2017, inicialmente como suplente. Em outros períodos, voltou a exercer o mandato e, em 2022, conquistou uma vaga para a legislatura iniciada em 2023, então pelo PSB.
A trajetória recente do deputado também inclui uma passagem pelo Executivo estadual. Em janeiro de 2023, ele se licenciou da Assembleia para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, função que exerceu até 2026.
Após a confirmação da reeleição, o deputado também reforçou o alinhamento com o governador Jerônimo Rodrigues. “Vamos seguir em frente com o governador Jerônimo Rodrigues, trabalhando e fazendo a Bahia crescer. O filho do vaqueiro virou governador da Bahia!”, afirmou.
A vitória amplia a permanência de Angelo Almeida na política estadual e mantém Feira de Santana com representação direta na Assembleia Legislativa por meio de um nome com trajetória construída tanto no Legislativo municipal quanto no estadual e no primeiro escalão do Governo da Bahia.