Futebol /
09 de janeiro de 2026 - 17H 01m
Sonhando alto na temporada, o Bahia de Feira inicia a sua trajetória no Campeonato Baiano de 2026 neste domingo (11), às 18h30, diante da Juazeirense, no Estádio Adauto Moraes, em Juazeiro.
Desde 2012, as duas equipes se enfrentaram 15 vezes em partidas oficiais, com vantagem da Juazeirense, que soma oito vitórias, contra três triunfos do Tremendão, além de quatro empates. No saldo de gols, o time juazeirense também leva a melhor, com 26 contra 19, segundo dados do AiScore. O histórico, no entanto, é marcado por alternância de domínio e jogos que, em diferentes momentos, tiveram peso decisivo em competições estaduais e nacionais.
Pela Série D de 2021, em 21 de agosto, a Juazeirense venceu por 2 a 1, em casa, em um jogo definido no segundo tempo, quando soube aproveitar melhor as oportunidades e consolidar um resultado importante para sua campanha naquela temporada.
A resposta do Bahia de Feira veio no Campeonato Baiano de 2022. Em 6 de março, jogando em Feira de Santana, o Tremendão venceu pelo mesmo placar, em atuação mais consistente, com controle do ritmo da partida e melhor aproveitamento do mando de campo.
No Baianão de 2023, o equilíbrio voltou a prevalecer. O empate sem gols, em 1º de fevereiro, no Adauto Moraes, foi marcado por forte disputa no meio-campo, poucas chances claras e postura cautelosa das duas equipes.
Em 2024, o Bahia de Feira construiu seu resultado mais expressivo no histórico do confronto. Em 3 de março, aplicou uma goleada por 5 a 1, em Feira de Santana, na maior vitória do Tremendão sobre a Juazeirense.
A partida em Juazeiro abre a campanha do Bahia de Feira no Baianão 2026 e marca mais um encontro entre equipes que se tornaram adversárias frequentes no futebol do interior. Mesmo com vantagem no histórico, a Juazeirense tem encontrado jogos equilibrados nos confrontos recentes, o que reforça a imprevisibilidade do duelo.
A edição desta sexta-feira, 9 de janeiro, do Diário Oficial do Município trouxe a publicação do Termo Aditivo nº 474-2025-15AC, referente ao contrato mantido entre a Prefeitura de Feira de Santana e a empresa Sustentare Saneamento S/A.
De acordo com o documento, o aditivo estende por mais 30 meses o prazo de execução do Contrato nº 634-2023-15C, originalmente firmado em 1º de agosto de 2023. O contrato, que tinha valor inicial de R$ 63.854.229,60, praticamente dobra com a prorrogação.
Com a renovação, o valor global acumulado passa a ser de R$ 124.791.065,34. A assinatura do termo foi realizada em 28 de novembro de 2025 e leva a chancela do prefeito José Ronaldo de Carvalho.
A Sustentare Saneamento é responsável por serviços ligados à limpeza pública e manejo de resíduos sólidos no município — um dos contratos de maior impacto financeiro na estrutura administrativa de Feira de Santana. Com o aditivo, a empresa permanece prestando serviços até, pelo menos, meados de 2028.
A Prefeitura de Feira de Santana criou o Conselho de Gestão das Organizações Sociais, instância responsável por planejar, coordenar e supervisionar as ações do Programa Municipal de Organizações Sociais. O órgão foi instituído por decreto publicado no Diário Oficial do Município e passa a atuar como espaço de acompanhamento e avaliação das políticas públicas executadas por meio dessas entidades.
Previsto na Lei Municipal nº 3.735/2017 e regulamentado pelo Decreto nº 14.239/2025, o Conselho reúne representantes do Poder Executivo e da sociedade civil, ampliando a participação institucional no controle dos contratos e serviços geridos por Organizações Sociais. A composição inclui integrantes das secretarias municipais de Saúde, Desenvolvimento Social, Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Fazenda, Meio Ambiente e Recursos Naturais e Governo, além de representantes de entidades como a Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana, a OAB Subseção Feira de Santana, a APAE, a Santa Casa de Misericórdia, o Dispensário Santana, a Associação de Apoio à Pessoa com Câncer e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Feira de Santana.
Entre as funções do colegiado estão o acompanhamento da transferência de serviços para Organizações Sociais, a análise dos processos de qualificação das entidades, a avaliação dos contratos de gestão, das metas e dos indicadores pactuados, além do monitoramento do desempenho das organizações. O Conselho também poderá se manifestar em situações de descumprimento das metas estabelecidas.
A atuação dos conselheiros não será remunerada e será considerada serviço público relevante. A presidência do Conselho ficará sob responsabilidade do secretário municipal de Governo, conforme estabelece a legislação municipal.
Política /
09 de janeiro de 2026 - 10H 04m
Em meio ao debate sobre segurança pública, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que o combate à violência deve ser conduzido com método, inteligência e responsabilidade, e que não pode ser tratado como uma disputa ideológica. As declarações foram dadas à revista Veja, publicada nesta sexta-feira (9).
Questionado sobre a atuação policial e os altos índices de violência no estado, Jerônimo defendeu que a esquerda precisa enfrentar o tema sem preconceitos. “Bandido bom é bandido preso e entregue à Justiça”, disse, acrescentando que a polícia deve atuar de forma firme, mas sempre dentro da lei, respeitando os direitos humanos e o devido processo legal.
Ele destacou que o governo investe em inteligência policial, formação continuada, câmeras corporais e equipamentos de tecnologia, além de políticas sociais em áreas mais vulneráveis, como escolas de tempo integral e serviços públicos de saúde. “O crime organizado tem armamentos potentes. O Estado também precisa estar preparado para enfrentá-lo, mas sempre com responsabilidade e controle”, afirmou.
Jerônimo ressaltou ainda o programa Bahia pela Paz, voltado à formação diferenciada de policiais, em parceria com instituições do sistema de Justiça, universidades e órgãos de direitos humanos, com o objetivo de reduzir a letalidade policial e aprimorar a atuação das polícias Militar e Civil.
Para o governador, o Estado precisa ser forte e atuar com inteligência, mas sem se igualar às práticas do crime organizado. “O papel do poder público é proteger a sociedade, não ser um Estado matador”, disse, reforçando a necessidade de equilibrar firmeza e respeito à lei.
Política /
09 de janeiro de 2026 - 09H 51m
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), sancionou, na quinta-feira (8), a lei que proíbe que equipamentos públicos estaduais recebam nomes de pessoas que tiveram ligação com a ditadura militar. A medida ainda será publicada no Diário Oficial do Estado.
Com a nova legislação, escolas, unidades de saúde, praças e demais equipamentos mantidos pelo governo estadual ficam impedidos de adotar ou manter denominações que façam referência a agentes, colaboradores ou símbolos associados ao regime militar instaurado no país em 1964.
Ao comentar a sanção, o governador destacou o caráter simbólico dos espaços públicos. Segundo Jerônimo Rodrigues, esses equipamentos não podem carregar, em seus nomes, referências a períodos marcados por retrocessos institucionais ou ataques à democracia.
A lei também determina a elaboração de um relatório oficial com a identificação de nomes que se enquadram nas restrições previstas. A partir desse levantamento, poderá ser iniciada a revisão de homenagens já existentes em escolas, praças e outros equipamentos públicos estaduais.
A sanção ocorreu no mesmo dia em que os atos golpistas de 8 de janeiro completaram três anos. Na ocasião, as sedes dos 3 Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas, com vidraças e móveis quebrados, obras de arte e objetos históricos vandalizados, além da invasão de gabinetes, rasgo de documentos e roubo de armas.
Um homem em surto psicótico causou momentos de pânico, nesta quarta-feira (7), dentro da agência da Caixa Econômica Federal localizada na Praça dos Remédios, no centro de Feira de Santana. De acordo com testemunhas, ele entrou em luta corporal com os vigilantes do banco, conseguiu tomar a arma de um deles e disparou, atingindo os profissionais de segurança.
Mesmo feridos, os vigilantes conseguiram conter o homem, encerrando o tiroteio. Todos os envolvidos, incluindo o suspeito, foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levados ao Hospital Geral Cleriston Andrade (HGCA). Até o momento, não há informações detalhadas sobre o estado de saúde das vítimas. A ocorrência contou com apoio da 64ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).
O irmão do homem em surto, que preferiu não se identificar, afirmou que ele é usuário de drogas e que perdeu o controle sobre suas ações nos últimos dias. Segundo a PM, três pessoas ficaram feridas: os dois vigilantes e o próprio homem que tentou desarmar um dos profissionais de segurança.
Testemunhas relataram que os disparos ocorreram na área de autoatendimento do banco, causando pânico entre clientes e funcionários. Equipes do SAMU confirmaram que o homem baleado estava sob efeito de entorpecentes e em situação de rua.
A Polícia Militar isolou a área, controlou a movimentação de pessoas e auxiliou no atendimento das vítimas. As circunstâncias que levaram ao incidente seguem sendo apuradas pelas autoridades competentes.
Casos envolvendo o uso de armas de fogo em áreas urbanas têm mobilizado as forças de segurança no estado, que intensificam ações preventivas e de resposta rápida, com foco na proteção de civis e profissionais de segurança.
Por Leandro Santana
Enquanto o debate sobre a tarifa zero no transporte público avança, ainda que de forma gradual, em capitais e cidades de diferentes regiões do país, em Feira de Santana o tema permanece distante da agenda prática. No centro das discussões locais está, mais uma vez, a possibilidade de reajuste da passagem de ônibus, motivada pelo aumento dos custos operacionais e pela redução do número de passageiros.
A lógica que sustenta esse debate é conhecida. As empresas alegam queda na demanda e elevação de despesas como fatores que exigiriam a recomposição do valor da tarifa para garantir a continuidade do serviço. Especialistas apontam, no entanto, que esse modelo tem alimentado um ciclo de deterioração do transporte coletivo. A cada aumento, parte dos usuários abandona o sistema, a arrecadação diminui, os custos são redistribuídos entre menos passageiros e a qualidade do serviço se deteriora, afastando ainda mais quem depende do ônibus. Esse cenário se reflete de forma concreta em Feira de Santana.
A redução da frota, o aumento do tempo de espera e a perda de competitividade do transporte coletivo frente a outros modais têm impactado diretamente a rotina da população. O peso no orçamento das famílias também cresce. Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE indicam que o gasto com transporte já representa a segunda maior despesa dos brasileiros, atrás apenas da moradia, superando inclusive os custos com alimentação.
Diante desse contexto, a tarifa zero tem ganhado espaço no debate nacional como alternativa de financiamento e reorganização do transporte público. Atualmente, mais de 130 cidades brasileiras já adotam modelos de gratuidade total ou parcial, custeados por recursos públicos ou por mecanismos complementares de financiamento. No Governo Federal, o tema voltou à pauta. O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou recentemente que o atual modelo não se sustenta e que a implantação da tarifa zero depende da conclusão de estudos técnicos conduzidos pelo Ministério da Fazenda, com vistas à construção de um pacto envolvendo União, estados e municípios.
Pesquisas desenvolvidas por universidades como UnB, UFMG e USP apontam que a gratuidade é financeiramente viável por meio da criação de um fundo coletivo de financiamento, principalmente com contribuições empresariais, em substituição ao modelo individual do vale-transporte. A proposta poderia beneficiar mais de 120 milhões de pessoas em cidades com mais de 50 mil habitantes.
Apesar do avanço do debate no país, em Feira de Santana a discussão ainda ocorre de forma incipiente. O titular da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Rodolfo Suzarte, afirmou, em entrevista exclusiva ao Blog do Velame, que o tema da tarifa zero ainda está em fase embrionária e que não há, portanto, definição nem estudos consolidados sobre sua viabilidade no município.
“Na verdade, sobre a tarifa zero, a gente ainda não sentou para definir. Existem essas conversações prévias, porque precisamos saber o custo de tudo isso. Por exemplo, você coloca a tarifa zero em um município como Feira de Santana, seguramente você vai dobrar o número de veículos em operação. Hoje temos uma frota aí com 171 ônibus, então vamos ter uma demanda muito maior que vai aderir e migrar para o transporte coletivo”, explicou.

Para o responsável pela Semob, o principal desafio está em dimensionar o impacto financeiro dessa mudança. Ele aponta que seria necessário avaliar não apenas a ampliação da frota, mas também as fontes de financiamento e a capacidade do Município de subsidiar integralmente o sistema. “Precisa entender de onde vai sair toda essa previsão de pagamento, qual o custo, se a Prefeitura conseguiria subsidiar esse valor que precisa ser levantado. Então é algo complexo, que a gente precisa sentar para definir e avaliar com mais calma”, completou.
A discussão se torna ainda mais sensível quando se considera a adoção da tarifa zero nos dias úteis. A experiência de cidades que optaram pela gratuidade em períodos específicos, como domingos e feriados, tem sido observada como alternativa intermediária. Um exemplo próximo é Alagoinhas, que implantou o modelo nestes dias.
Ainda ao blog, Suzarte explica que a ampliação da gratuidade para os dias úteis representa um impacto muito mais elevado para o sistema e para o orçamento municipal. “Quando você traz para os dias úteis, se tem um impacto elevado no custo, é algo que a gente aqui no Município precisa ainda conversar mais com a Câmara de Vereadores, com uma previsão no Orçamento. É um projeto ainda no início de discussão, precisaremos avaliar a magnitude e o impacto de tudo isto em nosso sistema de transporte se a gente aderisse”, afirmou.
No Legislativo municipal, o tema segue em estágio inicial. De acordo com o presidente da Câmara, vereador Marcos Lima (União Brasil), a Casa tem acompanhado a discussão e realizado o levantamento dos custos relacionados ao sistema de transporte coletivo. Segundo ele, o que há de concreto, neste momento, é a previsão orçamentária de recursos destinados ao custeio do transporte, ponto que deve nortear as próximas etapas do debate.
Enquanto a tarifa zero permanece no campo da avaliação, a pauta concreta que avança no município é a possibilidade de reajuste da passagem. O Conselho Municipal de Transportes foi convocado para uma reunião na próxima segunda-feira (13), quando o tema será discutido com base nos critérios previstos no contrato de concessão.
O cálculo do reajuste segue uma fórmula paramétrica que considera três variáveis principais: o reajuste salarial dos rodoviários, a variação do preço do óleo diesel e a variação do INPC, indicador oficial da inflação. A partir desses índices, é definido um percentual aplicado sobre a tarifa atual, fixada em R$ 5,15.
O debate ocorre em um cenário de queda expressiva no número de passageiros. Antes da pandemia, o sistema transportava cerca de 2 milhões e 200 mil usuários pagantes por mês. Atualmente, esse número gira em torno de pouco mais de 1 milhão. Segundo Suzarte, essa redução tem impacto direto no equilíbrio financeiro das empresas e tem levado a Prefeitura a subsidiar mensalmente o sistema para garantir sua continuidade.
Além da perda de demanda, o transporte coletivo enfrenta a concorrência direta de outros modais, como aplicativos e o transporte clandestino, fatores que ampliam o desafio de manter o sistema atrativo. Nesse cenário, o distanciamento de Feira de Santana do debate mais amplo sobre novos modelos de financiamento evidencia um descompasso com uma discussão que já ultrapassou o campo teórico e passou a integrar, de forma concreta, a agenda de mobilidade urbana no Brasil.
A Operação Help Desk cumpriu, na manhã desta quinta-feira (8), um mandado de busca e apreensão em Feira de Santana, no bairro da Lagoa Grande, no contexto de uma investigação que apura possíveis irregularidades em contratos milionários de tecnologia firmados por meio de licitações públicas. A ação é conduzida pela Polícia Civil.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. Além de Feira de Santana, as diligências ocorreram em Salvador, nos bairros do Horto Florestal, Pituba, Candeal, Cidade Jardim e Patamares. Nove pessoas físicas e uma pessoa jurídica são investigadas no inquérito.
De acordo com a Polícia Civil, a empresa de tecnologia investigada teria sido parcialmente remunerada, mas não executou os serviços previstos em contrato. As apurações se concentram em dois contratos. O primeiro, destinado ao desenvolvimento de software, tinha valor aproximado de R$ 3 milhões. O segundo, relacionado à prestação de suporte técnico, totalizava R$ 6,6 milhões. Após a identificação das inconsistências, os pagamentos foram suspensos.
A Justiça autorizou o bloqueio das contas vinculadas aos investigados como medida para assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos, computadores, celulares e uma central de backup, que serão analisados no curso da investigação.
A operação mobilizou 48 policiais civis e teve início a partir de informações encaminhadas por órgãos de controle interno da própria Polícia Civil, que identificaram possíveis falhas na execução dos contratos firmados com a empresa. As investigações seguem em andamento para aprofundar a apuração dos fatos, esclarecer a dinâmica das supostas irregularidades e identificar outros possíveis envolvidos.
Após ser interditada em dezembro, a Padaria Progresso, localizada no bairro Kalilândia, retomou o funcionamento na quarta-feira (8). A interdição foi realizada à época pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Vigilância Sanitária, devido a questões administrativas e estruturais, incluindo a ausência de alvará e irregularidades na documentação do estabelecimento.
A chefe da Vigilância Sanitária, Thaís Marques, destacou que a padaria já havia sido notificada em outras ocasiões, principalmente por problemas relacionados ao descarte de resíduos sólidos e falhas estruturais.
A unidade chegou a ser interditada em 2017 pelos mesmos motivos. A última notificação antes da interdição mais recente ocorreu em 17 de novembro, quando os responsáveis tiveram cinco dias úteis para regularizar a situação, mas as adequações não foram realizadas dentro do prazo.
Em nota divulgada nas redes sociais, a Padaria Progresso afirmou que a interdição não teve relação com a qualidade dos alimentos ou risco à saúde dos clientes. A empresa informou que realizou todas as adequações solicitadas e que a unidade está apta a funcionar.
A nota ainda alega que fotos divulgadas anteriormente “não condizem com a realidade da Padaria Progresso, nem refletem os padrões de higiene, organização e qualidade praticados em nossas unidades”.
“A Padaria Progresso, com 18 anos de história, reafirma seu compromisso com a transparência, o respeito ao consumidor e a excelência em nossos produtos e serviços. Agradecemos a compreensão, o apoio e a confiança de todos”, afirmou a nota.
A reabertura marca o retorno do funcionamento normal da padaria, agora atendendo de acordo com as exigências da Vigilância Sanitária.
Política /
08 de janeiro de 2026 - 07H 00m
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), indicou, nesta terça-feira (6), que pode haver movimentações políticas com prefeitos de cidades estratégicas do interior para a eleição de 2026, destacando o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), como figura relevante nesse cenário. Em entrevista ao apresentador José Eduardo, no programa Se Liga Bocão, da Baiana FM, Jerônimo comentou a importância de apoios de gestores que ainda não declararam alinhamento político, citando também o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP).
Sobre Zé Ronaldo, o governador ressaltou a relevância de Feira de Santana para o interior baiano e os investimentos já realizados na cidade. “No caso de Zé Ronaldo, eu falei a ele que estamos tratando de política pública. Já autorizei, com recursos dele, recursos da Câmara, recursos de deputados e empresários, para que a gente possa construir um Hospital do Câncer lá. Feira é a primeira cidade do interior, ela merece”, afirmou.
Jerônimo Rodrigues ainda lembrou que Zé Ronaldo chegou a ser cogitado em momentos anteriores como possível integrante de uma chapa governista. “Zé Ronaldo foi consultado pelo nosso time nas últimas duas eleições. Ele já foi cogitado por Otto, Wagner e Rui naquele momento da conjuntura política. Não é de agora. Mas e Zé Neto? Ele é o candidato da gente. Mas houve um movimento naquele momento para Zé Ronaldo participar de nosso time como Otto, que veio do movimento carlista e seu perfil de palavra, seriedade e atitude. Hoje ele contribui para o nosso grupo”, disse o governador.
A declaração reforça que Jerônimo mantém diálogo com gestores estratégicos do interior, buscando fortalecer sua base política e articular apoios importantes para a disputa de 2026, sem comprometer alianças já definidas.
A Prefeitura de Feira de Santana publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (07) o Decreto nº 14.320/2026, que oficializa a criação das Escolas Municipais de Música, Cultura e Arte, instituições que passam a integrar a rede pública municipal com foco no desenvolvimento artístico, cultural e educacional da população.
A iniciativa, vinculada à Secretaria Municipal de Educação, nasce do reconhecimento da importância da música e das artes como ferramentas de formação social e cultural. O gabinete do prefeito destaca, no decreto, que a nova estrutura busca oferecer à comunidade feirense um espaço qualificado para o aprendizado e a prática artística — algo considerado estratégico para o fortalecimento das políticas públicas de cultura e educação.
As novas escolas serão enquadradas na Categoria Tipo A, conforme previsto na Lei nº 4.310/2025, o que as equipara às demais unidades escolares do município. As funções de direção e vice-direção seguirão os critérios definidos pela Lei Complementar nº 153/2025.
O decreto estabelece quatro eixos principais de atuação das escolas: Ensino da música, cultura e arte em diversas linguagens, estilos e modalidades; Atividades pedagógicas e culturais para formação de crianças, jovens e adultos; Incentivo à produção e valorização artística no município e Fomento à inclusão social por meio da educação musical e cultural.
A proposta é que as escolas funcionem como polos formadores e também como espaços de difusão cultural, aproximando a arte do cotidiano dos estudantes e da comunidade. A gestão das Escolas Municipais de Música, Cultura e Arte será responsável por coordenar todas as atividades pedagógicas e administrativas, garantir o cumprimento das normas estabelecidas pela Secretaria de Educação e representar institucionalmente a unidade. Caberá também à direção propor projetos, parcerias e convênios que ampliem o alcance das atividades artísticas. O decreto determina que um regulamento próprio — a ser elaborado pela Secretaria Municipal de Educação — definirá a estrutura organizacional, o regimento interno, os cursos que serão ofertados e as regras de ingresso dos alunos.
As despesas com a implementação e manutenção das escolas serão financiadas pelo Fundo Municipal de Educação, podendo receber suplementações se necessário.
A tradicional Feira do Livro Usado de Feira de Santana começou na segunda-feira (5), no estacionamento da Prefeitura, e segue até o início de março. O evento, realizado há mais de duas décadas, oferece uma oportunidade para pais e responsáveis economizarem na compra de parte do material escolar, com descontos que chegam a 70% em livros didáticos e paradidáticos.
Apesar do crescimento das opções de venda de livros usados no mercado, os feirantes esperam manter boas vendas neste ano. Compradores vindos de cidades vizinhas também contribuem para a movimentação do evento, reforçando a importância da feira para além dos limites da cidade.
“Muitas escolas da região ainda adotam livros, e são essas pessoas que vêm à feira porque sabem que aqui encontrarão o que procuram”, destaca Resênio Almeida, que participa do evento desde a primeira edição.
O organizador da feira, Glauber Cunha, mantém otimismo em meio às incertezas de um mercado cada vez mais competitivo. “O certo é que continuamos sendo uma excelente opção de compras”, afirma, lembrando que o evento combina tradição com preços mais acessíveis, atraindo milhares de famílias todos os anos.
No entanto, a dinâmica do mercado tem mudado. A venda de livros por grupos de WhatsApp, formada por pais de estudantes, e a adoção crescente de módulos escolares vendidos diretamente pelas escolas reduziram, gradualmente, o fluxo de visitantes. Em Feira de Santana, apenas quatro grandes colégios ainda apresentam listas completas de livros didáticos, reforçando a relevância da feira para quem ainda adota o modelo tradicional.
A Agência Reguladora de Feira de Santana (Arfes) notificou a Embasa e estabeleceu prazo de 72 horas para que a concessionária refaça a pavimentação de vias públicas no bairro Ponto Central, após constatar falhas graves na recomposição do asfalto em trechos onde foram realizados serviços. A medida atinge as ruas Juracy Magalhães e Quintino Bocaiúva, onde o pavimento apresenta desnivelamentos e afundamentos em diversos pontos.
As irregularidades foram identificadas por agentes de fiscalização da Arfes durante inspeções de rotina. Segundo o diretor-presidente do órgão, Moura Pinho, a execução do serviço está em desacordo com a legislação municipal, que determina que a recomposição do pavimento seja igual ou superior à condição anterior. “O que se verifica é o oposto. Em grande parte da via, o pavimento cedeu e apresenta desnivelamento, comprometendo a segurança e a qualidade da via pública”, afirmou.
Diante do quadro, a Agência Reguladora expediu notificação formal à Embasa determinando a correção integral do problema dentro do prazo estipulado, contado a partir do recebimento do documento. A concessionária deverá encaminhar registros fotográficos que comprovem a execução adequada do reparo ao setor de fiscalização da Arfes. O descumprimento implicará a lavratura de auto de infração e a abertura de processo administrativo, conforme prevê a legislação municipal vigente.
A fiscalização e o controle dos serviços de saneamento básico em Feira de Santana são atribuições da Prefeitura, exercidas por meio da Agência Reguladora, com base na Lei Complementar 093/2015 e no contrato de programa firmado entre o Município e a Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. Embasa.
Na rua Juracy Magalhães, os fiscais constataram que, embora o corte no asfalto tenha sido recomposto, o resultado final não atende aos padrões exigidos, com trechos desnivelados e áreas onde o pavimento cedeu. Situação semelhante foi verificada ao longo da rua Quintino Bocaiúva, onde a recuperação executada pela Embasa também foi considerada totalmente inadequada.
Para a Arfes, os problemas evidenciam falhas na qualidade da manutenção realizada pela concessionária e reforçam a necessidade de correções imediatas para evitar novos danos à malha viária e riscos aos usuários das vias públicas.
Com mais de 50 anos de carreira, o radialista Itajay Pedra Branca faleceu na manhã desta quarta-feira (7), aos 80 anos, em decorrência de complicações respiratórias. A Câmara Municipal manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão diante da perda.
Referência histórica da comunicação em Feira de Santana e ícone do rádio baiano, Itajay construiu uma trajetória marcada por uma voz inconfundível e atuação destacada no jornalismo, na narração esportiva e na cobertura de eventos cívicos da cidade. Atuou como apresentador, repórter e narrador, consolidando-se como um dos nomes mais respeitados da radiodifusão local.
Ao longo da carreira, cobriu quatro Olimpíadas, oito Copas do Mundo e esteve entre os primeiros comunicadores a noticiar, em 1981, o atentado contra o Papa João Paulo II. O comunicador deixa um legado pautado pelo profissionalismo, pela ética e pela credibilidade da informação.
Na Câmara Municipal, Itajay atuou como setorista e foi reconhecido com diversas homenagens pela contribuição à comunicação, entre elas o Troféu Arnold Ferreira, concedido a profissionais da área, além de honrarias alusivas ao Dia do Radialista.
O presidente da Casa, vereador Marcos Lima (União Brasil), lamentou o falecimento e destacou a importância de Itajay para a cidade, ressaltando que ele foi uma das vozes mais fortes e marcantes do rádio feirense, deixando uma lacuna na comunicação e um exemplo de compromisso com a notícia. Em reconhecimento à relevância do comunicador para Feira de Santana, a Prefeitura Municipal decretou luto oficial de três dias.
Política /
07 de janeiro de 2026 - 16H 37m
O vereador Josivaldo Santana (União Brasil) apresentou, ao Poder Executivo, uma indicação sugerindo a construção de um Centro Administrativo com o objetivo de concentrar os principais órgãos e secretarias municipais em um único espaço físico. A proposta busca reorganizar a estrutura administrativa do Município e melhorar o atendimento prestado à população.
Na justificativa do ofício, o parlamentar argumenta que a centralização dos serviços públicos pode oferecer mais praticidade e conforto tanto para os cidadãos quanto para os servidores municipais. Atualmente, muitos atendimentos exigem deslocamentos entre diferentes prédios, o que, segundo ele, impacta o tempo de resposta da administração e dificulta o acesso da população aos serviços.
Josivaldo Santana destaca que o complexo administrativo contribuiria para otimizar o tempo dos usuários, ao permitir que demandas de diferentes setores fossem resolvidas em um mesmo local. Além disso, a medida também facilitaria a comunicação interna entre secretarias e órgãos, favorecendo o funcionamento da máquina pública e a integração das ações administrativas.
Para o vereador, a proposta representa um passo importante no aprimoramento da prestação de serviços públicos, ao promover mais organização, agilidade e eficiência no atendimento às demandas do Município, refletindo diretamente na qualidade do serviço oferecido à população.
O Governo Municipal de Feira de Santana decretou luto oficial de três dias pela morte do radialista Itajay Pedra Branca, ocorrida na manhã desta quarta-feira (7), após mais de 45 dias de internação no Hospital São Matheus, em Feira de Santana. O decreto reconhece a contribuição histórica do comunicador para o rádio feirense e baiano.
A medida foi assinada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, em homenagem à trajetória profissional de Itajay Pedra Branca, que também era servidor aposentado da Secretaria Municipal de Comunicação Social da Prefeitura de Feira de Santana.
Ao lamentar a morte do radialista, o prefeito destacou a relevância de sua atuação para a cidade e para a comunicação brasileira. Segundo José Ronaldo, Itajay levou o nome de Feira de Santana para além das fronteiras do município e do país, construindo um legado marcado pelo compromisso com a informação e pelo amor ao rádio.
O secretário municipal de Comunicação Social, Joilton Freitas, também ressaltou a importância do comunicador para a história do jornalismo local. Ele afirmou que Itajay foi um profissional dedicado, ético e apaixonado pela notícia, pelo esporte e pelas grandes coberturas internacionais, tornando-se referência para várias gerações de comunicadores.
Com décadas de atuação no rádio, Itajay Pedra Branca construiu uma carreira sólida como repórter, apresentador de programas jornalísticos e narrador esportivo. Sua trajetória ganhou projeção nacional na quarta-feira (13), em maio de 1981, quando entrou para a história do rádio brasileiro ao ser o primeiro jornalista a divulgar, no Brasil e possivelmente na América do Sul, o atentado a bala sofrido pelo papa João Paulo II, na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Reconhecido como o mais internacional dos comunicadores de Feira de Santana, Itajay acumulou no currículo a cobertura de oito Copas do Mundo e quatro Olimpíadas.
Itajay Pedra Branca tinha 80 anos e deixa a esposa, a professora Jaci Ferreira Pedra Branca, dois filhos, Itajay Júnior e Andrews Ferreira Pedra Branca, além das netas Laura e Maria Dulce.
Com o decreto de luto oficial, a Prefeitura de Feira de Santana presta homenagem a um profissional que marcou profundamente a história da comunicação no município.
Uma voz se calou. E não é qualquer voz. Silencia-se uma das maiores referências da narração esportiva da história do rádio em Feira de Santana e no Brasil. Itajay Pedra Branca, referência incontestável da comunicação, encerra um ciclo marcado por profissionalismo, credibilidade e uma presença sonora que atravessou gerações.
O comunicador faleceu na manhã desta quarta-feira (7), em um hospital particular de Feira de Santana, onde estava internado há 47 dias. Ele deu entrada na unidade de saúde em 20 de novembro de 2025 para tratar uma pneumonia. Após quase 30 dias de internamento, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu por mais 18 dias.
Durante esse período, foi constatado que a pneumonia era de origem fúngica e evoluiu para um quadro de fibrose pulmonar, o que dificultou drasticamente a respiração e a resposta do organismo aos medicamentos. Ainda no leito da UTI, recebeu o sacramento da unção dos enfermos, ministrado pelo arcebispo metropolitano, dom Itamar Vian.
Dono de uma voz forte, grave e inconfundível, Itajay fez companhia diária a milhares de ouvintes — dentro de casa, no trânsito, no trabalho e nos momentos de lazer. Era ouvido tanto na zona urbana quanto na zona rural. Sua narração marcou domingos esportivos e também esteve presente nos feriados, datas festivas e dias comuns, sempre com o compromisso de levar informação, emoção e identidade às ondas do rádio.
Prestes a completar 80 anos — celebrados no dia 28 de novembro, ainda no leito hospitalar —, seguia em plena atividade profissional. Atuava há 31 anos na Rádio Povo, mantendo firme o compromisso com o jornalismo e com os ouvintes que o acompanharam ao longo de décadas.
Foi, entretanto, na Rádio Sociedade de Feira de Santana, administrada pela Ordem dos Frades Capuchinhos — hoje Rádio Sociedade News FM — que sua voz se consolidou, ganhou projeção nacional e se tornou referência. Quem nunca ouviu ecoar pelas ondas do rádio a vinheta marcante: “Itajay Pedra Branca!”?
Na emissora, emprestou sua voz por 27 anos. Foi ali que levou o nome de Feira de Santana ao estádio de Wembley, em Londres, na Inglaterra, na primeira transmissão internacional da rádio. A partir desse marco, ampliou fronteiras e esteve por toda a Europa, com destaque em fatos mundiais em cidades como Paris, Stuttgart e Roma, alem de toda a América Latina consolidando-se como um dos profissionais mais internacionais da imprensa feirense.
A relação de Itajay Pedra Branca com o rádio começou muito cedo, aos oito anos de idade, como cantor em programa de auditório da Rádio Cultura, no tradicional Programa Brasil de Amanhã, exibido aos domingos.
Foi nessa emissora que surgiu a oportunidade de integrar o Departamento de Esportes. Posteriormente, migrou para a Rádio Sociedade, onde construiu a maior parte de sua trajetória profissional.
Costumava dizer que sua grande escola foi a própria vivência no rádio, sempre guiado pela máxima de Edval Souza: “Se não quer que a notícia seja divulgada, não deixe que o fato aconteça.” Com esse espírito, levou o nome de Feira de Santana a 132 países.
Entrou para a história ao se tornar o primeiro repórter do mundo a noticiar, para a América do Sul, diretamente da Praça de São Pedro, no Vaticano, o atentado ao Papa João Paulo II, em 13 de maio de 1981 — época em que ainda não existiam telefones celulares —, por meio das ondas da Rádio Sociedade de Feira de Santana.
Ao longo da carreira, cobriu oito Copas do Mundo e inúmeros outros grandes eventos esportivos, incluindo quatro olimpíadas. Narrava com emoção, estilo próprio e identidade inconfundível. Anunciar um gol ou destacar uma jogada especial era, para ele, um exercício de talento que transformou sua voz em símbolo do rádio esportivo.
Também teve passagem pela Rádio Subaé, em 1987, quando foi convidado a cobrir a Copa América.
Na imprensa feirense oficial é fundador do setor de Comunicação Social da Prefeitura de Feira de Santana à época do prefeito José Falcão da Silva, seu amigo pessoal.
Na Secretaria de Comunicação exerceu também a função de repórter, redator e mestre de cerimônias, atividade que continuou desempenhando mesmo após a aposentadoria no serviço público municipal.
Nos tradicionais desfiles cívicos de 7 de Setembro, Itajay Pedra Branca marcava presença no palanque oficial, ao lado das autoridades, anunciando, com sua voz inconfundível, a passagem de pelotões, fanfarras, estudantes e a participação popular por um período de mais de 40 anos.
Homem simples, avesso a vaidades, mas de presença marcante, mantinha uma rotina discreta e era rigoroso com o trabalho — feriados, para ele, eram dias como quaisquer outros. De fé silenciosa, cultivava uma devoção íntima a Santo Antônio conduzindo sua trajetória com humildade, disciplina e compromisso.
Essa voz tão marcante e admirada agora se cala. Mas sua sonoridade jamais será esquecida. Itajay deixa a esposa, a professora Jaci Ferreira Pedra Branca; dois filhos, o radialista e pedagogo Itajay Júnior e o jornalista e professor Andrews Ferreira Pedra Branca; além das netas Laura e Maria Dulce.
O Centro de Convivência da Terceira Idade Zazinha Cerqueira está com 200 vagas abertas para matrículas referentes ao ano de 2026. Mantido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEDESO), o equipamento é referência em Feira de Santana no atendimento à pessoa idosa, oferecendo uma programação voltada à promoção da saúde, do bem-estar e da inclusão social.
Além das novas vagas, os idosos que já participam das atividades desenvolvidas no espaço devem realizar a rematrícula para garantir a continuidade do atendimento no próximo ano. A iniciativa reforça a política municipal de incentivo ao envelhecimento ativo e à valorização da terceira idade.
Podem se matricular pessoas com 60 anos ou mais interessadas em integrar atividades que estimulam a convivência, a autonomia e a qualidade de vida. A programação inclui hidroginástica, aulas de dança, oficinas de memória, sessões de cinema, aulas de informática, entre ações socioeducativas e culturais.
As matrículas e rematrículas devem ser feitas presencialmente na sede do Centro de Convivência Zazinha Cerqueira, localizada na Rua Itacarambi, s/nº, no bairro Muchila, dentro do período definido pela coordenação da unidade. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (75) 3617-0954.
A requalificação de um dos espaços culturais mais simbólicos de Feira de Santana avança para a reta final. As obras do Centro de Cultura Amélio Amorim atingiram cerca de 70% de execução e entram agora em uma nova fase, com frentes de trabalho concentradas nos acabamentos e na finalização dos equipamentos que integram o Complexo Carro de Boi. A previsão é de que o espaço seja entregue no primeiro semestre de 2026.
O projeto é executado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), e conta com investimento superior a R$ 6 milhões. Iniciada em fevereiro do ano passado, a intervenção busca não apenas recuperar a estrutura física do equipamento, mas também preservar a memória afetiva construída ao longo de décadas.
Para o diretor-presidente da Conder, José Trindade, a obra vai além da requalificação urbana. “Estamos falando da preservação da memória e da identidade cultural de Feira de Santana. A Conder tem orgulho de devolver à cidade um espaço simbólico, que une história, arquitetura e convivência, fortalecendo o acesso à cultura e ao lazer”, afirma.
Segundo ele, a preservação das características históricas e arquitetônicas do complexo foi um dos pilares do projeto, idealizado pelo arquiteto Amélio Amorim. “O projeto foi cuidadosamente desenvolvido para manter características originais, como a concepção arquitetônica e a forma da abóbora, promovendo apenas as adequações necessárias às tecnologias construtivas atuais e às normas técnicas e códigos de obras vigentes”, explica.
Entre os elementos mais emblemáticos da obra está a reconstrução da abóbora, estrutura que marcou gerações desde a década de 1970 e se tornou um dos principais símbolos do equipamento cultural. De acordo com a engenheira da Conder e fiscal da obra, Jamile Bastos, o processo exigiu atenção técnica e fidelidade ao projeto original. “A gente reproduziu as mesmas dimensões da abóbora, mas com novas tecnologias. Antes, a estrutura era em madeira, agora, é em aço. A casca de concreto armado também foi reproduzida, mantendo as características do projeto original. Com a requalificação, o espaço será um equipamento multiuso, climatizado e preparado para receber atividades culturais, artísticas e de convivência”, destaca Jamile.
Além da abóbora, o novo Complexo Carro de Boi contará com restaurante e área administrativa, duas arenas, uma coberta e outra descoberta, coreto e palco externo para pequenas apresentações. O projeto inclui ainda a implantação de uma fonte interativa em formato côncavo, item que não fazia parte da proposta original e foi incorporado a partir de uma demanda da Secult, ampliando as possibilidades de lazer e convivência no espaço.
“A etapa estrutural da obra foi concluída, o restaurante passa por serviços de pintura e ajustes finais, a abóbora avança para o fechamento da cobertura e início dos acabamentos, enquanto as arenas já estão parcialmente concluídas. A fonte interativa, por sua vez, está na etapa de execução da infraestrutura”, detalha a engenheira.
Com a requalificação avançando, o Complexo Carro de Boi se prepara para reassumir seu papel na vida cultural de Feira de Santana, agora renovado e estruturado para funcionar como um espaço democrático, aberto à produção cultural, ao lazer e à convivência da população.
Cultura /
07 de janeiro de 2026 - 09H 22m
A Prefeitura de Feira de Santana divulgou a programação completa da tradicional Festa de Reis de Tiquaruçu, uma das manifestações culturais mais antigas do município, realizada há mais de 150 anos. O evento acontece nos dias 17 e 18 de janeiro e, neste ano, será realizado em novo local, saindo das imediações da Igreja de São Vicente e passando para o estádio de futebol do distrito, medida adotada para garantir mais conforto e segurança ao público.
A Festa de Reis de Tiquaruçu é marcada pela valorização da cultura popular nordestina e tem como um de seus momentos mais simbólicos o tradicional Reisado, manifestação cultural tão antiga quanto a própria celebração. Ao longo dos dois dias, moradores e visitantes poderão acompanhar apresentações musicais e culturais que reforçam a identidade do distrito.
Na sexta-feira (17), a programação musical tem início à noite e segue até a madrugada. Já no sábado (18), além dos shows, o público poderá acompanhar o desfile do Reisado de Tiquaruçu, considerado um dos pontos altos da festa e um dos principais símbolos da tradição local.
Programação
Sexta-feira (17)
20h às 21h30: Ney Vaqueiro
22h às 23h30: Silfarley
00h às 01h30: Asas Livres
02h às 03h30: Mendes e Mateus
Sábado (18)
14h: Desfile do Reisado de Tiquaruçu
16h às 17h30: Asa Filho e Banda Chapéu de Couro
18h às 19h30: Grupo Cultural Quixabeira da Matinha
20h às 21h30: Viola de Doze
22h às 23h30: Netto Brito