O crescimento da participação feminina no mercado de trabalho foi um dos principais destaques da geração de empregos formais em Feira de Santana em 2025. O município encerrou o ano com saldo positivo de 6.208 novos postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 66.948 admissões e 60.740 desligamentos, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O número de mulheres contratadas superou o de homens, consolidando uma tendência de avanço da presença feminina no mercado formal. Em 2025, o saldo de vagas ocupadas por mulheres chegou a 3.762, acima do registrado em 2024, quando a diferença foi de 3.314 postos. Entre os homens, o saldo positivo foi de 2.446 empregos.
Para o diretor da Casa do Trabalhador, Magno Felzemburgh — órgão que integra a Secretaria Municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico —, alguns fatores ajudam a explicar esse cenário. “Uma das hipóteses é que as mulheres tendem a permanecer mais tempo nos empregos formais. Além disso, o crescimento do setor de serviços, que concentra muitas ocupações tradicionalmente preenchidas pelo público feminino, influencia diretamente nesses números”, avaliou.
O setor de serviços foi o grande motor das contratações no ano, com 31.305 admissões, representando quase metade de todas as entradas no mercado de trabalho formal em 2025. “O resultado mostra a pujança do setor de serviços em Feira de Santana”, destacou Magno Felzemburgh.
Com forte tradição no setor terciário, o município mantém desempenho expressivo em áreas como comércio, saúde — incluindo hospitais, clínicas e consultórios — e educação, com colégios e instituições de ensino superior, que seguem ampliando oportunidades de trabalho.
A secretária municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Márcia Ferreira, ressaltou que os números refletem as políticas públicas voltadas ao fortalecimento da economia local e à inclusão no mercado de trabalho. “Temos trabalhado para criar um ambiente favorável ao empreendedorismo, à qualificação profissional e à geração de empregos, com atenção especial à inclusão das mulheres. O resultado demonstra que Feira de Santana avança no desenvolvimento econômico com responsabilidade social”, afirmou.
Outro dado relevante apontado pelo diretor da Casa do Trabalhador foi o crescimento da contratação de trabalhadores com idade entre 50 e 64 anos, que apresentou saldo positivo em 2025, revertendo o resultado negativo registrado em 2024. Também houve aumento na inserção de adolescentes de até 17 anos no mercado formal: o saldo passou de 350 vagas em 2024 para 513 no ano passado.
Os números do Caged indicam ainda que Feira de Santana obteve o segundo melhor desempenho da Bahia na geração de empregos formais. Apesar disso, em termos absolutos, o saldo de 2024 foi superior ao de 2025, com 7.490 postos criados, resultado de 62.906 contratações e 55.416 demissões.
Mesmo com a variação, o avanço da contratação feminina, a diversidade etária e o fortalecimento do setor de serviços reforçam o dinamismo da economia feirense e a consolidação do emprego formal no município.
Bahia /
02 de fevereiro de 2026 - 09H 54m
Até a última sexta-feira, 30 de janeiro, o Brasil registrava 601 inquéritos associados à crimes de maus-tratos contra animais, em janeiro de 2026, segundo apuração inédita da plataforma Escavador. Com alta atividade no Judiciário, o número de processos já equivale a cerca de 3,2% de todo o volume registrado em 2025 – que totalizou 18,5 mil ações nos tribunais nacionais.
O crime de maus-tratos contra animais, tipificado na Lei 9.605/1998, Art. 32, prevê a pena de três meses a um ano, com multa, podendo se estender até cinco anos caso seja contra cães ou gatos. A análise inédita do Escavador identificou cerca de 57 mil inquéritos envolvendo maus-tratos contra animais abertos no Brasil, durante os últimos três anos.
No ano de 2023, os brasileiros levaram 18,3 mil casos à Justiça, subindo para 20 mil inquéritos no ano seguinte – um crescimento de 9,3% em um período de doze meses. Em 2025, os inquéritos voltaram ao patamar de 18,5 mil, mantendo o ritmo acelerado de processos em janeiro deste ano.
A Senior Legal Analyst e DPO do Escavador, Dalila Pinheiro, explica que os dados auxiliam a traçar um paralelo entre a frequência das denúncias e investigações e a aplicação proporcional das penas previstas. “O aumento dos inquéritos mostra que a sociedade está mais atenta aos maus-tratos e que o Judiciário está aplicando a lei com respostas proporcionais à gravidade de cada caso”, afirma.
O Escavador também trouxe o volume total de inquéritos associados a crimes de maus-tratos contra animais por estado. O sudeste do país segue com três estados à frente das colocações, com liderança isolada de São Paulo, com 15,7 mil inquéritos; mais do que o dobro de Minas Gerais, segundo colocado com 7,6 mil; e mais do que o triplo do Rio de Janeiro, em terceiro, com 4,3 mil registros.
Os dados, que compreendem do período entre 2023 à 2026, trazem ainda a Bahia com 3,8 mil processos, seguidos dos estados de Sergipe (2,4 mil), Pará (2,2 mil), Mato Grosso do Sul (2,2 mil), Distrito Federal (2,1 mil), Paraná (1,9 mil), Amazonas (1,9 mil), Santa Catarina (1,5 mil), Ceará (1,2 mil), Mato Grosso (1,1 mil) e Alagoas (1 mil).
Entre os estados que menos registraram ações judiciais, estão Rondônia, com 428 casos, Roraima com 325 inquéritos e o Amapá, com 224 processos – todos da região Norte do Brasil, conhecido pela riqueza da fauna. Para Dalila, o levantamento auxilia a observar as diferentes caracterizações e denúncias dos crimes, trazendo um panorama mais detalhado sobre a efetividade das leis de proteção animal.
“O andamento do processo criminal é impactado pela forma como o crime de maus‑tratos está tipificado e por suas etapas no Brasil. No sistema penal brasileiro, a investigação policial é apenas o início de um caminho que envolve maior grau de detalhamento, análise de provas e atuação do Ministério Público para oferecer denúncia, seguido de um processo judicial com possibilidade de defesa, garantidos pelo Código de Processo Penal”, conclui Dalila.
Distribuição de processos por ‘maus-tratos contra animais’, por estado:
São Paulo – 15786
Minas Gerais – 7617
Rio de Janeiro – 4305
Bahia – 3877
Sergipe – 2474
Pará – 2251
Mato Grosso do Sul – 2226
Distrito Federal – 2169
Paraná – 1957
Amazonas – 1942
Santa Catarina – 1546
Ceará – 1201
Mato Grosso – 1175
Alagoas – 1021
Goiás – 862
Espírito Santo – 853
Paraíba – 822
Tocantins – 811
Pernambuco – 733
Rio Grande do Norte – 670
Acre – 627
Rio Grande do Sul – 573
Maranhão – 568
Piauí – 436
Rondônia – 428
Roraima – 325
Amapá – 224
A Operação Sinete segue rendendo capítulos nada discretos em Feira de Santana. Depois da prisão do empresário Oyama Figueiredo e de membros da família, a investigação avançou para dentro da máquina pública. Nos últimos dias, servidores da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) foram chamados a depor como testemunhas pelo desembargador corregedor Roberto Maynard. Não parou aí. A Corregedoria Geral da Justiça da Bahia decidiu encaminhar o caso à Polícia Civil, abrindo uma frente criminal que se soma às apurações administrativas nos cartórios hoje sob intervenção. Tradução: o que começou como problema cartorial agora caminha para algo bem maior. E, nos bastidores, já se cochicha que nomes “graúdos” da política podem aparecer no enredo. A novela está longe do último capítulo — e promete subir o tom.
As ruas do distrito de Humildes, em Feira de Santana, foram tomadas por cores, música e animação na manhã deste domingo (01), durante a tradicional Lavagem de Humildes. O evento, que antecede a Festa de Nossa Senhora dos Humildes, padroeira da localidade, reuniu moradores e visitantes em um cortejo marcado pela valorização cultural e pelo clima de confraternização.
Ao som da Fanfarra de Cachoeira e Muritiba, foliões fantasiados percorreram as principais vias do distrito, transformando o domingo em um verdadeiro espetáculo popular. A lavagem funciona como uma prévia das celebrações religiosas que terão início no próximo fim de semana, quando a festa da padroeira deve atrair ainda mais fiéis para Humildes.
Presente no evento, o prefeito José Ronaldo de Carvalho destacou o significado da celebração para a comunidade. “É um momento de prazer e alegria para todos. A comunidade se reúne, se diverte e mantém viva uma tradição que faz parte da história do distrito. Humildes tem mais de 100 anos e preservar essa cultura é valorizar a própria vida do lugar”, afirmou.
De acordo com Nailton Santana, um dos organizadores, esta foi a oitava edição do evento no formato atual, que preserva uma celebração centenária. “É uma festa que atravessa gerações. Com o apoio de amigos, comerciantes e da própria população, conseguimos trazer as fanfarras, as baianas e realizar mais uma edição. A lavagem de Humildes é a identidade cultural do distrito e não pode acabar”, ressaltou.
Entre os participantes, a aposentada Maria Madalena emocionou-se ao falar sobre a ligação afetiva com a festa. “Participo desde criança. Vi essa lavagem crescer, mudar, mas nunca perder a essência. Enquanto eu tiver forças, estarei aqui, porque isso faz parte da minha história e da história de Humildes”, disse.
Mais do que um evento festivo, a Lavagem de Humildes reafirma a importância da memória, da fé e da cultura popular, fortalecendo os laços comunitários e mantendo viva uma tradição que atravessa gerações no distrito.
A edição do Diário Oficial do Município desta sexta-feira, 30 de janeiro, publicou a Inexigibilidade de Licitação nº 371-2025-06I, vinculada ao Processo Administrativo nº 840-2025, que autoriza a contratação de serviços de informações cadastrais e de crédito pelo Município de Feira de Santana.
De acordo com a publicação, o Município de Feira de Santana contratou a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Feira de Santana para a prestação de serviços de informações sobre cadastro, dados pessoais de devedores inadimplentes e registro de dívida vencida não paga, conforme permitido pela legislação vigente, por meio do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
O contrato prevê um valor mensal estimado de R$ 273.600,00, o que resulta em um valor global estimado de R$ 3.283.200,00. A contratação foi realizada por inexigibilidade de licitação, com fundamento no artigo 74, inciso I, da Lei Federal nº 14.133/2021, dispositivo aplicado quando há inviabilidade de competição.
A ratificação do procedimento ocorreu em 19 de janeiro de 2026, após parecer da Procuradoria Geral do Município, e foi assinada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho.
Na mesma edição do Diário Oficial, também foi publicado o Extrato do Contrato nº 14-2026-06C, que formaliza a contratação nos mesmos termos e valores. O contrato foi assinado em 19 de janeiro de 2026, com publicação datada de 29 de janeiro de 2026.
Segundo a descrição do objeto, os serviços contratados serão utilizados pela administração municipal para consulta e gestão de informações de inadimplência, instrumento comumente empregado na cobrança e controle de créditos públicos. O volume financeiro do contrato coloca a contratação entre as de maior valor relacionadas a serviços de informação firmadas recentemente pelo município.
A edição do Diário Oficial do Município desta quinta-feira, 29 de janeiro, publicou o Ato de Adjudicação e Homologação da Licitação nº 73-2025-09L – Pregão Eletrônico nº 73-2025-PE, que trata da contratação de empresa especializada para o fornecimento de lanches prontos para consumo, embalados de forma individual.
A contratação tem como objetivo atender à demanda dos alunos do Projeto Brasil Alfabetizado (PBA), iniciativa do governo federal desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana.
Após o encerramento das fases de julgamento e habilitação e esgotados os recursos administrativos, o objeto da licitação foi adjudicado à empresa Tama Empreendimentos Alimentícios Ltda, vencedora do certame, pelo valor de R$ 758.635,50. A homologação foi realizada em 3 de dezembro de 2025 e publicada no Diário Oficial com data de 28 de janeiro de 2026.
Na mesma edição, também foi divulgado o Extrato do Contrato nº 45-2026-09C, firmado entre o Fundo Municipal de Educação e a empresa contratada. O contrato foi assinado em 13 de janeiro de 2026, mantendo o valor global de R$ 758.635,50. A Secretaria não divulgou quantos alunos estão matriculados no projeto atualmente.
Feira de Santana passa a ocupar um lugar de destaque no cenário do teatro brasileiro. O espetáculo “Akoko Lati Wa Ni – Tempo de Ser”, da CIA ÚNICA de Teatro, é o único representante da Bahia indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2025, na categoria Destaque Nacional, uma das mais importantes premiações das artes cênicas do país.
Com estreia em 2024, o trabalho marca a primeira indicação da companhia a uma premiação nacional e pode se tornar o primeiro espetáculo criado em Feira de Santana a alcançar o Prêmio Shell, tradicionalmente concentrado no eixo Rio–São Paulo. O reconhecimento amplia a visibilidade da produção artística do interior do estado e representa um ganho simbólico para a cultura baiana.
A montagem é definida por seus criadores como um macumdrama, linguagem que une teatro, música, dança, poesia e espiritualidade afro-brasileira. A obra acompanha três jovens negros, yawôs e estudantes de teatro, que recorrem ao orixá Iroko — o senhor do tempo — para refletir sobre o direito de existir, envelhecer e viver em uma sociedade marcada pelo racismo estrutural.
Com direção e dramaturgia de Onisajé, o espetáculo dialoga diretamente com temas urgentes como juventude negra, intolerância religiosa, ancestralidade e resistência cultural, a partir do que a artista nomeia como Teatro Preto de Candomblé. Para a CIA ÚNICA, o reconhecimento representa mais do que uma conquista artística: é a afirmação da potência cultural produzida fora dos grandes centros. “Essa indicação coloca Feira de Santana no mapa do teatro nacional e reafirma que nossa arte e saberes têm valor e alcance”, destaca Júlia Lorrana, atriz e uma das fundadoras da companhia.
Representar Feira de Santana e a Bahia em uma das maiores premiações do teatro brasileiro também envolve desafios de produção. A cerimônia irá acontecer em São Paulo, no dia 18 de março, no Sesc Pinheiros.
Como forma de mobilizar o público e levantar os recursos necessários para despesas de viagem e hospedagem para recebimento do prêmio, a CIA ÚNICA realizará uma temporada especial do espetáculo em Feira de Santana, prevista para acontecer em março, uma semana após o Carnaval. A iniciativa reforça o vínculo da companhia com a cidade e convida o público local a fazer parte desse momento significativo para o teatro baiano. Em breve, serão divulgadas todas as informações sobre datas, local e venda de ingressos, além da continuidade da busca por patrocínios e apoios culturais.
A abertura oficial da Jornada Pedagógica 2026 da Rede Municipal de Ensino de Feira de Santana foi realizada na quarta-feira, 28, com a participação de mais de 3 mil professores. O evento marcou o início das atividades formativas do ano letivo e teve como foco a recepção dos profissionais após o período de férias.
A programação contou com apresentação do músico Luciano Melo, seguida de uma encenação teatral com temática voltada a sonhos e ao papel do professor no processo educacional. A condução do evento ficou a cargo da professora da rede municipal Hilana Rios, que destacou a importância da Jornada como espaço de reflexão sobre a prática pedagógica.
Durante a solenidade, o secretário municipal de Educação, Pablo Roberto, falou sobre o trabalho desenvolvido pela pasta e a atuação dos profissionais da rede. “Quando vejo uma plateia como essa, empolgada e comprometida, me abasteço de energia para querer fazer sempre mais pelas nossas crianças e jovens”, afirmou o secretário.
O momento formativo central da noite foi a palestra do psicólogo e escritor Alexandre Coimbra Amaral, que abordou temas relacionados à saúde mental no ambiente de trabalho, relações humanas e o cotidiano escolar.
Representantes da gestão educacional também se pronunciaram ao longo do evento. A gestora da rede municipal, Karine Oliveira, avaliou a abertura como um momento de retomada das atividades, enquanto a coordenadora Rejane Carvalho destacou aspectos da organização, como o uso de tecnologia para credenciamento dos participantes. A gestora Plácida Emília comentou sobre a estrutura e o formato da programação.
O encerramento da noite contou com apresentação musical da banda Simplicidade A+.
A Jornada Pedagógica 2026 segue nesta quinta-feira, 29, com uma programação que se estende ao longo da semana, voltada aos profissionais da educação da rede municipal, com atividades formativas e encontros pedagógicos.
A edição do Diário Oficial do Município desta quinta-feira, 29 de janeiro, trouxe duas novas publicações envolvendo dispensas de licitação realizadas pelo Fundo Municipal de Educação para atender ações e eventos promovidos pela Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana.
A primeira delas refere-se à Dispensa de Licitação nº 20-2026-09D, vinculada ao Processo Administrativo nº 43-2026, que autoriza a contratação de empresa especializada para o fornecimento de bolsas tipo sacola ecológica (ecobags), destinadas aos participantes da Jornada Pedagógica 2026.
A empresa contratada é a Evolution Comércio e Serviços Ltda, pelo valor global de R$ 63.000,00. A dispensa foi fundamentada no artigo 75, inciso II, da Lei Federal nº 14.133/2021 e ratificada pelo gestor do Fundo Municipal de Educação, Pablo Roberto, em 23 de janeiro de 2026.
O Extrato do Contrato nº 46-2026-09C, também publicado, informa que o contrato foi assinado em 23 de janeiro de 2026, com publicação datada de 28 de janeiro. Na mesma edição do Diário Oficial, a Prefeitura publicou ainda a Dispensa de Licitação nº 21-2026-09D, referente ao Processo Administrativo nº 38-2026, novamente envolvendo a Evolution Comércio e Serviços Ltda.
Neste caso, o objeto da contratação é o fornecimento de kits de lanches destinados aos eventos promovidos pela Secretaria Municipal de Educação, pelo valor global de R$ 63.000,00. Assim como na contratação das ecobags, a escolha da empresa ocorreu por meio de dispensa de licitação.
A edição do Diário Oficial do Município desta quarta-feira, 28 de janeiro, publicou a Dispensa de Licitação nº 19-2026-09D, que resultou na assinatura do Contrato nº 43-2026-09C, no âmbito do Processo Administrativo nº 46-2026, envolvendo a Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana.
O contrato foi firmado pelo Fundo Municipal de Educação com a empresa Agência Brasileira de Eventos Ltda, no valor global de R$ 60.000,00, para a locação de um totem de credenciamento. O equipamento será utilizado na Jornada Pedagógica 2026 e, segundo o contrato, também ficará disponível para uso contínuo ao longo do ano em eventos, ações e atividades institucionais da pasta.
O que chama atenção é o descompasso entre o calendário do evento e a formalização do contrato. A Jornada Pedagógica teve início no dia 26 de janeiro, mas a publicação da contratação ocorreu apenas no Diário Oficial do dia 28, dois dias após o começo das atividades. O contrato, por sua vez, foi assinado em 27 de janeiro de 2026, já com a Jornada em andamento. O secretário de educação Pablo Roberto Gonçalves da Silva, gestor do Fundo Municipal de Educação é o responsável pela assinatura do contrato.
A locação do totem se soma a outra despesa divulgada recentemente pela Secretaria de Educação. Também por meio de inexigibilidade de licitação, a Secretaria Municipal de Educação contratou uma palestra sobre saúde mental no ambiente de trabalho para a abertura da Jornada Pedagógica 2026, ao custo de R$ 46.500,00. A palestra será ministrada pelo psicólogo Alexandre Coimbra Amaral, por meio da empresa Rodaviva Psicologia Sistêmica Ltda.
A Prefeitura comemorou o envio do secretário Carlos Brito para representar Feira de Santana em um evento internacional sobre parcerias público-privadas, em Londres. À primeira vista, parece até notícia boa. Mas basta puxar pela memória para o entusiasmo dar lugar à ironia. Carlos Brito é um dos mentores da famigerada PPP do Shopping Popular — aquele empreendimento cujo histórico de problemas todo feirense conhece bem. Também é entusiasta da PPP da Zona Azul, uma ideia que há mais de 15 anos circula em discursos, apresentações e powerpoints, mas nunca conseguiu sair do papel. Ou seja, Feira manda para Londres alguém especialista em PPPs que, por aqui, acumulam mais frustrações do que resultados. Experiência ele tem. Só não exatamente do tipo que dá orgulho de exportar.
A edição do Diário Oficial do Município desta terça-feira, 27 de janeiro, publicou a Inexigibilidade de Licitação nº 17-2026-09I, vinculada ao Processo Administrativo nº 1074-2025, que autoriza a contratação de uma palestra sobre saúde mental no ambiente de trabalho para a rede municipal de ensino de Feira de Santana.
De acordo com o ato, a contratação foi realizada pelo Fundo Municipal de Educação para a realização de uma palestra a ser ministrada pelo psicólogo e palestrante Alexandre Coimbra Amaral, durante a abertura da Jornada Pedagógica 2026.
O serviço será prestado pela empresa Rodaviva Psicologia Sistêmica Ltda, contratada pelo valor global de R$ 46.500,00. A contratação ocorreu por inexigibilidade de licitação, com base no artigo 74, inciso III, da Lei Federal nº 14.133/2021, dispositivo que permite a contratação direta de profissional de notória especialização. A ratificação do procedimento foi feita em 20 de janeiro de 2026, após parecer favorável da Procuradoria Geral do Município, e assinada por Pablo Roberto Gonçalves da Silva, gestor do Fundo Municipal de Educação.
A história de Endio Silva, natural de Wagner, na região da Chapada Diamantina, com o Hospital Estadual da Criança (HEC) começou pouco antes dele completar 16 anos, quando foi diagnosticado com leucemia. O tratamento durou seis anos e foi acompanhado pela equipe do Serviço de Oncologia do HEC. Em fevereiro de 2025, aos 22 anos, Endio concluiu o tratamento e tocou o sino da cura, marcando oficialmente o fim do acompanhamento oncológico.
Durante o período de tratamento, Endio conheceu Evine Nunes, também natural de Wagner, com quem construiu uma família. Em Janeiro de 2026, quase um ano depois da alta de Endio, o casal celebrou o nascimento do primeiro filho também no HEC e, em homenagem ao hospital, batizou a criança de Hector, nome formado a partir das iniciais da unidade de saúde. O parto foi realizado em caráter de urgência, e tanto a mãe quanto o bebê precisaram de internação na UTI, mas ambos receberam alta médica nesta segunda-feira (26) e passam bem.
Segundo Evine Nunes, o nascimento do filho no mesmo hospital onde o companheiro foi tratado tem um significado especial. “Endio sempre me contou sobre os muitos anos vividos aqui, o medo presente em cada etapa do tratamento, mas também sobre o acolhimento recebido de todos os profissionais, que o ajudaram a suportar esse período junto com a família. Voltar ao HEC para trazer nosso filho ao mundo foi muito emocionante”, afirmou.
Endio Silva destacou a importância do atendimento recebido ao longo dos anos. “O HEC fez parte da minha vida em momentos muito difíceis. Aqui encontrei cuidado, apoio e profissionais que nunca desistiram. Dar o nome de Hector ao nosso filho é uma forma de agradecer por tudo que vivemos”, disse.
A coordenadora de enfermagem do Serviço de Oncologia do HEC, Eula Rayssa, ressaltou o impacto da história para a equipe. “Acompanhar a trajetória de Endio, desde o diagnóstico até a cura, e depois vê-lo retornar como pai, é algo que reforça o sentido do nosso trabalho e do cuidado contínuo que oferecemos”, afirmou. O Hospital Estadual da Criança é uma unidade materno-infantil de média e alta complexidade 100% SUS, da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e gerida pela Liga Álvaro Bahia, atendendo crianças, adolescentes e suas famílias em diversas especialidades.

Uma mulher de 59 anos, moradora de Feira de Santana, terá seus direitos trabalhistas reconhecidos após passar 42 anos trabalhando na casa de uma família do município sem remuneração regular, férias ou descanso semanal. A decisão é da 5ª Vara do Trabalho de Feira de Santana, que classificou a situação como condição análoga à escravidão, definindo o caso como uma verdadeira “senzala contemporânea”.
A família foi condenada ao pagamento de R$ 1.450.699,59, sendo R$ 500 mil por danos morais, além do reconhecimento de todo o vínculo empregatício. Da decisão ainda cabe recurso. Segundo o processo, a trabalhadora chegou à residência da família em março de 1982, aos 16 anos de idade, para exercer a função de empregada doméstica em período integral. Mulher negra, ela relata que durante cerca de 40 anos não recebeu salário, vivendo em um cômodo precário no fundo da casa. O nome dos envolvidos não foi divulgado pela justiça.
Sem acesso à educação e sem informações sobre seus direitos trabalhistas, permaneceu por décadas em uma relação marcada pela exploração, realizando tarefas domésticas diárias sem folgas, férias ou qualquer tipo de proteção legal, em condições consideradas sub-humanas.
Já aos 59 anos, a trabalhadora afirma que passou a sofrer tentativas de expulsão da residência por parte dos patrões, incluindo o trancamento de armários com alimentos, agravando ainda mais sua situação de vulnerabilidade.
Em sua defesa, a família alegou que a mulher nunca foi empregada doméstica, sustentando que ela teria sido acolhida como “membro da família” e que as atividades realizadas no imóvel seriam voluntárias, sem qualquer obrigação ou subordinação. A tese, no entanto, foi desmontada ao longo do processo.
A Carteira de Trabalho (CTPS) da empregada foi assinada em 2004 pela patroa, que durante o julgamento alegou não se recordar do ato e chegou a questionar a autenticidade da assinatura. Um exame grafotécnico confirmou que a assinatura era, de fato, da empregadora. Os recolhimentos previdenciários foram realizados até novembro de 2009, reforçando o reconhecimento formal do vínculo de trabalho. Na sentença, o juiz Diego Alirio Sabino destacou que a anotação na Carteira de Trabalho e os recolhimentos previdenciários “desnudaram a fantasiosa alegação de que a trabalhadora teria sido acolhida como membro da família”.
O magistrado pontuou que, embora a convivência prolongada tenha criado laços afetivos e um falso sentimento de pertencimento, a real condição da trabalhadora ficou evidente com o avanço da idade, diante da ausência de moradia própria e de meios para sua subsistência.
Testemunhas confirmaram que ela exercia, de forma contínua, funções típicas de empregada doméstica. De acordo com a decisão, a concessão de pequenos auxílios financeiros servia apenas para dissimular a relação de emprego. O juiz também fez referência ao peso histórico da situação, observando que expressões como “agregada” ou “viver de favor” tradicionalmente identificam condições de pobreza e dependência impostas a pessoas negras após a abolição da escravidão. Segundo a sentença, a trabalhadora viveu exatamente nessa condição, primeiro em Santo Antônio de Jesus e, depois, em Feira de Santana.
A decisão determina o pagamento de: salários de todo o período trabalhado; férias e demais verbas trabalhistas; indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil; recolhimento do FGTS; anotação da data de admissão na CTPS em 1º de março de 1982. A sentença foi publicada em janeiro de 2026 e ainda está dentro do prazo para apresentação de recurso.
Dez dias depois do reajuste, o óbvio aconteceu: revolta. Uma manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus bloqueou a saída de veículos no Terminal Central de Feira de Santana, escancarando o abismo entre quem decide o preço e quem paga a conta. A passagem subiu de R$ 5,50 para R$ 5,90, numa equiparação conveniente com Salvador — como se o transporte feirense oferecesse o mesmo nível de serviço, integração e eficiência. O aumento foi empurrado goela abaixo da população, sem melhorias visíveis, sem diálogo real e com a velha justificativa de sempre. Entidades de classe participaram do protesto, entre elas a APLB, representada pela professora Marlede Oliveira. Mas o drama maior está longe do Centro. Na zona rural, o reajuste foi ainda mais cruel: em Tiquaruçu, a tarifa chegou a R$ 6,60. Para quem depende do ônibus diariamente, isso não é ajuste — é penalidade. Em Feira de Santana, o aumento da passagem não é surpresa, é tradição de um serviço ruim e caro.
A edição do Diário Oficial do Município de sábado, 24 de janeiro, publicou a Portaria nº 01, de 22 de janeiro de 2026, editada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAM), que proíbe a exploração de publicidade em um trecho estratégico do Anel de Contorno de Feira de Santana.
De acordo com a portaria, fica vedada a instalação e exploração de outdoors e quaisquer outros engenhos publicitários no trecho compreendido entre a BR-324 (Portal do Sertão) e o Complexo Viário de ligação com a BR-116 Norte, enquanto estiverem em andamento as obras de duplicação da via.
A medida tem caráter temporário e permanecerá válida durante todo o período de execução das obras, que serão realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Segundo a ementa do ato, a decisão busca organizar o espaço urbano, evitar riscos à segurança viária e reduzir impactos ambientais e visuais em uma área que passará por intervenções de grande porte. A presença de estruturas publicitárias, especialmente outdoors, poderia comprometer tanto a fluidez do tráfego quanto a execução dos serviços.
A portaria passa a valer a partir da data de sua publicação no Diário Oficial e atinge diretamente empresas de publicidade e proprietários de terrenos localizados ao longo do Anel de Contorno, que deverão suspender ou evitar novas instalações até a conclusão das obras.
A Prefeitura Municipal de Feira de Santana estará representada no Programa Internacional – Tendências Contemporâneas em Parcerias Público-Privadas, que será realizado em Londres, no período de 20 a 24 de abril de 2026. O secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito, foi convidado para integrar um seleto grupo de gestores públicos brasileiros que participarão do evento.
O programa é promovido pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), em parceria com a University College London (UCL), e conta com o apoio institucional da Caixa Econômica Federal, sendo destinado exclusivamente a representantes estratégicos do setor público subnacional, selecionados por convite.
A UCL, uma das mais renomadas universidades do mundo, ocupa a 9ª posição no QS World University Rankings 2025, destacando-se pela excelência acadêmica, inovação e pesquisa aplicada. A programação contempla atividades presenciais, visitas institucionais e estudos de casos internacionais, totalizando 55 horas-aula, com foco nas melhores práticas globais em parcerias público-privadas.
O prefeito José Ronaldo de Carvalho destacou a relevância institucional do convite e o reconhecimento do trabalho técnico desenvolvido pela gestão municipal. “A participação do secretário Carlos Brito em um programa internacional desse porte demonstra a credibilidade da nossa gestão e o compromisso permanente da Prefeitura de Feira de Santana com a qualificação técnica, a inovação e o planejamento responsável. Essa experiência certamente trará importantes contribuições para o desenvolvimento da nossa cidade”.
Ele acrescenta ainda que a presença do secretário no evento representa um avanço estratégico, possibilitando acesso direto a experiências exitosas de outros países, especialmente do Reino Unido, referência mundial em modelos de PPPs. “O conhecimento adquirido contribuirá para o aprimoramento das políticas públicas, da gestão de projetos estruturantes e da atração de investimentos para o município”, completa o prefeito.
O secretário Carlos Brito ressaltou que a oportunidade reforça o compromisso da gestão municipal com a modernização administrativa. “Participar deste programa permitirá trazer para Feira de Santana práticas internacionais bem-sucedidas, fortalecendo nossa capacidade de planejamento e execução de projetos que impactem positivamente a vida da população”.
O Diário Oficial desta sexta-feira (23) trouxe mais um capítulo da política de “aluga que resolve” da educação municipal. O Fundo Municipal de Educação autorizou, por inexigibilidade de licitação, a locação de um imóvel na Rua Venezuela, no bairro Capuchinhos, para abrigar a récem criada Escola Municipal de Música, Cultura e Arte. Valor do contrato: R$ 240 mil por 12 meses, assinado pelo gestor do fundo, Pablo Roberto. O detalhe incômodo é o contexto. Em 2024, a Prefeitura inaugurou na gestão Colbert/Anaci a nova sede da Secretaria de Educação, uma obra de cerca de R$ 43 milhões, com 6 mil m² e discurso oficial de estrutura “moderna e suficiente” e edifício-garagem com vaga para 400 carros. Na prática, sobrou espaço para automóveis e faltou para escola. Uma política pública que prefere guardar carro a formar gente.
Geddel fez questão de espalhar aos quatro ventos que esteve com José Ronaldo. Coincidência ou não, Ronaldo também foi visto conversando com Bruno Reis nesta mesma semana. Movimentações previsíveis de quem governa a segunda maior cidade da Bahia e sabe que terá peso — e voto — na definição do próximo governador do Estado. José Ronaldo, vale lembrar, é político de bastidor. Age longe dos holofotes, não se guia por pressão pública e tem verdadeira devoção por decisões tomadas na última hora, quando todo mundo já acha que o jogo está decidido. Nesta eleição, o dilema é claro: engolir o orgulho e manter coerência com tudo o que defendeu ao longo da vida ou se aventurar em novos ares e dividir palanque com seu maior adversário político, o deputado Zé Neto. Entre convicção e conveniência, Ronaldo vai escolher como sempre escolheu: no silêncio. Façam suas apostas.
A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) informou que novos radares de velocidade começarão a operar em Feira de Santana a partir do dia 4 de fevereiro. Os equipamentos foram instalados em vias de grande fluxo com o objetivo de reforçar a segurança viária, reduzir acidentes e estimular o respeito aos limites de velocidade.
Os novos pontos de fiscalização eletrônica estão localizados nas seguintes avenidas:
Avenida Fraga Maia
Em frente ao restaurante, no final da avenida
-
(1) Sentido Centro → Bairro
-
(2) Sentido Bairro → Centro
-
(3) Faixa 1 – Centro → Bairro
-
(4) Faixa 2 – Centro → Bairro
Avenida Rubens Francisco Dias
Próximo ao Condomínio Viva Mais Papagaio
Segundo a SMT, a ativação dos radares segue o planejamento de fiscalização do município e visa organizar o tráfego e preservar vidas, especialmente em corredores urbanos com histórico de excesso de velocidade. A orientação aos condutores é clara: dirigir com atenção, respeitar a sinalização e os limites de velocidade. O descumprimento das regras poderá resultar em autuações conforme a legislação de trânsito vigente.