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Eleições 2026 / 06 de outubro de 2026 - 18H 29m

Voto no PL registra aumento em Feira: Flávio supera marca de Bolsonaro em 13,5% e legenda avança nas proporcionais

Voto no PL registra aumento em Feira: Flávio supera marca de Bolsonaro em 13,5% e legenda avança nas proporcionais
Foto: Reprodução

Considerada uma cidade conservadora politicamente, Feira de Santana voltou a registrar votação considerável para candidatos do PL nas eleições de 2026, não apenas na disputa pela Presidência da República, mas também nas eleições para o Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. A comparação com 2022 mostra que esse movimento ocorreu mesmo com crescimento relativamente pequeno do eleitorado do município no período.

Em 2022, Feira tinha 424.521 eleitores aptos. Quatro anos depois, esse número chegou a 434.532, um aumento de 10.011 pessoas, equivalente a aproximadamente 2,36%, de acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Na eleição presidencial de 2022, Jair Bolsonaro recebeu 107.271 votos no primeiro turno, correspondentes a 31,25% dos votos válidos. Lula (PT) teve 211.813 votos, ou 61,70%. No segundo turno daquele ano, Bolsonaro chegou a 124.354 votos no município, conforme os resultados oficiais da Justiça Eleitoral.

No primeiro turno de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 121.727 votos em Feira, equivalente a 35,80% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 194.272 votos, ou 57,13%. A comparação entre os dois primeiros turnos mostra uma diferença de 14.456 votos entre a votação de Jair Bolsonaro em 2022 e a de Flávio Bolsonaro em 2026. Em termos percentuais, são cerca de 13,5% a mais em números absolutos. A participação nos votos válidos passou de 31,25% para 35,80%, diferença de 4,55 pontos percentuais.

O crescimento da votação presidencial do PL, portanto, ocorreu em proporção superior ao aumento do próprio eleitorado feirense. Enquanto o número de pessoas aptas a votar cresceu 2,36% em quatro anos, a votação do candidato presidencial da legenda aumentou cerca de 13,5%.

Outra forma de observar os números é comparar a votação com todo o eleitorado apto. Em 2022, os 107.271 votos de Jair Bolsonaro representavam aproximadamente 25,27% dos 424.521 eleitores cadastrados em Feira. Em 2026, os 121.727 votos de Flávio Bolsonaro correspondem a cerca de 28,01% dos 434.532 eleitores aptos.

A presença eleitoral do PL em Feira em 2026 não ficou restrita à disputa presidencial. Para o Senado, João Roma foi o candidato mais votado no município, com 149.681 votos. Como cada eleitor teve direito a duas escolhas para senador neste ano, o número não deve ser comparado diretamente com o percentual de uma eleição presidencial.

Na disputa pela Câmara dos Deputados, três candidatos do PL ficaram entre os dez federais mais votados pelos feirenses. Roberta Roma recebeu 13.104 votos, Capitão Alden teve 10.185 e Doutora Raissa Soares somou 7.559. Juntos, os três alcançaram 30.848 votos em Feira e foram eleitos para a Câmara.

Em 2022, o partido também teve candidatos com votação relevante no município. Capitão Alden recebeu 8.652 votos; Capitão André Porciuncula, 6.854; e Roberta Roma, 5.312. Considerando todos os candidatos da legenda e os votos dados diretamente ao partido, o PL registrou 28.423 votos para deputado federal na Princesa do Sertão naquele pleito.

Na eleição para a Assembleia Legislativa, o PL totalizou 35.653 votos em 2026, considerando votos nominais e de legenda, o equivalente a 11,7% dos votos válidos para deputado estadual no município. Entre os candidatos da sigla, Diego Castro recebeu 12.107 votos na segunda maior cidade do estado e foi eleito deputado estadual. Samuel Júnior teve 4.472 votos e Soldado Prisco, 3.849. Os dois também conquistaram cadeiras na nova composição da AL-BA.

Eleições 2026 / 06 de outubro de 2026 - 17H 40m

Sem eleger federal, Feira entregou mais de 83 mil votos a candidatos “forasteiros”

Sem eleger federal, Feira entregou mais de 83 mil votos a candidatos “forasteiros”
Foto: Divulgação/PMFS

Leandro Santana

Feira de Santana terminou as eleições de 2026 sem eleger um deputado federal nascido ou radicado no município, mas entregou mais de 83 mil votos a candidatos “forasteiros” que aparecem entre os nomes de maior votação na cidade. O cenário reacende uma discussão recorrente na política local sobre a capacidade do segundo maior colégio eleitoral da Bahia de transformar seu volume de votos em representação própria em Brasília.

Zé Neto (PT) foi o candidato a deputado federal mais votado em Feira, com 59.127 votos, enquanto Zé Chico (União Brasil) apareceu em segundo, com 34.182. Os dois somaram 93.309 votos dentro da cidade, mas nenhum conseguiu uma das 39 cadeiras da Bahia na Câmara dos Deputados.

Logo depois deles aparecem nomes de diferentes regiões que encontraram em Feira uma importante fonte de votos. Roberta Roma (PL), por exemplo, recebeu 13.104 votos no município. Capitão Alden (PL), também nascido em Salvador, teve outros 10.185. Não para por aí. Sandro Filho (PP) somou 9.777 votos, enquanto Márcio Marinho (Republicanos) chegou a 7.751; Doutora Raissa Soares (PL), 7.559; e Gabriel Nunes (PSD) 6.832.

Pastor Sargento Isidório (Avante) teve 6.146 votos em Feira; Maria Marighella (PT) recebeu 6.143; Arthur Maia (União Brasil), 5.544; Soldado Correa (Republicanos) 5.331; e Adolfo Viana (PSDB), 5.248. Somados, esses candidatos receberam 83.620 votos dentro da Princesa do Sertão, uma quantidade próxima dos 93.309 votos obtidos juntos pelos dois nomes locais de maior votação, Zé Neto e Zé Chico.

O resultado deixa uma situação politicamente incômoda para os dois principais grupos locais. Nem o campo ligado ao PT conseguiu manter Zé Neto em Brasília, nem a força municipal de José Ronaldo foi suficiente para eleger Zé Chico. Enquanto isso, diferentes grupos estaduais encontraram em Feira um território importante para completar suas próprias votações.

Enquanto os dois principais projetos locais ficaram sem mandato, diferentes candidatos com bases eleitorais em Salvador e em outras regiões saíram de Feira com votações relevantes e, em vários casos, conseguiram se eleger. Roberta Roma, Capitão Alden, Sandro Filho, Márcio Marinho, Doutora Raissa Soares, Gabriel Nunes e Adolfo Viana são exemplos de candidatos que tiveram milhares de votos no município e garantiram espaço na nova bancada baiana em Brasília.

Feira de Santana / 06 de outubro de 2026 - 16H 47m

Arroba sobe para R$ 370 e atinge novo recorde do ano em Feira de Santana

Arroba sobe para R$ 370 e atinge novo recorde do ano em Feira de Santana
Foto: arquivo pessoal/Peu Portugal

Confirmando a tendência apontada nas últimas semanas, o preço da arroba do boi gordo voltou a subir em Feira de Santana. A cotação divulgada nesta terça-feira pela Cooperfeira chegou a R$ 370, novo recorde de 2026 no mercado regional.

A valorização dá sequência ao movimento observado desde setembro. Depois de passar um período estabilizada em R$ 340, a arroba avançou para R$ 350, fechou setembro em R$ 360 e agora alcança um novo patamar.

Para Agenor Campos, presidente do Frifeira e diretor da Cooperfeira, a nova alta confirma um movimento que já era esperado pelo mercado. Nas últimas semanas, ele vinha apontando a perspectiva de valorização diante principalmente da redução da oferta de animais terminados com o avanço da entressafra.

Mesmo aos R$ 370, Agenor avalia que ainda existe espaço para novas valorizações até novembro, desde que sejam mantidas as condições observadas nas últimas semanas. Entre os fatores acompanhados estão a disponibilidade de animais para abate, os custos de produção, a demanda dos frigoríficos e o comportamento do mercado externo.

A velocidade da recuperação chama atenção. Setembro começou com a arroba em R$ 340 e terminou em R$ 360. Com a cotação desta semana, o preço acumula alta de R$ 30 por arroba, ou 8,8%, desde o início de setembro.

Agenor já havia trabalhado com a possibilidade de a arroba alcançar R$ 380 até novembro. Com o mercado chegando aos R$ 370 no início de outubro, essa referência ficou mais próxima, embora o comportamento das próximas semanas continue condicionado à oferta e à demanda.

Os valores divulgados pela Cooperfeira são baseados em informações repassadas por compradores que realizam abate no Frifeira e servem como referência para o mercado regional, podendo oscilar conforme a movimentação diária.

Eleições 2026 / 06 de outubro de 2026 - 14H 03m

Após ser eleito deputado estadual, feirense Thiago Gilleno anuncia ‘Arrastão da Vitória’ com Igor Kannário

Após ser eleito deputado estadual, feirense Thiago Gilleno anuncia ‘Arrastão da Vitória’ com Igor Kannário
Foto: Reprodução

Recém-eleito deputado estadual com 114.627 votos em toda a Bahia, o médico feirense Thiago Gilleno (Republicanos) já começou a transformar o resultado das urnas em agenda pública de comemoração. Nesta sexta-feira (9), ele promove em Ponto Novo o chamado “Arrastão da Vitória”, com participação do cantor Igor Kannário e concentração a partir das 19h.

A mobilização será realizada na avenida principal do município e foi divulgada nas redes sociais de Gilleno como uma celebração pela eleição para a Assembleia Legislativa da Bahia. “Ponto Novo e toda a região estão convidados. O Arrastão da Vitória vai tomar conta da avenida”, escreveu nas redes sociais.

Thiago Gilleno foi um dos nomes de maior destaque na disputa pela AL-BA. O ex-prefeito de Ponto Novo terminou a eleição com 114.627 votos e conquistou uma das 63 cadeiras da Assembleia. Em Feira de Santana, sua cidade natal, recebeu 13.269 votos, consolidando também uma base relevante no segundo maior colégio eleitoral da Bahia.

A eleição representa uma mudança de patamar na trajetória de Gilleno. Antes de chegar ao cenário estadual, ele construiu sua carreira política em Ponto Novo, onde foi eleito prefeito em 2020. Em 2026, deixou a administração municipal para disputar pela primeira vez uma vaga na Assembleia Legislativa e terminou entre os candidatos mais votados do estado.

Com o resultado das urnas já consolidado, o “Arrastão da Vitória” também funciona como um primeiro movimento político de Gilleno após a eleição, reforçando sua ligação com Ponto Novo, município onde construiu a principal base de sua trajetória pública.

Eleições 2026 / 06 de outubro de 2026 - 13H 55m

Abstenção chega a quase 75 mil em Feira; 20,6 mil eleitores votaram branco ou nulo para presidente

Abstenção chega a quase 75 mil em Feira; 20,6 mil eleitores votaram branco ou nulo para presidente
Foto: Reprodução

Quase 75 mil eleitores de Feira de Santana deixaram de comparecer às urnas no primeiro turno das eleições de 2026. Dados da totalização oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 74.984 pessoas se abstiveram no município, o equivalente a 17,21% do eleitorado apto.

A segunda maior cidade do estado tinha 435.631 eleitores aptos e registrou 360.647 comparecimentos, uma participação de 82,79%. Os dados são referentes ao primeiro turno, realizado no domingo (4), com 100% das seções totalizadas.

Na disputa pela Presidência da República, além dos eleitores que não compareceram, 13.589 votos foram nulos, correspondendo a 3,77% dos votos registrados, enquanto 7.027 eleitores votaram em branco, o equivalente a 1,95%.

Foram contabilizados 340.031 votos válidos para presidente em Feira. Somados os votos nulos e brancos, 20.616 pessoas compareceram às urnas, mas não deram voto válido a nenhum dos candidatos à Presidência. Quando esse grupo é somado aos 74.984 eleitores ausentes, chega-se a 95.600 eleitores que não registraram voto válido para presidente no primeiro turno, número que equivale a, aproximadamente, 21,95% de todo o eleitorado apto do município.

Pelas regras eleitorais, votos brancos e nulos não entram no cálculo dos votos válidos e não são transferidos para qualquer candidato. A Justiça Eleitoral considera apenas os votos válidos para definir o resultado da disputa.  Na votação presidencial, Lula (PT) liderou em Feira de Santana, com 194.272 votos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 121.727. A diferença entre os dois foi de 72.545 votos.

Os números de Feira no 1º turno:

  • Eleitorado apto: 435.631
  • Comparecimento: 360.647 – 82,79%
  • Abstenções: 74.984 – 17,21%
  • Votos válidos para presidente: 340.031 – 94,28% dos votos registrados
  • Votos nulos para presidente: 13.589 – 3,77%
  • Votos em branco para presidente: 7.027 – 1,95%

Os percentuais de brancos e nulos mudam conforme o cargo escolhido. Na disputa pelo Governo da Bahia, por exemplo, Feira registrou 11.048 votos em branco e 19.894 nulos, números superiores aos observados para presidente.

Eleições 2026 / 06 de outubro de 2026 - 13H 21m

Diretórios da UEFS convocam estudantes para mobilizações em defesa de Lula: “Soberania, resistência e sobrevivência”

Diretórios da UEFS convocam estudantes para mobilizações em defesa de Lula: “Soberania, resistência e sobrevivência”
Foto: Divulgação

Entidades estudantis da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) começaram a organizar uma agenda de mobilização política para o segundo turno da eleição presidencial, que vão desde roda de conversa, debates sobre a conjuntura nacional, até um ato público em defesa da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A primeira atividade acontece nesta terça-feira (6), às 18h45, no corredor do Módulo 4 da Uefs. Organizada pelo Diretório Acadêmico Maria Felipa de Oliveira, do curso de Direito, a “Roda de Conversa Aberta dos Estudantes de Direito” terá como tema “O futuro do Brasil nas eleições 2026: soberania, resistência e sobrevivência”.

Na convocação, o diretório explica que o encontro pretende discutir o cenário político após o primeiro turno e organizar formas de atuação coletiva entre os estudantes.

“As eleições presidenciais no Brasil caminham para um 2º turno, em um cenário marcado por incertezas e pelo avanço eleitoral de um projeto político que consideramos nocivo ao desenvolvimento nacional, à nossa soberania e às liberdades individuais”, diz o texto divulgado pela entidade.

O grupo também afirma que a proposta é construir uma mobilização mais ampla dentro da universidade. “Será um espaço aberto para debater a conjuntura, construir coletivamente nossas pautas e organizar a mobilização em defesa dos interesses do corpo estudantil e da classe trabalhadora”, acrescenta a convocação.

A atividade também recebeu apoio da Atlética de Direito da Uefs, que reforçou o chamado aos estudantes. Em publicação, a entidade destacou que as decisões tomadas no cenário político ultrapassam o período eleitoral e alcançam diretamente a vida universitária e o exercício da cidadania.

“As decisões e os acontecimentos do cenário político não estão distantes da nossa realidade. Eles atravessam a democracia, os direitos, as liberdades, as políticas públicas, a própria universidade e o exercício da cidadania”, escreveu a Atlética.

Além da roda de conversa, uma nova mobilização já está marcada para a próxima terça-feira (13). O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Uefs convocou um ato “contra o bolsonarismo e em defesa das liberdades democráticas no segundo turno”, com concentração às 16h, em frente ao Colégio Gastão.

Na publicação, o DCE adota posição explícita em favor de Lula e convoca não apenas estudantes da Uefs, mas também universitários de outras instituições de Feira, entidades de base, organizações populares e trabalhadores.

“Declarar posição não é suficiente – é necessário mobilizar-se nas ruas, nas redes sociais e nos nossos locais de atuação”, diz o texto. A entidade afirma ainda que pretende construir uma frente de mobilização pela eleição do petista no segundo turno.

A movimentação mostra que parte da campanha presidencial em Feira começa a ganhar uma organização própria dentro do ambiente universitário. Depois do primeiro turno, entidades estudantis passaram a utilizar os espaços da Uefs tanto para discutir a conjuntura quanto para articular ações públicas voltadas à reta final da eleição.

No primeiro turno, Lula foi o candidato mais votado em Feira de Santana, com cerca de 194 mil votos, contra aproximadamente 121 mil de Flávio Bolsonaro (PL). A estratégia dos movimentos estudantis agora é ampliar a mobilização e levar o debate para além do voto já consolidado.

Feira de Santana / 06 de outubro de 2026 - 07H 41m

SMT informa nova interdição temporária na Avenida Artêmia Pires a partir desta terça-feira (6)

A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) informa aos condutores, pedestres e usuários do transporte coletivo urbano sobre uma nova interdição temporária no tráfego de veículos da Avenida Artêmia Pires, a partir desta terça-feira (6).

A alteração ocorrerá no trecho compreendido entre a Rua dos Engenhos e a Rua José Domingos Servo, nas proximidades da UNEX. A medida é necessária para a continuidade das intervenções de melhoria na infraestrutura da região.

Como funcionará o desvio

Motoristas: o tráfego de veículos será direcionado para vias alternativas. Os condutores deverão utilizar as ruas Elizeu Martins e dos Engenhos durante o período da interdição.

Pedestres: o acesso continuará sendo realizado pela própria Avenida Artêmia Pires.

Transporte coletivo: o ponto de parada de ônibus localizado na área foi temporariamente reinstalado nas proximidades do Edifício Link Artêmia.

A SMT informa que a área estará devidamente sinalizada para orientar os condutores e demais usuários da via.

A orientação da autarquia é para que os motoristas redobrem a atenção ao trafegar pela região e, sempre que possível, planejem os itinerários com antecedência, a fim de evitar transtornos durante o período da interdição.

 

Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 17H 33m

Jerônimo reduz vantagem de ACM Neto em Feira mesmo com Zé Ronaldo mergulhado na campanha; o que explica?

Leandro Santana

ACM Neto (União Brasil) voltou a vencer a eleição para governador em Feira de Santana, mas o resultado de 2026 revelou um movimento político que merece atenção: Jerônimo Rodrigues (PT) conseguiu reduzir significativamente a vantagem do adversário no segundo maior colégio eleitoral da Bahia, mesmo enfrentando uma campanha local muito mais organizada e diretamente comandada pelo prefeito José Ronaldo, seu colega de partido.

Em 2022, no segundo turno, o carlista recebeu 204.662 votos na segunda maior cidade do estado, contra 142.490 do adversário; isto é, uma vantagem de 62.172 votos. Quatro anos depois, já com o petista no governo e disputando a reeleição, Neto voltou a liderar na cidade, mas a distância caiu para pouco mais de 24 mil votos. O candidato do União Brasil terminou com cerca de 175 mil votos, enquanto Jerônimo  ultrapassou os 151 mil. Em termos políticos, o governador reeleito não virou em Feira, mas reduziu de forma considerável um dos principais colchões eleitorais de Neto no estado.

O dado ganha ainda mais importância quando se observa a diferença entre as campanhas de 2022 e 2026. Há quatro anos, Ronaldo vivia uma relação muito mais turbulenta com o ex-prefeito de Salvador. Considerado favorito para ocupar a vaga de vice na chapa, viu seu nome ser preterido em favor da desconhecida Ana Coelho. A decisão provocou forte insatisfação, chegou a alimentar rumores de rompimento e reduziu o entusiasmo de parte do grupo local com a campanha. O próprio José Ronaldo admitiu, posteriormente, que foi dormir acreditando que seria anunciado como vice.

Desta vez, o cenário foi completamente diferente. Já de volta à Prefeitura de Feira, Ronaldo entrou de cabeça na campanha. Organizou agendas, recebeu o candidato, articulou reuniões com empresários, lideranças evangélicas e vereadores da base, participou de caminhadas e carreatas e colocou sua estrutura política diretamente a serviço da candidatura. Na reta final, foi ele quem organizou o encerramento da campanha em Feira. A adesão foi tão explícita que, durante uma caminhada pelo centro da cidade, o prefeito chegou a subir no capô de um carro ao lado do candidato e dançar.

Ou seja: se em 2022 havia ruídos, ressentimentos e questionamentos sobre o real envolvimento de José Ronaldo, em 2026 não houve espaço para dúvidas. O prefeito abraçou a campanha. Ainda assim, a vantagem de ACM Neto caiu.

Isso ajuda a explicar por que o desempenho de Jerônimo na Princesa do Sertão merece ser observado para além da derrota numérica. O petista enfrentou a máquina política mais forte da cidade, comandada por um prefeito eleito cinco vezes, com ampla bancada na Câmara, secretários mobilizados e uma estrutura eleitoral que historicamente consegue produzir resultados expressivos. Mesmo assim, conseguiu avançar.

Parte desse crescimento pode ser explicada pelo que Jerônimo construiu durante os quatro anos de governo. A principal diferença em relação a 2022 é que, desta vez, ele não chegou à eleição apenas como um candidato associado ao PT e a Lula. Chegou como governador com um conjunto de obras para apresentar no município.

O Centro de Convenções talvez seja o maior símbolo dessa estratégia. Durante mais de duas décadas, o equipamento permaneceu como um dos grandes “elefantes brancos” da cidade, cercado por paralisações, promessas e disputas sobre a paternidade da obra. A conclusão e entrega pelo governo permitiram transformar um antigo passivo político em uma vitrine de gestão.

A lógica se repetiu em outras áreas. O governo requalificou o Complexo Cultural Carro de Boi, incluindo a tradicional Abóbora, e avançou na recuperação do Centro de Cultura Amélio Amorim. Também entregou escolas de tempo integral, ampliou estruturas do Hospital Geral Clériston Andrade e executou investimentos nas áreas de segurança pública e infraestrutura.

Jerônimo também soube explorar politicamente sua ligação pessoal com Feira. Embora tenha nascido em Aiquara, foi aqui que o governador construiu parte importante de sua vida profissional no município, onde foi professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Ao longo do mandato, passou a se apresentar repetidamente como alguém ligado afetivamente à cidade e, em diferentes agendas, declarou Feira como parte de sua própria história.

A tese do “Jerônimo feirense”, ainda que construída politicamente, acabou encontrando terreno. E não ficou apenas no discurso. O governador fez da presença constante no município uma estratégia. Participou de inaugurações, eventos institucionais, agendas de segurança, educação e saúde e marcou presença em festas tradicionais, incluindo a Micareta em mais de um dia. Em vez de aparecer em Feira apenas durante a campanha, passou a ser visto com frequência no município ao longo do mandato. Esse tipo de presença faz diferença eleitoral.

Na política local, há muito tempo a Princesa do Sertão convive com a percepção de que o governo estadual aparece pouco ou entrega menos do que deveria ao segundo maior município da Bahia. Jerônimo parece ter entendido que precisava enfrentar esse sentimento diretamente. Obras, agendas e repetição de presença ajudaram a reduzir a distância entre o PT estadual e uma cidade historicamente competitiva para o grupo de José Ronaldo.

O resultado de Feira também se conecta a um movimento semelhante ocorrido em Salvador. A estratégia de ACM Neto dependia fortemente de grandes margens nos dois maiores colégios eleitorais do estado. Em Salvador, integrantes do seu grupo chegaram a projetar uma diferença superior a 500 mil votos sobre o petista. Ela não aconteceu. Neto venceu a capital, mas com uma margem muito menor do que a esperada.

Feira seguiu roteiro parecido. ACM Neto venceu, mas não produziu a gordura eleitoral necessária para compensar o domínio de Jerônimo no interior. Essa talvez seja a principal leitura política da eleição de 2026 na Bahia. O interior continuou sendo o grande território de sustentação do PT, mas Jerônimo conseguiu fazer algo que quatro anos antes parecia mais difícil: diminuir as derrotas onde ACM Neto deveria ser muito mais forte. Ele não precisou vencer Feira nem Salvador, precisou apenas evitar ser atropelado e conseguiu.

A eleição deixa uma pergunta importante para o futuro da política feirense: até que ponto o domínio municipal ainda se traduz automaticamente em capacidade de transferir votos para aliados em disputas estaduais? Em 2026, ele mostrou que continua forte. ACM Neto venceu Feira. Mas Jerônimo mostrou algo talvez igualmente importante: a cidade já não parece tão impermeável ao PT estadual quanto foi em outros momentos. E, numa eleição decidida pela soma de centenas de municípios, perder menos em Feira e Salvador pode ter sido tão importante para Jerônimo quanto continuar vencendo no interior.

Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 17H 14m

“E agora, José?”: força municipal não vira cadeira em Brasília e Zé Ronaldo segue sem eleger um federal do seu grupo

“E agora, José?”: força municipal não vira cadeira em Brasília e Zé Ronaldo segue sem eleger um federal do seu grupo
Foto: Reprodução

Leandro Santana

O sonho de Zé Chico (União Brasil) de chegar a Brasília ficou, mais uma vez, pelo caminho. Com 47.991 votos em toda a Bahia, sendo 34.182 apenas em Feira de Santana, o empresário não conseguiu conquistar uma das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados e acumulou a terceira tentativa frustrada de chegar ao Congresso Nacional.

Mais do que uma derrota pessoal, o resultado expõe uma dificuldade histórica do grupo político liderado pelo prefeito José Ronaldo (União Brasil): apesar da força consolidada em Feira de Santana, onde governa pela quinta vez, o grupo ainda não conseguiu construir um nome próprio com densidade estadual suficiente para ocupar uma cadeira de deputado federal.

Desta vez, porém, não faltaram demonstrações públicas de apoio. Zé Chico assumiu em 2025 a presidência municipal do União Brasil em Feira, por articulação diretamente ligada a José Ronaldo, e entrou em 2026 como o candidato preferencial do prefeito para a Câmara.

O líder do executivo feirense gravou vídeos, participou de atos, pediu votos e tratou publicamente a eleição do companheiro como estratégica para ampliar a representação da cidade em Brasília. Em uma das manifestações mais explícitas da campanha, chegou a dizer que Feira “precisava” de Zé Chico na Câmara Federal e que o empresário era “meu deputado federal”.

Houve também tentativa de organizar o grupo em torno da candidatura. Secretários municipais declararam apoio, encontros reuniram lideranças e o discurso de unidade foi repetido durante a campanha. Em julho, por exemplo, o secretário municipal de Agricultura classificou a candidatura de Zé Chico como um projeto do grupo de José Ronaldo, e não apenas uma iniciativa pessoal do empresário.

Ao mesmo tempo, a Prefeitura acelerou um amplo programa de pavimentação pela cidade. Em março, o prefeito anunciou R$ 133 milhões em obras, e nas semanas finais da campanha diversas frentes de asfaltamento avançaram por bairros como Feira X, Aviário, Queimadinha, Cidade Nova e Jardim Cruzeiro. A gestão apresentou as intervenções como cumprimento de uma promessa feita na eleição municipal de 2024. Críticos, porém, passaram a enxergar o volume e o ‘timing’ das obras também sob uma leitura eleitoral. Nem isso foi suficiente.

A votação de Zé Chico ficou novamente concentrada em Feira. Dos 47.991 votos obtidos no estado, mais de 71% vieram do município. Fora dali, ele somou menos de 14 mil votos. O número ajuda a explicar a derrota: para chegar à Câmara, não basta dominar uma base municipal; é preciso construir capilaridade em dezenas de cidades e atravessar regiões politicamente distintas da Bahia. Esse é justamente o ponto em que a candidatura voltou a falhar. Na Princesa do Sertão, o empresário teve votação relevante. No restante do estado, não conseguiu construir uma rede competitiva.

A dificuldade também não é nova. Em 2014, ele recebeu 55.170 votos e não se elegeu. Em 2022, voltou a disputar a Câmara e terminou com 44.773 votos, sendo 34.540 apenas no município. Após aquela eleição, chegou a admitir publicamente a possibilidade de deixar o grupo político, reclamando de falta de apoio de lideranças locais à sua candidatura. Na ocasião, Ronaldo reagiu dizendo ter “consciência tranquila” e sustentou que havia se dedicado à campanha do aliado.

Quatro anos depois, a situação foi diferente. Desta vez, o chefe do Paço Maria Quitéria fez questão de se expor politicamente ao lado do presidente do Fluminense de Feira e, praticamente, assumiu a candidatura como sua. Nos bastidores, a leitura era clara: se o empresário não conseguisse se eleger, ao menos o prefeito poderia argumentar que havia feito a própria parte. Mas o resultado levanta outra questão: até que ponto o próprio grupo ajudou a fragmentar o projeto?

Durante a pré-campanha, vereadores ligados à base governista assumiram compromissos com outros candidatos a deputado federal, inclusive nomes de fora de Feira. Levantamentos locais mostraram que boa parte dos vereadores da base de José Ronaldo já estava fechada com outras candidaturas. Carlos Geilson chegou a questionar publicamente por que tantas lideranças preferiam candidatos de fora da cidade.

Dentro do próprio União Brasil, o problema era visível. Vereadores do partido já haviam acertado apoio a nomes como Gabriel Nunes, Dal Barreto e João Bacelar, o que dificultou a formação de uma chapa local inteiramente concentrada em Zé Chico.

A eleição de 2026 mostra, portanto, uma contradição no grupo ronaldista. O prefeito segue sendo um dos políticos de maior força eleitoral da história de Feira de Santana: foi eleito para o quinto mandato em 2024 e mantém uma base municipal ampla, mas essa força pessoal não tem se convertido automaticamente em capacidade de eleger um deputado federal diretamente identificado com o seu comando político.

E o problema ganha uma dimensão ainda maior neste ano. A segunda maior cidade do estado perdeu também Zé Neto (PT), que não conseguiu renovar o mandato de deputado federal. Apesar de adversário histórico, o petista vinha exercendo papel relevante na destinação de recursos para o município. Dados de emendas recebidas por Feira apontam milhões de reais vinculados a indicações do parlamentar nos últimos anos.

A ausência de um federal diretamente ligado a Feira pode ter consequências práticas. Em Brasília, emendas, articulações ministeriais e interlocução com o Governo Federal dependem muito da presença e da atuação permanente de parlamentares. A Câmara Municipal chegou a destacar, em 2025, que uma articulação política organizada em Brasília ajudou a ampliar significativamente os recursos de emendas destinados ao município, na “Missão-Brasília”.

No fim, sobra a pergunta que dá nome ao próprio dilema: “E agora, José?”. Para Zé Chico, depois de mais uma derrota, e para José Ronaldo, que segue sem conseguir eleger um federal diretamente ligado ao seu grupo, o resultado de 2026 abre mais dúvidas do que respostas. Os próximos movimentos dirão se haverá uma nova tentativa ou se será preciso redesenhar completamente esse projeto político.

Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 16H 51m

Com apoio dos evangélicos, Pastor Tom cresce em votação, mas fica novamente fora da Assembleia

Com apoio dos evangélicos, Pastor Tom cresce em votação, mas fica novamente fora da Assembleia
Foto: Divulgação/Assessoria Tom

Mesmo ampliando a votação em relação a 2022 e figurando entre os nomes mais votados de Feira de Santana, o ex-deputado estadual Pastor Tom, que concorreu em 2026 como “Tom É Meu Amigo” pelo PDT, não conseguiu retornar à Assembleia Legislativa da Bahia. Ele terminou a disputa com 33.852 votos em todo o estado e ficou na suplência. Em Feira, recebeu 17.103 votos, a terceira maior votação para deputado estadual no município.

O desempenho representa um crescimento importante em relação à eleição anterior. Em 2022, então pelo Solidariedade, recebeu 26.403 votos na Bahia, sendo 10.518 em Feira de Santana. Quatro anos depois, acrescentou mais de 7 mil votos ao resultado estadual e quase 6,6 mil somente em sua principal base eleitoral.

Apesar do avanço, os 33,8 mil votos não foram suficientes para assegurar uma das 63 cadeiras da AL-BA. Tom terminou na 90ª colocação em número absoluto de votos entre os candidatos a deputado estadual e ficou como suplente do PDT.

Ewerton Carneiro da Costa, nome de batismo do político, tem trajetória antiga na política feirense. Policial militar e pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular, ele foi vereador de Feira de Santana e chegou à Assembleia Legislativa após a eleição de 2018. Naquele pleito, recebeu 29.335 votos e foi o único deputado estadual eleito pela coligação Rede Patriota da Bahia.

A relação com o segmento evangélico sempre teve peso em sua trajetória. Em 2018, o próprio Tom atribuiu parte da vitória ao apoio da Igreja do Evangelho Quadrangular, denominação da qual é pastor, além de citar a presença de apoiadores ligados à Polícia Militar. Naquela eleição, 10.786 dos votos recebidos vieram de Feira de Santana.

O mandato na Assembleia, porém, não chegou ao fim previsto. Em outubro de 2020, o Tribunal Superior Eleitoral declarou a perda do mandato, e Josafá Marinho de Aguiar foi convocado para ocupar a vaga. Desde então, Tom tentou retornar à AL-BA em 2022 e novamente em 2026, sem sucesso.

A campanha deste ano também contou com uma articulação política direta do vereador licenciado Ismael Bastos (PL). Ele deixou temporariamente o mandato na Câmara Municipal de Feira em junho para se dedicar integralmente à coordenação da pré-campanha de Tom. A licença foi concedida sem remuneração, e Fabiano da Van assumiu a cadeira durante o período.

Após a apuração, Ismael publicou uma mensagem de apoio ao aliado e destacou o crescimento eleitoral de Tom. “Você saiu de 26 mil votos, em 2022, para 34 mil votos. Aumentou sua votação mesmo sem a estrutura de um mandato, mas, infelizmente, não foi o suficiente”, escreveu. Na mensagem, o vereador também afirmou acreditar que “o futuro te reserva coisas maiores”.

Tom, por sua vez, também se manifestou após o resultado. Em publicação nas redes sociais, afirmou que “a luta continua” e agradeceu aos apoiadores que participaram da campanha. “O resultado não apaga a caminhada, o carinho e a força de cada pessoa que acreditou”, escreveu.

Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 14H 50m

‘Lula está preocupado com o poder, eu estou preocupado com o Brasil’, diz Flávio após largar na frente no primeiro turno

‘Lula está preocupado com o poder, eu estou preocupado com o Brasil’, diz Flávio após largar na frente no primeiro turno
Foto: Reprodução

A vantagem obtida sobre o candidato Lula (PT) no primeiro turno foi celebrada por Flávio Bolsonaro (PL) como um sinal de mudança no cenário político nacional. Em pronunciamento após a apuração, o senador afirmou que o resultado representa o início do “fim da era do PT”, exaltando  o desempenho alcançado nas urnas.

Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, cerca de 56,1 milhões de votos. Lula ficou com 45,16%, aproximadamente 53,8 milhões, uma diferença superior a 2,3 milhões de votos entre os dois candidatos.

“Está decretado o fim da era do PT. A mudança no nosso país. Foi por muito pouco. Estou muito feliz de verdade com o resultado. São 56 milhões de brasileiros e brasileiras que deram esse voto de confiança para mudança”, disse.

O candidato do PL aproveitou o pronunciamento para fazer críticas ao governo Lula e associar a gestão petista a problemas econômicos e sociais. “A era do PT só está deixando como legado um recorde de mulheres assassinadas, um recorde de brasileiros endividados, um recorde de altos impostos, um recorde de desesperança, de empresas fechadas”, alfinetou.

Ao projetar o segundo turno, o bolsonarista disse ver possibilidade concreta de vitória, antecipando algumas das bandeiras que pretende explorar nesta nova etapa da campanha. Segundo ele, um eventual governo teria menos ministérios e faria novas indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Há a possibilidade real de daqui a três semanas o Brasil dar a resposta de que quer um governo moderno, com menos ministérios, que vai indicar ao menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal que não vão interferir em eleições. Depois de tudo que o governo fez para tentar vencer as eleições… Lula está preocupado com o poder, eu estou preocupado com o Brasil”, concluiu.

A abstenção no primeiro turno chegou a 33,4 milhões de eleitores, o equivalente a 21,08% do eleitorado. Flávio Bolsonaro e Lula voltam a se enfrentar no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 14H 43m

Lula mira virada no segundo turno e diz que Flávio representa “a biografia de um passado tenebroso”

Lula mira virada no segundo turno e diz que Flávio representa “a biografia de um passado tenebroso”
Foto: Reprodução

Após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula (PT) reagiu ao resultado das urnas, projetando uma disputa mais direta na reta final. Segundo o candidato à reeleição, o segundo turno mostrará a “verdadeira fotografia do Brasil”.

Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro aparecia com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula somava 45,16%. Ao comentar o desempenho, o presidente reconheceu que esperava um resultado diferente e admitiu que acreditava na possibilidade de vencer ainda no primeiro turno.

“A gente nunca consegue tudo aquilo que queria. Eu confesso que estava convencido de que ia ganhar as eleições no primeiro turno. O segundo turno é a hora da prova dos nove. É a hora de mostrar a verdadeira fotografia do Brasil de hoje e do Brasil que a gente quer”, declarou.

O petista também antecipou que a campanha será retomada imediatamente, com foco na apresentação de propostas e no balanço das ações do governo. “A partir de amanhã, a gente começa a mostrar a diferença de propostas para o Brasil. A gente vai mostrar o que foi feito e o que a sociedade espera que seja feito”, disse.

Ainda na oportunidade, Lula elevou o tom ao tratar do adversário e disse que o eleitor terá de escolher entre caminhos políticos distintos no segundo turno. “O povo tem que escolher. Do outro lado, temos apenas incerteza com a biografia de um passado tenebroso”, concluiu.

O pronunciamento ocorreu em um hotel em São Paulo, onde Lula estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin, da primeira-dama Janja da Silva e de aliados como Fernando Haddad, Guilherme Boulos, Marina Silva e Simone Tebet. Com a definição do domingo (4), os eleitores agora voltam às urnas no segundo turno, no dia 25 de outubro.

Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 13H 16m

Lula soma 194 mil votos em Feira contra 121 mil de Flávio; veja quantos votos cada presidenciável teve dos feirenses

Lula soma 194 mil votos em Feira contra 121 mil de Flávio; veja quantos votos cada presidenciável teve dos feirenses
Foto: Reprodução

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o candidato à Presidência mais votado em Feira de Santana no primeiro turno das eleições de 2026, após totalizar 194.272 votos no município, o equivalente a 57,13% dos votos válidos. Logo em seguida aparece Flávio Bolsonaro (PL), na segunda colocação, com a preferência de 121.727 dos feirenses, ou 35,80%. A diferença entre os dois principais candidatos foi de 72.545 votos.

Completando a lista aparecem Augusto Cury (Avante), com 9.356 votos, correspondentes a 2,75% dos válidos, Ronaldo Caiado (PSD) que somou 7.997 votos e Renan Santos (Missão), com apenas 5.720.

Os demais candidatos ficaram abaixo de 500 votos no município, são eles: Romeu Zema (Novo), que chegou a 408 votos; Samara Martins (UP), 259; Hertz Dias (PSTU), 94; Clariana Barão (DC), 76; Edmilson Costa (PCB), 47; Rui Costa Pimenta (PCO), 39; e Veterinário Wilson Grassi (Democrata), 36.

Confira a votação completa para presidente em Feira de Santana:

Lula (PT) – 194.272 votos – 57,13%
Flávio Bolsonaro (PL) – 121.727 votos – 35,80%
Augusto Cury (Avante) – 9.356 votos – 2,75%
Ronaldo Caiado (PSD) – 7.997 votos – 2,35%
Renan Santos (Missão) – 5.720 votos – 1,68%
Romeu Zema (Novo) – 408 votos – 0,12%
Samara Martins (UP) – 259 votos – 0,08%
Hertz Dias (PSTU) – 94 votos – 0,03%
Clariana Barão (DC) – 76 votos – 0,02%
Edmilson Costa (PCB) – 47 votos – 0,01%
Rui Costa Pimenta (PCO) – 39 votos – 0,01%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata) – 36 votos – 0,01%.

Também foram registrados 7.027 votos em branco e 13.589 votos nulos na disputa presidencial em Feira de Santana. O resultado local foi diferente do cenário nacional. No Brasil, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois disputarão o segundo turno no dia 25 de outubro.

Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 13H 02m

Binho Galinha soma 23 mil votos mesmo com prisão e barrado pela Justiça Eleitoral

Binho Galinha soma 23 mil votos mesmo com prisão e barrado pela Justiça Eleitoral
Foto: Reprodução

Mais de 23 mil eleitores baianos escolheram nas urnas o deputado estadual Binho Galinha (Avante), mesmo com o parlamentar preso preventivamente há quase um ano e com o registro de candidatura à reeleição indeferido pela Justiça Eleitoral.

O resultado chama atenção pelo contexto em que a campanha foi realizada, já que o agora ex-deputado está detido desde outubro de 2025, no âmbito das investigações da Operação El Patrón, e teve a candidatura barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) semanas antes da votação.

Ainda assim, como o processo eleitoral não estava definitivamente encerrado, o nome do deputado permaneceu nas urnas e os eleitores puderam votar normalmente. A situação jurídica da votação, no entanto, continua vinculada às decisões da Justiça Eleitoral.

O deputado é investigado sob acusação de comandar uma organização criminosa com atuação em atividades comolavagem de dinheiro, agiotagem e jogo do bicho. As apurações deram origem à Operação El Patrón. Além do processo que resultou na prisão preventiva, Binho foi condenado neste ano a uma pena superior a 36 anos de prisão. A decisão ainda está sujeita aos recursos previstos na legislação.

Eleito deputado estadual em 2022, Binho Galinha tentava permanecer na Assembleia Legislativa por mais quatro anos. Desta vez, porém, a combinação entre a situação judicial e o indeferimento eleitoral impediu a confirmação de um novo mandato.

Ainda assim, os mais de 23 mil votos mostram que o parlamentar manteve uma parcela relevante de apoio eleitoral mesmo enfrentando o momento mais delicado de sua trajetória política.

Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 12H 41m

Deputados eleitos pela Bahia terão salário de mais de R$ 46 mil, auxílio-moradia de 4 mil e verba de gabinete de R$ 165 mil

Deputados eleitos pela Bahia terão salário de mais de R$ 46 mil, auxílio-moradia de 4 mil e verba de gabinete de R$ 165 mil
Foto: Reprodução

Os 39 deputados federais eleitos pela Bahia neste domingo (4) vão receber salário bruto de R$ 46.366,19 por mês a partir da posse, em fevereiro de 2027. Só em remuneração, cada parlamentar terá direito a mais de R$ 556 mil por ano, sem considerar benefícios e outras verbas destinadas ao exercício do mandato.

Mas não para por aí. Além do montante mensal, os parlamentares também podem utilizar apartamento funcional em Brasília e, para aqueles que não pretendam ocupar um dos imóveis disponibilizados pela Câmara, é possível contar com um auxílio-moradia de R$ 4.253 ao mês.

Outro valor que chama a atenção é a verba de gabinete. Cada deputado pode utilizar até R$ 165.806,07 por mês para contratar e remunerar até 25 secretários parlamentares, recurso que não é incorporado ao salário do parlamentar, mas fica disponível para manutenção da estrutura de pessoal do mandato.

Os eleitos também contam com recursos para despesas relacionadas à atividade parlamentar, como passagens aéreas, deslocamentos, manutenção de escritórios, telefonia, divulgação do mandato e outras despesas previstas pela Câmara.

Na prática, portanto, os R$ 46.366,19 representam apenas a remuneração direta do deputado. Somados os recursos disponíveis para gabinete, moradia e atividade parlamentar, o custo mensal de cada mandato é significativamente superior ao salário recebido individualmente.

O pagamento também está sujeito a descontos em caso de faltas não justificadas às sessões deliberativas. Ausências por missões oficiais, problemas de saúde comprovados, licença-maternidade, licença-paternidade e algumas situações familiares podem ser abonadas. Os 39 deputados federais eleitos pela Bahia terão mandato de quatro anos, entre 2027 e 2031.

Confira os eleitos:

PSD

Antonio Brito – 205.815 votos
Daniel Alencar – 192.492 votos
Gabriel Nunes – 155.060 votos
Sergio Brito – 148.775 votos
Raimundo Costa – 102.907 votos
Charles Fernandes – 87.945 votos

PDT

Félix Mendonça Júnior – 60.159 votos

MDB

Ricardo Maia – 147.981 votos

Avante

Pastor Sargento Isidório – 248.147 votos
Neto Carletto – 197.240 votos
Elmo Vaz – 65.558 votos

PSB

Mario Negromonte Jr. – 101.536 votos

Republicanos

Diego Coronel – 144.890 votos
Léo Prates – 103.794 votos
Márcio Marinho – 97.458 votos

PL

Doutora Raissa Soares – 162.370 votos
Roberta

Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 12H 09m

32 deputados baianos ficam sem mandato na Bahia em em Brasilia após eleição de 2026; saiba quem são

As eleições de 2026 provocaram uma renovação expressiva entre os representantes baianos. Ao todo, 32 deputados estaduais e federais eleitos em 2022 ficarão sem mandato a partir de 2027, seja por derrota nas urnas, mudança de cargo, ausência na disputa ou impedimento eleitoral.

Na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a renovação alcançou 33,33%, com 21 cadeiras mudando de ocupante. Já na Câmara dos Deputados, 11 nomes da bancada baiana deixarão seus mandatos, o que representa uma renovação relevante entre as 39 vagas do estado em Brasília.

Entre os nomes de maior repercussão na AL-BA está Hilton Coelho (PSOL). Candidato à reeleição, ele recebeu 64.500 votos, mas não conseguiu renovar o mandato. A única cadeira conquistada pelo PSOL ficou com Kleber Rosa, que terminou a disputa com 68.921 votos.

Leandro de Jesus (PL) também deixará a Assembleia. Desta vez, ele optou por disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e obteve cerca de 91 mil votos, mas terminou na suplência. Outros deputados estaduais seguirão por caminho diferente. Manuel Rocha (União Brasil) e Olívia Santana (PCdoB), por exemplo, deixam a AL-BA após serem eleitos deputados federais.

Há ainda casos específicos, como o de Nelson Leal, que não disputou nenhum cargo em 2026, e Binho Galinha, que teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, embora tenha recebido votos nas urnas.

Na Câmara dos Deputados, alguns nomes tradicionais da política baiana também não conseguiram permanecer em Brasília. Zé Neto (PT) está entre eles. O deputado recebeu mais de 100 mil votos em toda a Bahia, com forte desempenho em Feira de Santana, mas não conseguiu garantir uma das vagas da Federação Brasil da Esperança.

Lídice da Mata (PSB) também ficará sem mandato. Com cerca de 89 mil votos, ela terminou na primeira suplência da vaga conquistada pelo partido. A lista inclui ainda nomes como Waldenor Pereira, Bacelar, Arthur Maia, Paulo Magalhães, Alex Santana, João Leão, Rogéria Santos, José Rocha e João Carlos Bacelar.

Com a mudança, a Bahia terá uma composição bastante diferente tanto na Assembleia Legislativa quanto na bancada federal a partir de 2027. Confira os parlamentares que ficam sem mandato:

Assembleia Legislativa da Bahia

  1. Antônio Henrique Jr. (PP)
  2. Cafu Barreto (PSD)
  3. Eures Ribeiro (PSD)
  4. Felipe Duarte (PP)
  5. Hilton Coelho (PSOL)
  6. Katia Oliveira (União Brasil)
  7. Laerte do Vando
  8. Leandro de Jesus (PL)
  9. Luciano Araújo
  10. Marcelinho Veiga (União Brasil)
  11. Maria Del Carmen (PT)
  12. Matheus de Geraldo Júnior (MDB)
  13. Nelson Leal (PP)
  14. Pancadinha
  15. Patrick Lopes (Avante)
  16. Paulo Rangel (PT)
  17. Raimundinho da JR (PL)
  18. Robinho (União Brasil)
  19. Soane Galvão (PSB)
  20. Vitor Bonfim (PV)
  21. Binho Galinha

Câmara dos Deputados

  1. Zé Neto (PT)
  2. Waldenor Pereira
  3. Lídice da Mata (PSB)
  4. Bacelar
  5. Arthur Maia
  6. Paulo Magalhães
  7. Alex Santana
  8. João Leão
  9. Rogéria Santos
  10. José Rocha
  11. João Carlos Bacelar
Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 11H 08m

Quatro vereadores de Feira tentam eleição para deputado, mas nenhum consegue sucesso nas urnas

Quatro vereadores de Feira de Santana tentaram ampliar a atuação política para a Assembleia Legislativa da Bahia nas eleições deste ano, mas nenhum conseguiu conquistar uma das 63 cadeiras da Casa. Silvio Dias (PT), Ron do Povo (PP), Pedro Américo (Cidadania) e Lulinha da Gente (União Brasil) tiveram votações consideráveis dentro do município, mas encontraram dificuldades para expandir suas candidaturas pelo restante do estado.

Entre os quatro, Silvio Dias foi quem alcançou a maior votação na Bahia, recebendo 17.068 votos, dos quais 12.267 foram conquistados em Feira. O desempenho colocou o vereador como o sexto candidato a deputado estadual mais votado no município, mas não foi suficiente para garantir uma vaga na AL-BA.

Eleito vereador pela primeira vez em 2020, quando recebeu 3.952 votos, Silvio ampliou sua votação em 2024 e conquistou a reeleição com 5.379 votos. A candidatura de 2026 marcou sua primeira tentativa de disputar um cargo fora do Legislativo municipal.

Ron do Povo também estreou em uma eleição estadual. Candidato pelo PP, ele recebeu 14.049 votos na Bahia, sendo 11.932 apenas em Feira. Isso significa que a maior parte de seu desempenho eleitoral permaneceu concentrada no município onde exerce mandato.

O vereador construiu sua trajetória eleitoral exclusivamente na Câmara Municipal até este ano. Foi eleito vereador em 2016, com 2.262 votos, reelegeu-se em 2020, com 3.083, e conquistou novo mandato em 2024, quando alcançou 4.626 votos.

Pedro Américo, do Cidadania, terminou a eleição com 13.345 votos em toda a Bahia. Em Feira de Santana, recebeu 9.512 votos e ficou entre os 15 candidatos a deputado estadual mais votados no município.

A trajetória eleitoral de Pedro começou fora de Feira. Em 2008, ele disputou uma vaga de vereador em São Domingos, mas recebeu apenas 91 votos e não se elegeu. Anos depois, estabelecido em Feira de Santana, foi eleito vereador em 2020 com 5.823 votos e conquistou um segundo mandato em 2024, desta vez com 3.386 votos. Em 2026, fez sua primeira tentativa de chegar à Assembleia Legislativa.

O caso de Lulinha da Gente é diferente. Veterano da Câmara Municipal e com várias eleições no currículo, ele voltou a tentar uma cadeira na AL-BA e terminou com 9.332 votos no estado. Feira respondeu por 8.207 votos, mais uma vez concentrando grande parte de seu desempenho.

Lulinha já havia disputado a Assembleia em outras quatro oportunidades. Em 2010, recebeu 9.245 votos; em 2014, chegou a 12.623, sua melhor votação estadual; em 2018, teve 12.360; e, em 2022, somou 8.693 votos. Em nenhuma dessas tentativas conseguiu se eleger deputado estadual.

Na eleição municipal de 2024, Lulinha retornou à Câmara de Feira com 5.574 votos. Dois anos depois, voltou à disputa estadual e ampliou ligeiramente o desempenho em relação a 2022, mas permaneceu distante de uma vaga.

Os quatro resultados apresentam uma característica comum: forte concentração da votação em Feira de Santana. Silvio Dias recebeu mais de 12 mil de seus 17 mil votos no município; Ron do Povo teve quase 12 mil dos 14 mil; Pedro Américo, mais de 9,5 mil dos 13,3 mil; e Lulinha conquistou em Feira mais de 8 mil dos 9,3 mil votos obtidos em toda a Bahia.

O desempenho mostra que, embora os quatro tenham bases consolidadas o suficiente para conquistar mandatos na Câmara Municipal, transformar essa força local em competitividade estadual continua sendo um desafio. Em uma eleição na qual outros nomes ligados a Feira conseguiram construir votação em diferentes regiões da Bahia, os vereadores permaneceram fortemente dependentes do eleitorado feirense.

Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 10H 52m

Aos 21 anos e com 167 mil votos, Sandro Filho se torna o deputado federal mais jovem da história da Bahia

Aos 21 anos e com 167 mil votos, Sandro Filho se torna o deputado federal mais jovem da história da Bahia
Foto: Reprodução

Aos 21 anos, Sandro Filho (PP) fez história nas eleições deste domingo (4) ao ser eleito deputado federal pela Bahia com 167.394 votos, o equivalente a 2,02% dos votos válidos, tornando-se o parlamentar mais jovem já escolhido pelos baianos para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O ex-vereador da capital baiana terminou a disputa como o sexto candidato a deputado federal mais votado em todo o estado, sendo que Salvador foi o município onde ele obteve o melhor desempenho, com 57.880 votos.

O resultado também supera um recorde que pertencia ao ex-deputado federal Uldurico Júnior, eleito pela Bahia aos 22 anos. Agora, Sandro Filho chega ao Congresso com um ano a menos e com votação muito superior à registrada pelo antigo recordista.

Criado no bairro de Coutos, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, Sandro construiu uma ascensão política rápida. Antes da eleição para deputado federal, sua única experiência em cargo eletivo havia sido na Câmara Municipal de Salvador, sendo eleito vereador em 2024, com 12.565 votos. À época, ganhou projeção como uma das principais lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL) na Bahia e mantinha forte presença nas redes sociais.

Durante os dois anos de mandato na Câmara de Salvador, se destacou pela produção legislativa. Em levantamento interno de proposições registradas no sistema da Casa, chegou a liderar o número de iniciativas apresentadas entre os vereadores. Politicamente, também assumiu postura de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e integrou a base do prefeito Bruno Reis (União Brasil), utilizando com frequência as redes sociais para fazer críticas ao governo estadual.

No fim de 2025, Sandro Filho foi expulso do MBL, encerrando a relação com o movimento que havia ajudado a projetá-lo politicamente. Mesmo com uma trajetória curta na política institucional, ele conseguiu ampliar de forma expressiva sua base eleitoral em apenas dois anos. Saiu de pouco mais de 12 mil votos na disputa municipal para mais de 167 mil votos em todo o estado.

Com a vitória, Sandro Filho deixará a Câmara Municipal de Salvador para assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados. A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando terá início o mandato de quatro anos.

Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 10H 35m

Autodeclarado “doido” e “ex-gay”, Pastor Sargento Isidório é o federal mais votado da Bahia com quase 250 mil votos

Autodeclarado “doido” e “ex-gay”, Pastor Sargento Isidório é o federal mais votado da Bahia com quase 250 mil votos
Foto: Bahia.ba

Conhecido por declarações polêmicas, pelo lema “antes doido do que ladrão” e por se autodeclarar “ex-gay”, o Pastor Sargento Isidório (Avante) terminou as eleições deste domingo (4) como o deputado federal mais votado da Bahia. Reeleito para a Câmara dos Deputados, ele recebeu 248.147 votos.

O desempenho colocou Isidório à frente de nomes tradicionais da política baiana. Na sequência aparecem Antonio Brito (PSD), com 205.815 votos, Neto Carletto (Avante), com 197.240, e Daniel Alencar (PSD), com 192.492.

Antes de chegar ao Congresso Nacional, Isidório exerceu três mandatos como deputado estadual. Ele passou pela Assembleia Legislativa da Bahia entre 2003 e 2007 e voltou à Casa em 2011, permanecendo até 2019. Em 2018, deixou a AL-BA após ser eleito deputado federal.

Além da atuação política, Isidório é conhecido por comandar a Fundação Doutor Jesus, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, que atua no acolhimento e na recuperação de dependentes químicos. A fundação, no entanto, já foi alvo de denúncias de maus-tratos feitas por internos e investigadas pelo Ministério Público. As acusações envolveram relatos de castigos e condições consideradas inadequadas. Isidório e a instituição sempre defenderam o trabalho realizado no local.

Outro ponto recorrente em sua trajetória pública são as declarações sobre sexualidade e identidade de gênero. O deputado se apresenta como “ex-gay” e já fez falas consideradas ofensivas contra pessoas LGBTQIA+.

Em 2023, por exemplo, foi acusado de transfobia após declarações dirigidas à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) durante uma reunião na Câmara dos Deputados. Dias depois, Isidório negou ter desrespeitado a população LGBTQIA+ e afirmou que “respeita todo mundo”. Apesar do perfil conservador nos costumes e da condição de pastor evangélico, Isidório integra a base política do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia.

Durante a campanha, voltou a explorar uma imagem popular e irreverente, sintetizada no slogan “Antes doido do que ladrão”, marca utilizada por ele há anos nas disputas eleitorais.

Após a confirmação da reeleição, Isidório agradeceu aos eleitores nas redes sociais. “Meu muito obrigado a todo povo pelo carinho, acolhimento e respeito que recebi em cada lugar, e a todos os trabalhadores que estiveram ao nosso lado nessa caminhada”, escreveu.

Com a nova vitória, o parlamentar amplia sua permanência na Câmara dos Deputados e chega ao próximo mandato como o candidato a deputado federal mais votado da Bahia em 2026.

Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 10H 20m

Após derrota, Zé Neto diz que mantém “cabeça erguida” e mira campanha de Lula

Após derrota, Zé Neto diz que mantém “cabeça erguida” e mira campanha de Lula
Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

Após não conseguir renovar o mandato de deputado federal, Zé Neto (PT) se pronunciou, por meio das redes sociais, ainda no domingo (4), sobre o resultado das urnas, afirmando que mantém a cabeça erguida. Em sua primeira manifestação após a eleição, o petista agradeceu aos eleitores, reconheceu a queda na votação em relação a 2022 e disse que a prioridade agora será a campanha de Lula (PT) no segundo turno presidencial.

Em Feira de Santana, principal base eleitoral, o deputado recebeu cerca de 65 mil votos. Apesar do desempenho expressivo no município, a votação obtida no restante da Bahia não foi suficiente para garantir a permanência na Câmara dos Deputados.

“Primeiro eu queria agradecer a cada um e cada uma que nos conferiu quase 105 mil votos. Nós trabalhamos nesses quatro anos, até muito mais do que no período anterior, mas não conseguimos alcançar os votos que tivemos na outra eleição, que foram mais de 128 mil. Isso não pode nos abater, ao contrário. Isso demonstra o nosso tamanho, tanto na cidade como na região”, disse.

Eleito deputado federal em 2018 e reeleito em 2022, Zé Neto chegou à disputa de 2026 como um dos principais nomes do PT em Feira de Santana. Desta vez, porém, apesar de ultrapassar a marca dos 100 mil votos na Bahia, ficou fora das vagas conquistadas pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

O petista também citou o desempenho do governador Jerônimo Rodrigues em Feira de Santana e comemorou a reeleição do correligionário ainda no primeiro turno. “O governador Jerônimo teve uma performance muito melhor aqui em Feira do que na eleição anterior. O que nos resta agora é cabeça erguida. Entregar a Deus. Deus sabe tudo. Às vezes a gente pensa que foi uma derrota aqui e Ele está propondo outra coisa para a gente”, declarou.

A reação à derrota rapidamente se voltou para a eleição presidencial. Segundo Zé Neto, a principal tarefa de seu grupo político a partir de agora será trabalhar pela eleição de Lula no segundo turno. “Hoje nós temos uma grande tarefa. Qual é a grande tarefa? Continuar lutando pelo nosso presidente Lula”, afirmou.

O deputado também reforçou sua identificação com movimentos sociais, trabalhadores e pautas ligadas ao desenvolvimento econômico.

“Como sempre fiz na minha vida, eu sou militante das causas coletivas, das trabalhadoras, dos trabalhadores, dos movimentos culturais, dos movimentos sociais, mas, acima de tudo, das causas da produção deste Brasil, da produção de riqueza, da produção de educação e de condições para que a nossa gente possa seguir em frente”, declarou.

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