×
Feira de Santana / 25 de setembro de 2020 - 16H 37m

Quem é você no balaio do Magazine Luiza?

Por Daniele Britto

Nos últimos dias, acompanhei uma diversidade de opiniões sobre algumas questões envolvendo gênero, raça e sexualidade, marcadores que fazem parte dos meus estudos e que tem relação direta com os direitos humanos, também objeto das minhas pesquisas. Se você se surpreendeu em saber que direitos humanos vai além do “leve o bandido pra sua casa” recomendo que prossiga com a leitura.

Três temas foram, particularmente, relevantes: a decisão liminar do STF que permitiu que já nas eleições de 2020 valesse a implementação das cotas raciais proporcionais de distribuição de verbas públicas para financiamento de campanha e do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão; a seleção de vagas para trainee do Magazine Luiza que abriu vagas exclusivamente para negros e, por último, o caso do estudante gay barrado em um mercado em Salvador por conta do short curto.

Aparentemente estes três acontecimentos não tem conexão, mas isso é só aparentemente. Farei as minhas considerações utilizando como mote as repercussões e características de cada fato.

Conforme matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo em 23/09/2020 (encurtador.com.br/eqEIQ), diversos líderes partidários foram contra a aplicação imediata das cotas raciais, alegando ser inexequível tal decisão, posto que as cotas já foram “divididas” internamente. Obviamente alegaram isso porque não quiseram deixar (ainda mais) explícita a necessidade da manutenção do racismo estrutural que impede uma representatividade que se aproxime da realidade.

A possibilidade de remover negros e negras dos papéis de subalternidades impostos  há séculos incomoda. Dados do projeto “Democracia e Representação nas Eleições de 2018: Campanhas Eleitorais, Financiamento e Diversidade de Gênero” (https://tinyurl.com/y2qdq6s3 ) realizado pela faculdade de Direito da FGV de São Paulo mostra o quanto as candidaturas de homens negros e mulheres negras são subfinanciadas, mesmo entre aqueles considerados competitivos. Um exemplo é que homens brancos representam 43,1% de todos os candidatos, mas concentram cerca de 60% das receitas de campanha. Qual a surpresa dentro da nossa colonialidade patriarcal? Nenhuma.

Na mesma matéria da Folha, outra alegação chama a atenção: um dos líderes afirma que as acusações de candidaturas laranjas de mulheres são injustas, pois, não existem mulheres que queiram se candidatar e as que se candidatam, não tem voto. Considerando-se que as mulheres são mais da metade da população brasileira e representam mais de 52% do eleitorado, o que justificaria apenas os 15% de representação legislativa federal? Destaco que a mesma pesquisa informa que o Brasil tem uma dos piores taxas da presença de mulheres no Parlamento, o que não causa surpresa.

E a seleção para trainee do Magazine Luiza? Inicialmente, vamos aqui nos despir de qualquer espírito de justiça social efetiva, por favor! A ideia da empresa é válida, não há dúvidas. Como a própria gestão informou, pretos e pardos representam 53% dos funcionários da empresa, mas apenas 16% deles ocupam os cargos de chefes, diretores ou gerentes. Esta atitude não é exclusividade da empresa. A multinacional Bayer também tem um processo seletivo chamado “Liderança Negra, muito semelhante, bem como a 99Jobs e Accenture. Ações afirmativas são ótimas para a imagem de uma empresa. As ações da Magalu valorizaram de 2,6% no último dia 22 de setembro. Repito: esta foi uma ação acertada e positiva, sem dúvidas.
Sobre esta seleção, a grande polêmica gira em torno das alegações risíveis de “racismo reverso”, inclusive já rejeitadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A sobreposição da lógica capitalista em relação a uma ação afirmativa mostra o quanto a luta pela igualdade racial está longe de acabar. Em um país no qual a igualdade de oportunidades alcança índices de discrepância exorbitantes, o mito da democracia racial ecoa nas vozes de quem sempre teve a cor como privilégio.

Sobre o caso do estudante de psicologia barrado no Walmart em Salvador por conta, supostamente, do tamanho do short, são necessárias algumas pontuações: era um homem negro, gay e pobre. Não, está não é uma retórica cansada e “manjada”. Esta é a realidade imposta pelos nossos padrões brancos cis-hétero-cristãos que querem permanecer delimitando violentamente nossos corpos.

Homem (ou mulher) tem que ser heterossexual. Homem não usa short curto, pois isso não condiz com a cisgeneridade masculina. O homem negro carrega consigo uma suposta culpa inerente que sempre o desloca para a marginalidade. O marcador classe (homem pobre) soma-se aos demais e fortalece ainda mais as vigilâncias da colonialidade, tão vivas e limitadoras. Ser gay é normal. Assumir-se gay, por todos os (poucos) motivos já expostos, é difícil. Ser preto e assumir-se gay acarreta consequências mais nocivas e, sem dúvidas, mais perigosas.

“Ah, mas o segurança também era negro”, ouvi de alguém. Este segurança, apesar de  negro, representa a força policial de um Estado que tinha como projeto apresentado no 1º Congresso Mundial das Raças, realizado em Londres no ano de 1911, uma estimativa que em 2012, não teríamos mais negros no Brasil.

O fato ocorreu 23 anos após a assinatura da Lei Áurea e é inegável que os seus fundamentos até hoje permeiam as nossas estruturas – brancas – de poder. Um exemplo: a Polícia Militar do Rio de Janeiro foi a primeira instituição policial criada no país, em 1809. O motivo foi claro: o temor de que o que ocorreu na Revolução do Haiti entre 1791 – 1804 “contaminasse os negros brasileiros”.

E o que aconteceu no Haiti? Os escravos se rebelaram, mataram e exterminaram os seus escravizadores franceses e o Haiti tornou-se o único país latino-americano a conquistar a independência com uma revolta feita por escravizados. Este “sucesso” inspirou aqui no Brasil a Revolta dos Malês, por exemplo, mas esta viagem histórica fica pra outro texto. Por que citei a PMERJ? Conforme dados do Monitor da Violência e IBGE, 80% dos mortos pela polícia no Rio de Janeiro são negros e pardos. Não, não é coincidência é história.

É urgente uma autocrítica profunda e lúcida das nossas existências. Se branco, se negro, se índio, homem, mulher, de todas as sexualidades existentes é necessário entender passado e presente e quem somos ou simbolizamos na sociedade.

O texto está escrito e cenas como as que relatamos aqui se repetem capítulo após capítulo na alucinante sociedade do espetáculo descrita por Guy Debord.

E então, qual é o seu papel?

 

Daniele Britto
Advogada e Jornalista
Mãe, feminista, antirracista e aliada na luta contra a homotransfobia
Pesquisadora no grupo Corpo-território Decolonial (Uefs)
Mestranda PPGE/Uefs

Feira de Santana / 25 de setembro de 2020 - 11H 23m

Prefeitura autoriza apresentação musical em bares e restaurantes

A Prefeitura Municipal de Feira de Santana autorizou a retomada atividades musicais na cidade. O decreto  permite que os estabelecimentos que oferecem serviços de bar e restaurante tenham apresentações musicais, desde que cumpram rigorosamente as medidas de segurança sanitária para o controle da covid-19. Algumas regras foram estabelecidas para que atividade aconteça em segurança, como por exemplo, o isolamento da área dos músicos, não possibilitando acesso dos clientes para pedidos de música ou qualquer interação; só podem se apresentar dois músicos por instrumento e a distância entre eles deve ser de dois metros.
Além dessas medidas, a equipe de apoio (técnicos de som, técnicos de iluminação, técnicos em equipamentos, entre outros envolvidos) não deverá circular nos ambientes, nem interagir com clientes, essencialmente fazendo a instalação, quando necessária, e ao final a desinstalação, a música ambiente deve respeitar o limite de 70 decibéis durante o dia e 60 decibéis à noite, o palco deve ter um distanciamento mínimo de dois metros entre as mesas dos clientes. As apresentações devem acontecer com todos usando máscaras, com exceção dos vocalistas e instrumentistas de sopro.
Também será necessário demonstrar a higienização dos instrumentos, cabos, microfones e outros equipamentos, para acesso ao estabelecimento.
Os estabelecimentos não devem disponibilizar espaço para dança e deverá ainda disponibilizar álcool em gel para os músicos.

Feira de Santana / 25 de setembro de 2020 - 10H 07m

Funcionários do Hospital de Campanha relatam atraso de salários e diversas irregularidades

Diversos funcionários e ex-funcionários do Hospital de Campanha denunciaram muitas irregularidades na unidade hospitalar.
As denúncias vão desde a precarização dos salários à problemas na estrutura física. De acordo com um funcionário que preferiu não se identificar, o hospital está funcionando sem diretor geral há alguns dias. Ele informou também que os médicos recebem seus salários atrasados todo mês. Outra reclamação é sobre as condições das instalações. De acordo com a denúncia, os funcionários estão trabalhando em salas cheias de mofo. Ele disse ainda que existem pessoas com nível médio exercendo função que deveria ser ocupada por alguém de nível superior e que os salários, bem como o adicional por insalubridade são pagos abaixo do piso determinado por lei.
Uma ex-funcionária relatou que ela e muitas pessoas que foram desligadas receberam as rescisões com mais de 10 dias depois da demissão e ninguém recebeu a multa por causa deste atraso, além disso, as horas extras também não foram pagas. Eles não conseguem falar com ninguém, pois não fica nenhum administrador no hospital.
O prefeito Colbert Filho (MDB) informou que todas estas questões são de responsabilidade somente da empresa, já que a prefeitura tem feito os repasses nas datas previstas.
A empresa S3 Saúde, que tem como razão social Associação de Proteção a Maternidade e a Infância de Ubaíra e é a responsável pela administração do Hospital de Campanha, emitiu uma nota negando as afirmações. De acordo com a empresa, o hospital tem uma diretora geral, não há pagamentos atrasados.

Confira a nota na íntegra:

A S3 Gestão em Saúde vem, por meio desta nota, esclarecer de forma detalhada todos os pontos que foram questionados.
O Hospital de Campanha de Feira de Santana tem, atualmente, como Diretora Geral a Srª Fernanda Rodrigues.

Com exceção daqueles que ainda não apresentaram as devidas Notas Ficais, assim como os documentos exigidos em contrato, não há atrasos nos pagamentos dos médicos contratados.

Todas as rescisões são pagas corretamente, de acordo com o prazo estipulados pelo Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em vigor, assim como as horas-extras.

Todos os salários são pagos dentro do que determina as convenções coletivas de cada categoria e do Contrato de Gestão celebrado com a Prefeitura. As insalubridades são pagas conforme LTCAT, documento técnico-legal que estima quantitativamente e qualitativamente a exposição ocupacional, balizando o valor de insalubridade a ser paga ao profissional.

A S3 Gestão em Saúde mantém-se no firme propósito de prestar serviços de qualidade, respeitando os direitos de todos os seus colaboradores em todos os âmbitos, indistintamente, e se coloca sempre à disposição da sociedade para o devido esclarecimento de todos os fatos, bem como, manter a transparência da sua Gestão neste e em todos os seus Contratos.

O Ministério Público do Trabalho orienta que os funcionários denunciem as irregularidades através do site prt5.mpt.mp.br.

Feira de Santana / 24 de setembro de 2020 - 18H 18m

Em protesto, manifestantes danificam estrutura de boxes no Shopping Popular

Dois dias depois das manifestações de um grupo de camelôs no centro da cidade, a Prefeitura de Feira publicou que cerca 20 pessoas invadiram o Shopping popular e danificaram a estrutura de boxes e ameaçaram alguns ambulantes que já estão se instalando no equipamento na terça-feira(24).
De acordo com a publicação, o fato será registrado na delegacia pelo empresário Elias Tergilene, representante do Consórcio Feira Popular S. A., responsável pelo empreendimento, após a identificação dos autores da depredação das instalações do entreposto comercial.

Elias Tergilene relata que a ação de vandalismo ocorreu por volta das 13h, logo após cessarem a manifestação no centro da cidade. “Chegaram aqui gritando, picaram os pés nas portas dos boxes, ameaçaram camelôs que já estavam com os boxes abertos e afirmaram que se não fechassem, quebrariam tudo”, relatou.

Os cabeças da manifestação, conforme Elias Tergilene, já foram identificados através de imagens feitas no Shopping Cidade das Compras. Ele relata que foram danificadas 8 portas de boxes, sete divisórias e mais duas portas automáticas, gerando um prejuízo em torno de R$ 40 mil.

Para o representante do consórcio Feira Popular S. A., a atitude do grupo que praticou vandalismo no Cidade das Compras, formado por cerca de 20 pessoas, não representa os cerca de 1.800 camelôs cadastrados para se instalar no empreendimento. “Foi uma ação de vandalismo, de pessoas com atitudes que não representam os camelôs. Camelô que é camelô está montando sua loja e vindo trabalhar”, afirmou Elias Tergilene.

Ambulantes que trabalham no local confirmaram o fato. Já outros, informaram que, apesar de o grupo ter ido de fato ao Shopping em protesto, já havia estruturas danificadas e eles não têm certeza se os prejuízos foram causados pelos manifestantes. As imanes das câmeras de segurança do estabelecimento não foram divulgadas.
De acordo com a Associação Feirense dos Vendedores Ambulantes (AFVA), este ato de terça feira foi um caso isolado e não corresponde aos ideais da entidade e que apenas manifestações ordeiras representam os princípios da Associação.

Eleições 2020 / 24 de setembro de 2020 - 12H 49m

Feira de Santana já tem 561 candidatos a vereadores, mulheres são 32,5%

21 partidos já registram as candidaturas dos postulantes à Câmara Municipal de Feira de Santana. Até esta quinta-feira(24), o site do TSE disponibilizou a lista de candidatos com 561 nomes. O percentual de mulheres que vão disputar as cadeiras da Câmara nestas eleições é de 32,5%. São até o momento, 183 nomes femininos.
Esse ano, cada partido deverá, individualmente, indicar o mínimo de 30% de mulheres filiadas para concorrer no pleito. A regra passou a valer a partir da  Emenda Constitucional (EC) nº 97/2017 que vedou, a partir de 2020, a celebração de coligações nas eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados, Câmara Legislativa, assembleias legislativas e câmaras municipais. Um dos principais reflexos da mudança se dá no ato do pedido de registro de candidaturas à Justiça Eleitoral.
Feira de Santana tem 10 candidatos à prefeitura, no entanto, até esta quinta (24) apenas 9 nomes constam no site do TSE, o nome do candidato Orlando Andrade (PCO) ainda não apareceu na lista de prefeituráveis.
O prazo para os partidos políticos e as coligações registrarem suas candidaturas é sábado (26). Eles precisam apresentar à Justiça Eleitoral, até as 19h, o requerimento de registro de seus candidato.

Para ser candidato, a Constituição Federal exige do cidadão a nacionalidade brasileira, o pleno exercício dos direitos políticos, o alistamento eleitoral, o domicílio eleitoral na respectiva circunscrição, a filiação partidária – portanto, as candidaturas avulsas estão proibidas – e a idade mínima fixada para o cargo eletivo almejado.

Para concorrer a cargos de prefeito ou vice-prefeito, o candidato precisa ter 21 anos e, para disputar uma vaga de vereador, deve ter 18 anos. A idade mínima para ocupar o cargo é verificada tendo como referência a data da posse. Além disso, para concorrer, o postulante a um cargo eletivo precisa estar quite com a Justiça Eleitoral, ou seja, não pode ser devedor de multa eleitoral.

Resolução TSE nº 23.609/2019 estabelece que qualquer cidadão pode concorrer às eleições desde que cumpra as condições constitucionais e não esteja impedido por qualquer causa de inelegibilidade prevista em lei. Pelo texto, para disputar o pleito, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição e estar com a filiação deferida no partido político pelo qual pretende concorrer seis meses antes das eleições.
Cada partido político ou coligação poderá solicitar à Justiça Eleitoral o registro de um candidato a prefeito e um a vice-prefeito. Somente partidos poderão requerer o registro de candidatos a vereador, no limite de uma vez e meia o número de vagas disponíveis na Câmara Municipal.

Feira de Santana / 23 de setembro de 2020 - 20H 29m

Prefeitura entregou 10 mil kits de alimentos às escolas municipais

Prefeitura entregou 10 mil kits de alimentos às escolas municipais
Fotos: Andreyse Porto

A Secretaria Municipal de Educação informou que mais de 10 mil kits de alimentos foram entregues nas escolas da Rede Municipal até esta quarta-feira, 23. A expectativa da Secretaria Municipal de Educação é atingir todas as 206 escolas até o final da próxima semana. Escolas de vários bairros e de pelo menos três distritos já contaram com a entrega. Todos os 51.340 estudantes têm direito ao kit.

Assim que é feita a entrega na escola, a equipe de gestão escolar convoca os pais ou responsáveis, através dos seus canais de comunicação, para fazer a retirada do kit de alimentos. De acordo com o secretário de Educação, Justiniano França, eles devem se dirigir à unidade de ensino onde o filho está matriculado apresentando documento original de identidade com o documento do filho ou filha. A criança não deve acompanhar a retirada.

Nos últimos dias, a entrega atingiu os distritos de Bonfim de Feira, Ipuaçu, Tiquaruçu e diversos bairros, como Papagaio, Jardim Acácia, Tomba, Feira VII e Jardim Cruzeiro, entre outros.

ESCALA NA UNIDADE DE ENSINO

A escala de distribuição aos pais está sendo organizada para melhor atender a cada localidade. No caso da Escola Municipal Álvaro Pereira Boaventura, do distrito de Bonfim de Feira, a equipe da unidade de ensino arrumou o espaço e definiu uma escala para receber as famílias, seguindo as medidas de biossegurança e os cuidados com a saúde.

“Definimos a entrega seguindo uma escala – determinado dia para série ou ano escolar. Começamos nesta terça-feira com a Educação Infantil; nos próximos dias, será o Fundamental I e Fundamental II, mas os pais que têm filhos em mais de uma modalidade não precisam vir duas vezes. Eles podem fazer a retirada no mesmo dia”, orienta a diretora da escola, Eveline Souza Pinto. Nesta quinta-feira, 24, a escola vai atender àqueles que não conseguiram comparecer no dia determinado, informa.

Houve também distribuição de máscaras para evitar que pais e responsáveis entrassem sem o acessório. “Fizemos assepsia de todas as canetas após o uso e orientamos que as embalagens fossem lavadas assim que chegassem a casa”, orienta a professora Eveline.

O kit de alimentos é composto por 12 itens: feijão carioca, arroz, açúcar, café, macarrão tipo espaguete, óleo de soja, proteína texturizada de soja, leite em pó, farinha de milho flocada, farinha de mandioca, biscoito cream cracker e extrato de tomate. O valor total investido pela Prefeitura para aquisição dos alimentos foi de R$ 2.438.650,00.

Feira de Santana / 23 de setembro de 2020 - 14H 52m

Prefeitura de Feira libera atividades em arenas e quadras privadas

A Prefeitura de Feira de Santana decidiu pela permissão de atividades esportivas coletivas em arenas e quadras localizadas em espaços privados, desde que sejam respeitados os protocolos preventivos da OMS (Organização Mundial da Saúde). Também foram autorizadas para que retomem suas atividades artísticas e educativas, tendo como parâmetros medidas de prevenção, as academias de dança e educação corporal. A segurança, no tocante à prevenção ou disseminação da Covid-19, é rigorosa para ambas as atividades. Entre as exigências, a obrigatoriedade de agendamento, medição de temperatura do atleta, distanciamento, horários exclusivos para maiores de 60 anos e redução em 50% do número de pessoas na área de lazer. Os atletas estão proibidos de usar vestiários, o uso de sauna a vapor, não será permitido o compartilhamento de equipamentos e colocar em local de fácil acesso material de higienização das mãos. As academias de dança e educação corporal deverão aferir a temperatura de quem entrar no ambiente, higienização de mãos e barras durante os intervalos, afastamento de dois metros – com demarcação no piso. Não serão permitidos exercícios com mais de uma pessoa, as aulas terão no máximo 50 minutos e as salas deverão estar com as janelas abertas e, no caso do uso de ar condicionado, o aparelho deverá estar limpo.

Eleições 2020 / 23 de setembro de 2020 - 12H 33m

Mais uma pesquisa eleitoral aponta empate técnico entre Colbert e Zé Neto

Mais uma pesquisa de intenções de votos para prefeito de Feira de Santana foi publicada hoje. O site informe Baiano contratou uma pesquisa do instituto Paraná Pesquisas que mostrou empate técnico entre o atual prefeito e candidato à reeleição, Colbert Martins (MDB), e o deputado federal Zé Neto (PT). No cenário estimulado, aparecem com 27,9% e 24,9%, respectivamente. Na terceira e quarta posições, também tecnicamente empatados, surgem Carlos Geilson (Podemos), com 12,2%, e a deputada federal Professora Dayane Pimentel (PSL), com 7,5%.

A pesquisa encomendada pelo IB e realizada pelo Paraná Pesquisas ouviu 680 eleitores por meio de entrevista telefônica, entre os dias 18 e 22 de setembro. Possui um grau de confiança de 95,0% e margem de erro de 4,0% para os resultados gerais. O estudo foi registrado no TSE com o número BA-09007/2020.

A análise da pesquisa estimulada mostra que os quatro primeiros colocados têm chances de chegar ao segundo turno e confirma o levantamento feito na semana passada pelo Instituto Séculus, também publicado por Informe Baiano.

Espontânea

No cenário espontâneo, quando o eleitor é perguntado em quem vai votar sem a apresentação de uma lista, também há empate técnico entre Colbert Martins (14,7%) e Zé Neto (9,9%).

Em seguida, surgem Roberto Tourinho (2,2%), Carlos Geilson e Professora Dayane Pimentel (ambos com 1,8%). Após vêm Carlos Medeiros (1,0%), José de Arimatéia (0,7%), Rei Nelsinho (0,6%) e Marcela Prest (0,4%). Os eleitores que não sabem em quem votar somam 55,1% e outros 10,7% não votariam em ninguém.

CONFIRA OS NÚMEROS

Cenário de Estimulada

Colbert Martins 27,9%
Zé Neto 24,9%
Carlos Geilson 12,2%
Professora Dayane 7,5%
Roberto Tourinho 4,3%
José de Arimatéia 2,5%
Carlos Medeiros 2,1%
Marcela Prest 0,7%
Rei Nelsinho 0,7%
Não sabe 4,7%
Nenhum 12,5%

Cenário espontâneo

Colbert Martins 14,7%
Zé Neto 9,9%
Roberto Tourinho 2,2%
Carlos Geilson 1,8%
Professora Dayane 1,8%
Carlos Medeiros 1,0%
José de Arimatéia 0,7%
Rei Nelsinho 0,6%
Marcela Prest 0,4%
Não sabe 55,1%
Ninguém 10,7%

Fonte: Informe Bahiano (IB)

Eleições 2020 / 22 de setembro de 2020 - 21H 39m

Pesquisa aponta Colbert como o mais rejeitado entre os candidatos

Na pesquisa eleitoral contratada pelo Blog do Velame, realizada pelo instituto Ágora que foi realizada no dia 17 de setembro, entrevistou por telefone 613 eleitores e eleitoras residentes em Feira de Santana. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade e grau de instrução.
Além da pesquisa estimulada, publicada mais cedo (leia aqui), foi perguntado aos entrevistados em quem eles não votariam de jeito nenhum.
Curiosamente, o mais rejeitado entre os eleitores também foi apontado como o favorito. O prefeito Colbert Filho(MDB), apareceu com 24,6% das intenções de votos e com 22,8% de rejeição.
Para Anderon Miranda, matemático e apresentador do canal do Youtube, X-Math, o dado é perfeitamente possível, uma vez que a taxa de favoritismo do mesmo candidato corresponde a aproximadamente um quinto dos entrevistados. Boa parte das pessoas que não declararam voto no prefeito Colbert Filho, certamente o rejeitam.

Abaixo, mais dados sobre a rejeição dos candidatos:

O prefeito Colbert Filho (MDB), apareceu com 22,8%.
23,5% são homens e 22,3% são mulheres. Quanto à idade, a rejeição maior é entre faixa etária de 16 a 24 anos, que registrou o percentual de 27,8%, seguido das pessoas com 25 a 44 anos, com 24,8% de rejeição. 20,6% dos que rejeitam o candidato tem entre 45 e 59 anos e 16,5%, tem 60 anos ou mais.
12% destas pessoas nunca foram à escola, 26,9% cursaram o ensino fundamental, 30,7% concluíram o ensino médio e 34,8% possui nível superior.

O deputado federal Zé Neto (PT), apareceu com 16,9% de rejeição.
18% são homens e 15,9% são mulheres. Quanto à idade, a rejeição maior é entre os mais velhos, 35,8% tem 60 anos ou mais, em seguida, as pessoas com 45 e 59 anos, com 24,4%. A rejeição entre as pessoas com faixa etária entre 25 e 44 anos é de 13,4% e a menor taxa é entre os mais jovens. A rejeição entre os entrevistados com 16 a 24 anos é de 7,5%
45,3% destas pessoas nunca foram à escola, 20,2% cursaram o ensino fundamental, 14,7% concluíram o ensino médio e 22,1% possui nível superior.

O ex-deputado Carlos Geilson (PODEMOS), apareceu com 11,6% de rejeição.
10,8% são homens e 12,3% são mulheres. Quanto à idade, a rejeição maior é entre faixa etária de 16 a 24 anos, que registrou o percentual de 16,8%, seguido das pessoas com 45 a 59 anos, com 15,6 % de rejeição. 10,6% dos que rejeitam o candidato tem entre 25 e 44 anos e 13,3%, tem 60 anos ou mais.
11,3% destas pessoas nunca foram à escola, 21,5% cursaram o ensino fundamental, 13,2% concluíram o ensino médio e 11,6% possui nível superior.

O vereador Beto Tourinho (PSB), apareceu com 16,3% de rejeição.
18,8% são homens e 14,2% são mulheres. Quanto à idade, a rejeição maior é entre faixa etária de 16 a 24 anos, que registrou o percentual de 22,6%, seguido das pessoas com 25 a 44 anos, com 21,7% de rejeição. 15,7% dos que rejeitam o candidato tem entre 45 e 59 anos e 10,4%, tem 60 anos ou mais.
21,7% destas pessoas nunca foram à escola, 26,1% cursaram o ensino fundamental, 19,7% concluíram o ensino médio e 13,1% possui nível superior.

Carlos Medeiros (NOVO), apareceu com 7,9% de rejeição.
7,4% são homens e 8,4% são mulheres. Quanto à idade, a rejeição maior é entre faixa etária de 25 a 44 anos, que registrou o percentual de 12,6%, seguido das pessoas com 45 e 59 anos  com 6,7% de rejeição. 5,9% dos que rejeitam o candidato tem entre 16 a 24 anos e 5,6%, tem 60 anos ou mais.
0,1% destas pessoas nunca foram à escola, 5,6% cursaram o ensino fundamental, 15,8% concluíram o ensino médio e 4,7% possui nível superior.

A deputada federal, Dayane Pimentel (PSL), apareceu com 6,5% de rejeição.
6,2% são homens e 6,7% são mulheres. Quanto à idade, a rejeição maior é entre faixa etária de 25 a 44 anos, que registrou o percentual de 10,1%, seguido das pessoas com 45 e 59 anos, com 10% de rejeição. 2,1% dos que rejeitam a candidata tem mais de 20 anos e 1,9%, tem de 16 a 24 anos.
2% destas pessoas nunca foram à escola, 1,3% cursaram o ensino fundamental, 8% concluíram o ensino médio e 24,7% possui nível superior.

Marcela Prest (PSOL), apareceu com 2% de rejeição.
0,9% são homens e 2,9% são mulheres. Quanto à idade, a rejeição maior é entre faixa etária acima de 60 anos, que registrou o percentual de 3%, seguido das pessoas com 45 e 59 anos, com 2,3% de rejeição. 2,2% dos que rejeitam a candidata tem entre 25 a 44 anos e 1,6% , tem entre 16 a 24 anos. 5,4% deles concluíram o ensino médio e 0,7% possui nível superior.

O deputado estadual José de Arimateia (Republicanos), apareceu com 1,7% de rejeição.
1,3% são homens e 2% são mulheres. Quanto à idade, a rejeição maior é entre faixa etária de 45 e 59 anos, que registrou o percentual de 4,2%, seguido das pessoas com 25 a 44 anos, com 1,7% de rejeição. 4,2% dos que rejeitam o candidato tem entre 16 a 24 anos e , tem 60 anos ou mais.
3,9% concluíram o ensino médio e 2,7% possui nível superior.

Amostra por idade

55% dos entrevistados eram mulheres e 45% eram homens.
16% tinham mais de 60 anos, 25% tinham entre 45 e 59 anos, 46% tinham entre 25 e 44 anos e 13% entre 16 e 24 anos.

Escolaridade

10% dos entrevistados informaram que nunca foi à escola. 25% cursaram até o ensino fundamental. 48% concluíram o ensino médio e 17% tinham nível superior.

Voto por sexo, idade e escolaridade

Dos entrevistados que disseram votar no atual prefeito Colbert Filho (MDB), 26% são homens e 23,3% são mulheres.
17,4%  tinham entre 16 e 24 anos, 22,1% entre 25 e 44 anos. 28,8% entre 45 e 59 anos e 31,1% tinham mais de 60 anos de idade.
Quanto à escolaridade, 5,8% nunca foi a escola, 36,5% cursaram até o ensino fundamental, 30% tem ensino médio e 35,7% possui nível superior.
Ele pontuou no total 24,6%.

Entre os eleitores do deputado estadual Zé Neto (PT), 16,5% são homens e 16,7% são mulheres.
12,4%  tinham entre 16 e 24 anos, 23,4% entre 25 e 44 anos. 26,4% entre 45 e 59 anos e 13,6% tinham mais de 60 anos de idade e 27% possui nível superior.
Quanto à escolaridade, 21,1% nunca foi a escola, 16,4% cursaram até o ensino fundamental, 22,2% tem ensino médio.
Ele pontuou no total 16,6%

O ex-deputado Carlos Geilson (PODEMOS) teve as mulheres como a maioria das intenções de voto; 17%, já os homens foram 12,4%.
10,9%  tinham entre 16 e 24 anos, 17,8% entre 25 e 44 anos. 18,3% entre 45 e 59 anos e 16,4% tinham mais de 60 anos de idade.
Quanto à escolaridade, 19,9% nunca foi a escola, 26,7% cursaram até o ensino fundamental, 19,8% tem ensino médio e 7,3% possui nível superior.
Ele pontuou no total 14,9%.

Dentre as pessoas que declararam o voto no vereador Beto Tourinho (PSB), 8% são homens e 6,4% são mulheres.
9%  tinham entre 16 e 24 anos, 11,1% entre 25 e 44 anos. 10,4% entre 45 e 59 anos e 2,1% tinham mais de 60 anos de idade.
Quanto à escolaridade, 8,3% nunca foi a escola, 6,4% cursaram até o ensino fundamental, 10,8% tem ensino médio e 10,1% possui nível superior.
Ele pontuou no total 7,2%.

Marcela Prest (PSOL) tem os homens como maioria. Os eleitores que disseram votar nela, 5,3% são do sexo masculino e 2,8% do sexo feminino.
3%  tinham entre 16 e 24 anos, 4% entre 25 e 44 anos. 2,6% entre 45 e 59 anos e 10,3% tinham mais de 60 anos de idade.
Quanto à escolaridade, 15,5% nunca foi a escola, 2,4% cursaram até o ensino fundamental, 3,2% tem ensino médio e 26,1% possui nível superior.
Ela pontuou no total 3,4%.

A deputada Dayane Pimentel (PSL) também é preferencia entre os homens. 4,4% é o percentual dos votos masculinos, enquanto 2,6% são mulheres.
3,3%  tinham entre 16 e 24 anos, 7,5% entre 25 e 44 anos. 1,9% entre 45 e 59 anos e 0,8% tinham mais de 60 anos de idade.
Quanto à escolaridade, 4,3% cursaram até o ensino fundamental, 4,9% tem ensino médio e 6,7% possui nível superior.
Ela pontuou no total 3,9%.

Carlos Medeiros (Novo) teve 3,3% das intenções de votos dos homens e 2,8% do sexo feminino.
3%  tinham entre 16 e 24 anos, 4,9% entre 25 e 44 anos. 4,4% entre 45 e 59 anos e 1,3% tinham mais de 60 anos de idade.
Quanto à escolaridade, 1,1% nunca foi a escola, 4,2% cursaram até o ensino fundamental, 4,1% tem ensino médio e 5,5% possui nível superior.
Ele pontuou no total 3,1%.

José de Arimateia (Republicanos) tem 0,7% de eleitores do sexo masculino e 1,0% do sexo feminino.
0,5% tinham entre 16 e 24 anos, 1,1% entre 25 e 44 anos. 2,3% entre 45 e 59 anos e nenhum entrevistado tinha mais de 60 anos de idade.
Quanto à escolaridade, 0,3% cursaram até o ensino fundamental, 1,6% tem ensino médio e 2,2% possui nível superior.
Ele pontuou no total 0,9%.

Das pessoas que disseram que não votariam em ninguém, 18% são homens e 18,9% são mulheres.
21%  tinham entre 16 e 24 anos, 28,3% entre 25 e 44 anos. 14,6% entre 45 e 59 anos e 21,6% tinham mais de 60 anos de idade.
Quanto à escolaridade, 9% cursaram até o ensino fundamental, 9,3% tem ensino médio e 15,1% possui nível superior.

Dentro do percentual de 7,1% que não sabe ou não respondeu, 5,4% são homens e 8,6% são mulheres.
9%  tinham entre 16 e 24 anos, 11,9% entre 25 e 44 anos. 8,3% entre 45 e 59 anos e 2,6% tinham mais de 60 anos de idade.
Quanto à escolaridade, 45,4% nunca foi a escola, 13,8% cursaram até o ensino fundamental, 23,3% tem ensino médio e 26,1% possui nível superior.

 

 

Feira de Santana / 22 de setembro de 2020 - 16H 58m

Professores e ambulantes realizam protesto no centro da cidade

Professores e ambulantes realizam protesto no centro da cidade
Foto: Jorge Magalhães/SECOM

Na manhã desta terça-feira(22), os ambulantes se juntaram aos professores num protesto na avenida Senhor dos Passos. De acordo com a prefeitura de Feira, o ato reuniu cerca de 50 pessoas.
Os manifestantes queimaram pneus e bloquearam uma das principais vias do centro da cidade. O protesto foi motivado, de um lado, pelos professores pela redução salarial da categoria, do outro lado, pelos ambulantes que terão suas barracas removidas das ruas de Feira de Santana. 

O repórter Ney Silva, do Programa Acorda Cidade, da Rádio Sociedade News, foi vítima da hostilidade dos manifestantes. O profissional de imprensa revelou que foi impedido de realizar o seu trabalho por manifestantes do grupo que se identificou como camelôs. 

Nossa equipe procurou a Associação Feirense dos Vendedores Ambulantes (AFVA) e de acordo com o presidente da entidade, Pedro José de Souza, a associação não compactua com atos violentos, e que não incentivou a queima de pneus, nem tampouco com as agressões ao profissional de imprensa e que apenas manifestações ordeiras corresponde aos princípios da Associação. 

A prefeitura de Feira de Santana informou que o ato causará prejuízos aos cofres públicos, visto que o piso da avenida Senhor dos Passos, no local do incêndio, foi comprometido pelo fogo.

Histórico

2019
set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2018
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2017
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2016
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2015
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2014
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2013
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2012
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2011
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2010
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2009
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2008
dez | nov